Frio do deserto e blecautes complicam cobertura de resgate

Temperatura baixa e dificuldades técnicas complicam trabalho dos profissionais que acompanham operação na mina San José, no Chile

Luísa Pécora, enviada a Copiapó, Chile |

A madrugada desta quarta-feira foi longa para os jornalistas que estão no acampamento Esperança para cobrir o resgate dos 33 homens presos na mina San José, no Chile. Além de dificuldades técnicas, os profissionais da imprensa também tiveram de enfrentar um frio de cerca de 7 graus, com sensação térmica muito mais baixa.

Luísa Pécora
Muitos assistiram ao resgate ao lado de parentes dos mineiros que não puderam acompanhar a operação mais de perto
A temperatura era especialmente baixa na plataforma de observação, local reservado para que a imprensa observasse o resgate. Na tarde de terça-feira quase todos os jornalistas fizeram um credenciamento especial para poder subir ao local. Porém, na “hora h” muitos preferiram voltar para a sala de imprensa do próprio acampamento e assistir o resgate em um telão.

Em primeiro lugar, a plataforma ficava muito longe do local onde ocorria o resgate, e oferecia péssima visão das operações. Além disso, as dificuldades técnicas eram de todo tipo: uma rede wifi instável, falta de tomadas livres para carregar a bateria dos equipamentos eletrônicos e cortes de energias que chegaram a durar uma hora.

Acampamento

No acampamento, (cada trabalhador só podia levar três pessoas à área da mina). Os chilenos demonstraram irritação com a cobertura: por diversas vezes reclamaram das fortes luzes das câmeras e pediram “respeito” quando repórteres e cinegrafistas em busca de uma entrevista se aglomeraram em torno de parentes dos homens resgatados.

Ainda assim, a equipe encarregada da cozinha continuou servindo bebidas e bolachas aos jornalistas, que pediam chá e café quente em busca de alívio temporário para o frio constante. Como o resgate começou às 23h08, muitos profissionais passaram a noite em claro ou dormiram apenas algumas horas em barracas ou carros.

A quinta-feira promete ser de mais trabalho: por medida de segurança, a polícia chilena fechou a estrada que leva à mina San José e determinou que quem sair do acampamento não poderá voltar até o fim do resgate. Para muitos jornalistas, serão 48 horas sem cama, sem banho e com pouca comida em troca da indescritível experiência de testemunhar um dos acontecimentos mais emocionantes do ano.

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