Prêmio milionário já motivou ação de criminosos contra ganhadores e a Caixa. Entre casos emblemáticos está o da "viúva da Mega-Sena", inocentada após a morte do marido

Os prêmios milionários da Mega-Sena instigam não só a fantasia de uma vida de luxo, cercada de mimos e conforto, como motivam a ação de criminosos dispostos a concretizar a qualquer custo o desejo de conquistar, se não todo o valor sorteado, ao menos uma fatia da bolada. 

"Estou jogando dinheiro fora", diz filho de acusado de fraude na Mega-Sena

Caixa muda sistema de pagamento após fraude na Mega-Sena

Quadrilha que fraudou Mega-Sena comprou 6 carros num único dia

Entre os casos mais recentes, estão o do filho de uma ganhadora suspeito de  forjar o próprio sequestro para ficar com uma parte do dinheiro e o desvio de R$ 73 milhões da Caixa Econômica Federal para pagamento de um falso prêmio. O esquema envolveu um gerente-geral da Caixa e um suplente de deputado federal que, segundo suspeita da polícia, comprou um avião de pequeno porte com o dinheiro.

O caso mais popular é o de Adriana Ferreira de Almeida, conhecida como "a viúva da Mega-Sena". Ela foi inocentada da acusação de assassinato do marido, Renné Senna, que faturou sozinho, em julho de 2005, um prêmio de R$ 51,8 milhões. Renné, que vendia doces na beira da estrada, casou-se com Adriana cinco meses após virar milionário. Um ano depois, incluiu a esposa e filha no testamento como únicas herdeiras da fortuna. Em 2007, foi assassinado. 

Ganhador da Mega-Sena e irmão são resgatados de sequestro

Dois homens serão indiciados por denunciar furto de bilhete da Mega da Virada

Uma disputa entre pai e filho também faz parte da lista. Em 2006, o empresário Francisco Serafim de Barros foi preso sob suspeita de encomendar a morte do filho Fábio Cezar Barros Leão, que ganhou R$ 28 milhões sozinho e depositou o dinheiro na conta do pai. Barros e um suposto grupo de pistoleiros foram indiciados por formação de quadrilha. 

Na Justiça

A cobiça por prêmios das loterias também chegam às disputas em tribunais. Um caso que acabou com a Justiça determinando a divisão do prêmio aconteceu em Joaçaba, Santa Catarina, envolvendo Flávio Júnior de Biassi e o patrão dele, Altamir José da Igreja. Biassi teria escolhido as seis dezenas e dado R$ 1,50 para que o patrão fizesse uma aposta para o concurso 898, realizado em 1º de setembro de 2007.

Informalmente, os dois teriam combinado de dividir o prêmio caso ganhassem. Contudo, quando soube que haviam acertado, Igreja, de posse do bilhete premiado, resgatou o prêmio e sumiu, sem dar nada para o empregado. Biassi entrou na Justiça alegando que os números sugeridos eram uma combinação do celular dele e da mãe.

Por conta da disputa, a conta em que o prêmio foi depositado foi bloqueada. Em julho de 2009, 4ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) determinou que os dois dividissem os R$ 27,7 milhões.

Veja outros casos de disputa da Mega-Sena que foram parar na Justiça

    Leia tudo sobre: mega-sena