Líder do Chile: 'O que houve na mina San José não se repetirá'

Piñera disse que entre US$ 10 mi (quase R$ 16,6 mi) e US$ 20 mi (quase R$ 33,1 mi) foram gastos, dinheiro que valeu 'cada centavo'

Luísa Pécora, enviada a Copiapó, Chile |

O presidente do Chile, Sebástian Piñera, afirmou nesta quinta-feira que o governo revisará e melhorará a legislação relativa às condições de trabalho dos mineradores do país. "O que aconteceu na mina San José não vai se repetir nunca mais", prometeu, em coletiva no hospital de Copiapó, onde os 33 trabalhadores resgatados estão em observação.

Piñera estimou que entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões tenham sido gastos no resgate dos mineiros, e afirmou que "cada centavo gasto valeu a pena". Ele disse que o valor será pago pelo governo, com o auxílio de doações de empresas e países internacionais. Os donos da mina San José também serão chamados a assumir a responsabilidade pelo acidente. "Não haverá impunidade", disse.

O destino do acampamento Esperança, onde familiares dos mineiros passaram mais de dois meses à espera do resgate, ainda é incerto. "Vamos conversar com eles para decidir como fazer para que o espírito do acampamento Esperança nos ilumine no futuro", afirmou Piñera, indicando que provavelmente será feito um memorial no local.

A cápsula Fênix, que levou os mineiros à superfície, e o bilhete escrito por eles que revelou ao mundo que ainda estavam vivos 17 dias depois do acidente, também deverão ser preservados. "É um patrimônio que pertence a todos os chilenos e, a essa altura, a toda a humanidade", disse Piñera.

Visita e futebol

Antes da coletiva, Piñera visitou os 33 homens resgatados da mina San José no hospital de Copiapó. O líder cumprimentou cada um dos trabalhadores e os convidou a visitar o palácio presidencial em Santiago em 25 de outubro. Em retribuição, os mineiros convidaram Piñera para uma partida de futebol.

No encontro com o presidente, alguns dos mineiros já não usavam os óculos escuros entregues a eles para que se protegessem da claridade, após passarem mais de dois meses sem contato com a luz.

Mário Sepúlveda, o segundo trabalhador a ser resgatado e que saiu da mina fazendo brincadeiras com as autoridades, tirou muitas fotos do encontro. A imprensa chilena já chama o mineiro de "Super Mario", em referência ao personagem de videogame Mario Bros.

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