Mineiros perdem partida de futebol para equipe do governo chileno

Amistoso, disputado no Estádio Nacional de Santiago, é parte de homenagem organizada para os 33 trabalhadores resgatados

iG São Paulo |

A equipe Operação Rescate, formada por autoridades chilenas e socorristas - com o presidente Sebastián Piñera no ataque - venceu por 3-2 o Esperanza, integrado por mineiros, em amistoso disputado nesta segunda-feira no Estádio Nacional de Santiago.

O duelo, que foi parte de homenagem organizada pelo governo aos 33 trabalhadores resgatados no dia 13 de outubro de mina no norte do país, contou com 16 jogadores em cada lado, que se revezavam em clima alegre.

Abriu o placar o mineiro e ex-jogador de futebol chileno, Franklin Lobos, pela equipe Esperanza, de camisa branca. No começo do segundo tempo, a diferençia a favor dos mineiros foi ampliada por Raúl Bustos, por 2-0.

No entanto, os da Operação Resgate - de camiseta vermelha - conseguiram virar o resultado, com o presidente Piñera marcando a vantagem; minutos depois outros dois socorristas permitiram selar o 3-2 contra os mineiros.

"Havíamos acertado que o time vencedor voltaria ao La Moneda, e o perdedor, voltaria para a mina. Assim, teremos de voltar novamente ao trabalho de resgate", brincou Piñera, no momento de receber a taça. "Ganhamos a taça, ganhamos a partida e salvamos a honra", afirmou.

Palácio La Moneda

Antes da partida de futebol o mineiros foram homenageados nesta segunda-feira no palácio presidencial La Moneda, em uma cerimônia solene com autoridades, familiares e operários que participaram da operação.

Os mineiros receberam os cumprimentos do presidente Sebastián Piñera, que deu a cada um uma medalha do bicentenário da independência chilena e uma réplica da cápsula Fênix 2, o veículo de metal no qual foram içados à superfície no dia 13 de outubro, após 69 dias de confinamento.

O presidente também deu uma bandeira do Chile a cada um dos 32 mineiros chilenos e ao boliviano Carlos Mamani, o único estrangeiro do grupo. As bandeiras, entregues na mesma ordem na qual os mineiros chegaram à superfície, estiveram em um altar montado em um dos pátios do palácio presidencial durante todo o tempo em que os mineiros permaneceram presos.

*Com AFP

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