Relembre os crimes relacionados à Mega-Sena

Por iG São Paulo |

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Prêmio milionário já motivou ação de criminosos contra ganhadores e a Caixa. Entre casos emblemáticos está o da "viúva da Mega-Sena", inocentada após a morte do marido

Os prêmios milionários da Mega-Sena instigam não só a fantasia de uma vida de luxo, cercada de mimos e conforto, como motivam a ação de criminosos dispostos a concretizar a qualquer custo o desejo de conquistar, se não todo o valor sorteado, ao menos uma fatia da bolada. 

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Entre os casos mais recentes, estão o do filho de uma ganhadora suspeito de forjar o próprio sequestro para ficar com uma parte do dinheiro e o desvio de R$ 73 milhões da Caixa Econômica Federal para pagamento de um falso prêmio. O esquema envolveu um gerente-geral da Caixa e um suplente de deputado federal que, segundo suspeita da polícia, comprou um avião de pequeno porte com o dinheiro.

Adriana Almeida ficou conhecida por viúva da Mega-Sena. Foto: Agência O GloboAdriana Almeida, viúva de Renné Senna, foi inocentada após seis dias de julgamento de repercussão nacional. Foto: Roberto Moreyra / Agência O GloboRenné Sena estava bebendo com amigos em um bar de Rio Bonito quando foi assassinado. Foto: Arte iGDois homens chegaram a bordo de uma moto e dispararam contra o milionário. Foto: Arte iGReconstituição de assassinato de ganhador da Mega-Sena. Segundo denúncia do MP, crime foi encomendado pela mulher da vítima, Adriana Ferreira de Almeida. Foto: Arte iGCasa do ganhador da Mega-Sena que foi assassinado em 2007. Foto: Ricardo Galhardo, iG São PauloMárcio Xavier de Lima, em nome de quem foi aberta conta para receber falso prêmio da Mega-Sena. Ele é suspeito de envolvimento em desvio de R$ 73 milhões  . Foto: ReproduçãoGerente-geral da agência da Caixa em Tocantinópolis, Robson Pereira do Nascimento, foi detido no fim de 2013 sob suspeita de envolvimento no desvio de R$ 73 milhões da Mega-Sena. Foto: ReproduçãoFilho do suplente de deputado Ernesto Vieira Carvalho Neto diz estar  "jogando dinheiro fora". Pai é suspeito de desviar R$ 73 milhões da Caixa. Foto: ReproduçãoO suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) foi preso em 19/1/2014 sob suspeita de ser o mentor de fraude contra a Caixa. Foto: Reprodução/TV AnhangueraAvião que, segundo a PF, foi comprado pelo suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) com dinheiro de desfalque na Mega-Sena. Foto: Reprodução/TV AnhangueraFilho (à esq.) forja sequestro para embolsar parte de prêmio da Mega-Sena da Virada da mãe com a ajuda de comparsa (à dir.). Foto: DivulgaçãoPoliciais libertam em dezembro de 2013 um ganhador de um dos prêmios da Mega-Sena. Foto: Futura Press

O caso mais popular é o de Adriana Ferreira de Almeida, conhecida como "a viúva da Mega-Sena". Ela foi inocentada da acusação de assassinato do marido, Renné Senna, que faturou sozinho, em julho de 2005, um prêmio de R$ 51,8 milhões. Renné, que vendia doces na beira da estrada, casou-se com Adriana cinco meses após virar milionário. Um ano depois, incluiu a esposa e filha no testamento como únicas herdeiras da fortuna. Em 2007, foi assassinado. 

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Uma disputa entre pai e filho também faz parte da lista. Em 2006, o empresário Francisco Serafim de Barros foi preso sob suspeita de encomendar a morte do filho Fábio Cezar Barros Leão, que ganhou R$ 28 milhões sozinho e depositou o dinheiro na conta do pai. Barros e um suposto grupo de pistoleiros foram indiciados por formação de quadrilha. 

Na Justiça

A cobiça por prêmios das loterias também chegam às disputas em tribunais. Um caso que acabou com a Justiça determinando a divisão do prêmio aconteceu em Joaçaba, Santa Catarina, envolvendo Flávio Júnior de Biassi e o patrão dele, Altamir José da Igreja. Biassi teria escolhido as seis dezenas e dado R$ 1,50 para que o patrão fizesse uma aposta para o concurso 898, realizado em 1º de setembro de 2007.

Informalmente, os dois teriam combinado de dividir o prêmio caso ganhassem. Contudo, quando soube que haviam acertado, Igreja, de posse do bilhete premiado, resgatou o prêmio e sumiu, sem dar nada para o empregado. Biassi entrou na Justiça alegando que os números sugeridos eram uma combinação do celular dele e da mãe.

Por conta da disputa, a conta em que o prêmio foi depositado foi bloqueada. Em julho de 2009, 4ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC) determinou que os dois dividissem os R$ 27,7 milhões.

Veja outros casos de disputa da Mega-Sena que foram parar na Justiça

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