Michael não morreu e outras teorias conspiratórias

Conheça histórias curiosas sobre as mortes de Elvis, Jim Morrison, Kurt Cobain, Michael Jackson e até Paul McCartney

Guss de Lucca, iG São Paulo |

Michael Jackson não morreu. Essa é uma das "verdades" que surgiram junto com a notícia de que o rei do pop havia morrido, ainda no dia 25 de junho de 2009.

No caso de astros como Jackson a morte é sempre driblada pelas mais curiosas teorias de conspiração, que caem no gosto popular e, com o passar dos anos, tornam-se lendas urbanas. Jackson não é o primeiro, mas apenas o mais novo integrante da lista a seguir.

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Reza a lenda que Elvis Presley teve sua morte forjada pelo FBI, polícia federal dos EUA
O rei do rock é alvo de especulações desde a fatídica tarde do dia 16 de agosto de 1977, quando seu corpo foi encontrado na mansão Graceland, em Memphis, nos Estados Unidos.

Na época o músico tinha 42 anos e sua carreira já havia tido dias melhores. Mas a principal teoria conspiratória envolvendo Elvis não aponta nenhum motivo artístico como causa de seu "falso falecimento".

De acordo com ela, o rei do rock estaria sofrendo ameaças da Máfia, pois havia concordado em testemunhar contra a organização numa investigação federal. Se não bastasse isso, é fato que Elvis eclipsou os dois cantores preferidos dos criminosos italianos no período, Frank Sinatra e Dean Martin, o que poderia ter gerado um certo mal-estar entre o artista e o crime.

Mas o que importa é que o roqueiro teria entrado para o programa de proteção às testemunhas do FBI, a polícia federal norte-americana, e saído definitivamente de cena. Há quem diga que existe uma foto onde é possível vê-lo assistindo a seu próprio funeral.

O mais incrível dessa teoria é que o FBI teria colocado Elvis para bancar um cover de si mesmo em Las Vegas - afinal, o rei do rock tem tantos imitadores que ninguém perceberia que o original estaria entre eles.

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Uma lenda afirma que os Beatles encontraram um sósia para substituir Paul McCartney após a morte do colega
A suposta morte de Paul McCartney é um dos muitos assuntos curiosos que compõe a carreira dos Beatles. A teoria diz que o músico teria morrido em um acidente de carro em 9 de novembro de 1966, sendo logo substituído por um sósia.

Tudo teria ocorrido durante a gravação do álbum Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band , quando McCartney, após uma discussão com os outros membros da banda, teria abandonado o estúdio e batido seu belo Austin-Healey.

De acordo com os conspiradores, os outros músicos escalaram Billy Shears, vencedor de um concurso de sósias de Paul, para assumir seu lugar e dar continuidade ao grupo.

Porém, talvez pela consciência pesada, os Beatles teriam dado pistas do ocorrido já no próprio álbum, onde uma coroa de flores ao pé dos membros da banda traria inscrito o nome do baixista.

A capa do álbum Abbey Road também seria um indicativo de que Paul estava morto, pois simularia um funeral, com Lennon vestido de branco, como um pastor, Ringo vestido de preto, como um coveiro e Paul descalço, como um cadáver - e com o passo diferente dos demais integrantes. Harrison, nesse caso, seria um penetra no cortejo.

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O próprio baterista dos Doors questionou o tamanho do túmulo francês do roqueiro Jim Morrison
O músico norte-americano Jim Morrison morreu em Paris, no dia 3 de julho de 1971. Encontrado na banheira de seu apartamento, o corpo do roqueiro não foi submetido a nenhuma autópsia, o que abriu um precedente ótimo para a criação de diversas teorias.

De acordo com a namorada de Morrison, Pamela Courson, o músico foi vítima de uma overdose de heroína - droga que também a vitimaria três anos depois.

O problema foi que Courson demorou para admitir a morte do namorado, tendo inclusive dito que o músico "não estava morto, mas muito cansado e se recuperando no hospital". Quando a notícia do falecimento surgiu, o líder dos Doors já estava enterrado no cemitério Pére-Lachaise.

Isso quer dizer que ninguém além dela e do médico que decretou a morte viram o corpo do músico. Se isso já não fosse estranho o suficiente, dias depois o baterista da banda, John Dinsmore, cruzou o Atlântico para visitar o túmulo do amigo e ficou chocado com o que viu. De acordo com ele, Morrison não caberia na cova onde alegam estar seu corpo, pois ele era muito maior do que ela.

Anos mais tarde o escritor de horror Stephen King afirmou ter dado carona para um rapaz que, horas mais tarde, descobriu não ser outro senão o próprio Jim Morrison. Após esse depoimento, amigos do roqueiro afirmaram que ele havia dito que se um dia fingisse sua morte deixaria uma pista. Seria essa?

Para finalizar, alguns teóricos afirmam que o misterioso escritor americanoThomas Pynchon, que nunca foi fotografo ou sequer fez aparições públicas, é, na verdade, Jim Morrison, deixando vazar toda a sua criatividade na literatura.

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Perguntas abertas fazem com que muita gente acredite que o roqueiro Kurt Cobain foi assassinado
A morte do vocalista do Nirvana nunca foi desmentida por teorias conspiratórias, mas o seu suicídio é alvo das mais controversas discussões desde a tarde de 8 de abril de 1994, quando seu corpo foi encontrado morto na estufa de casa, em Seattle, nos Estados Unidos.

A nota oficial diz que o músico, que no período havia abandonado um centro de reabilitação para usuários de drogas, deu um tiro na cabeça. Mas não é o que muitas pessoas acreditam ter acontecido, principalmente o detetive Tom Grant, que foi contratado por Courtney Love, a mulher do roqueiro, para procurá-lo após o sumiço.

De acordo com ele, evidências como o pouco sangue encontrado na cena do crime apontam para um assassinato que, por ironia do destino, teria ocorrido a mando da própria viúva.

Grant diz que na autópsia foram detectados 1.52mg de heroína para cada litro de sangue do músico, quantidade suficiente para nocautear qualquer pessoa - o que impediria Kurt de ter disparado a arma.

Outro ponto importante seria o testemunho do músico El Duce, que afirmou ter recebido uma oferta de US$ 50 mil de Courtney Love para matar o líder do Nirvana. Infelizmente, o cantor teria morrido pouco  depois, atropelado por um trem (!) quando estava bêbado.

Ainda existem outros detalhes que apontam para um assassinato, como a carta de suicídio deixada pelo roqueiro, que de acordo com peritos em grafologia possui duas letras diferentes em seu corpo.

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Richey James, da banda Manic Street Preachers, desapareceu em 1995 para nunca mais ser visto...
Apesar de ser um nome obscuro se comparado aos demais da lista, o guitarrista do grupo Manic Street Preachers não pode ficar de fora quando o assunto é teoria conspiratória envolvendo músicos. E o motivo é simples: Richey James sumiu!

Ninguém sabe dizer ao certo quando aconteceu, mas o que importa é que seu carro foi encontrado próximo à ponte Severn Bridge, no Reino Unido, em 1 de Fevereiro de 1995. E desde então ninguém nunca mais ouviu falar dele.

Apesar do local ser conhecido pela alta procura de suicidas, as teorias de sequestro, assassinato ou simples fuga nunca deixaram de rondar a biografia do roqueiro, cuja banda seguiu em frente e chegou a lançar um disco - Journal for Plague Lovers - com letras inacabadas do músico.

Que Richey era um sujeito atormentado ninguém duvida, pois ele mesmo já havia assumido sofrer com crises de depressão em entrevistas, tendo numa delas escrito "4 Real" (algo como "Para Valer") em seu braço com um canivete após um jornalista perguntar algo sobre a autenticidade da banda.

"Me senti muito melhor quando me cortei", disse ele, que além dos ferimentos com lâminas costumava queimar-se com cigarros.

Richey foi considerado oficialmente morto em novembro de 2008, mesmo já tendo sido visto por fãs num mercado hippie em Goa, na Índia, e nas ilhas espanholas de Fuerteventura e Lanzarote.

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O rapper Tupac Shakur teria deixado pistas sobre sua falsa morte em passagens do último álbum
Pode parecer estranho, mas alguns fãs do rapper norte-americano Tupac Shakur, assassinado em 13 de setembro de 1996 na cidade de Las Vegas, nos Estados Unidos, acreditam que ele está vivo e planejando sua ressurreição midiática.

Existem diversas perguntas não respondidas sobre o caso que colaboram para que essa teoria ganhe força. Dentre as muitas se destacam o sumiço do carro dos assassinos, as referências de seu último álbum e a precoce cremação de seu corpo.

Na noite em questão, Tupac foi baleado dentro de seu carro pelos ocupantes de um Cadillac branco que desapareceu em Las Vegas, uma cidade localizada no meio de um deserto e de onde dificilmente o veículo conseguiria escapar sem deixar vestígios.

A polícia, que poderia ter facilmente detectado um Cadillac branco utilizando um de seus helicópteros, não organizou nenhuma busca naquela noite - fato deveras incomum.

Outra pista, de acordo com os teóricos, está em seu último disco, The Don Killuminati: The 7 Day Theory . Nele o rapper usa o apelido de Makaveli, uma referência ao italiano Nicolau Maquiavel, famoso pensador que entre outras coisas defendia a morte fingida como maneira de se livrar de seus inimigos.

Por último vem a cremação de Tupac, que aconteceu um dia após sua morte, mesmo sendo ele alvo de uma investigação policial. Pare e pense: Quem é cremado após ser assassinado com cinco tiros, praticamente antes das autoridades começarem a investigar o caso?

Com essas e muitas outras perguntas sem resposta, resta aos fãs torcer para que essa teoria não seja apenas papo de conspiradores, mas uma improvável verdade.

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Horas após sua morte, já havia boatos sobre Michael Jackson ter cruzado a fronteira do México
As teorias conspiratórias já se espalhavam pela internet pouco tempo após a divulgação da morte de Michael Jackson. Uma delas se baseia numa foto em que um possível Michael Jackson é visto esperando por um carro. A imagem teria sido registrada três dias após a morte.

De acordo com esses conspiradores, Michael teria feito um acerto com um homem portador de uma doença em estágio terminal, que aceitou submeter-se a cirurgias que o deixassem parecido com o rei do pop em troca de uma pensão vitalícia para a família.

Essa teoria ainda afirma ter outras imagens de Michael após o dia 25 de junho, e explica que as pessoas próximas do cantor já sabiam do plano, que teria demorado anos para ser elaborado e posto em prática.

Uma segunda teoria conspiratória diz que Michael se exilou no Leste Europeu e que seu retorno triunfal é questão de tempo. Os autores afirmam que, quando isso acontecer, o músico engatará a mais espetacular e lucrativa turnê da história da música.

A última das teorias, baseada em alguns relatos de trabalhadores da fronteira dos Estados Unidos com o México, diz que Jackson e um homem não identificado teriam deixado o país na noite de sua morte.

"Como alguém pode confundir um rosto como aquele? Tenho certeza de que era Michael Jackson", teria dito uma testemunha, que no momento do encontro não sabia que o rei do pop havia morrido.

"Seu cabelo estava mais curto e ele usava óculos escuros, mas eu tenho alguns álbuns dele e sempre o vejo na TV. Não tenho dúvidas de que era ele", completou o anônimo.

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