Caixa aprimora sistema de pagamento após fraude de R$ 73 milhões na Mega-Sena

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Segundo a polícia, gerente não teve dificuldade para transferir valor para conta aberta com documentos falsos

A Caixa Econômica Federal (CEF) reforçou o controle de informações internas após sofrer a maior fraude de sua história. Uma quadrilha desviou R$ 73 milhões por meio de falso pagamento de prêmio da Mega-Sena. Em nota, o banco estatal informou que “abriu apuração interna e, como qualquer outro banco, diante de fato relevante, aprimorou seus controles internos”.

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O filho do suplente de deputado Ernesto Vieira Carvalho Neto, com copo de bebida na mão, diz estar "jogando dinheiro fora". Foto: ReproduçãoO suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) foi preso neste sábado (19/1/2014) sob a acusação de ser o mentor de fraude contra a Caixa. Foto: Reprodução/TV AnhangueraAvião que, segundo a PF, foi comprado pelo suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) com dinheiro de desfalque na Mega-Sena. Foto: Reprodução/TV AnhangueraMárcio Xavier de Lima, em nome de quem foi aberta conta para pagamento de falso prêmio sda Mega-Sena, está foragido. Foto: ReproduçãoO gerente-geral da agência da Caixa Econômica Federal em Tocantinópolis, Robson Pereira do Nascimento, foi detido no final do ano e demitido pela instituição. Foto: ReproduçãoRelembre outras operações da PF: Quase US$ 190 mil apreendidos pela Polícia Federal em São Paulo (23/02/2014). Foto: DivulgaçãoQuase US$ 190 mil apreendidos pela Polícia Federal em São Paulo (23/02/2014). Foto: DivulgaçãoQuase US$ 190 mil apreendidos pela Polícia Federal em São Paulo (23/02/2014). Foto: DivulgaçãoAgentes da PF invadem local em cumprimento de mandado de busca e apreensão em setembro de 2013, em SP. Foto: AECarros da PF durante operação policial. Foto: DivulgaçãoPF apreende dólares e moedas estrangeiras em operação no centro de SP (2011). Foto: DivulgaçãoPolícia federal desmantela quadrilha que desviava dinheiro público . Foto: POLÍCIA FEDERAL/ DIVULGAÇÃO Operação da Polícia Federal contra pirataria de CDs em São Paulo (2012). Foto: Divulgação. Foto: ANTÔNIO CRUZ/FOLHA DA MANHÃCartões clonados apreendidos na Operação Tentáculos II, da Polícia Federal. Foto: Divulgação/Polícia FederalOperação Esopo da PF. Foto: Wesley Rodrigues/Hoje em Dia/Futura PressDroga e outros produtos foram trazidos do Paraguai. Foto: Divulgação/Polícia FederalPolícia Federal realiza Operação Rede Limpa 2. Foto: Divulgação/Polícia FederalPolícia Federal combate desvios de recursos do programa Fome Zero. Foto: Divulgação/PFOperação da Polícia Federal apreende anabolizantes contrabandeados. Foto: DivulgaçãoPrisões em operação da PF para recuperação mercadorias roubadas. Foto: AEAgentes da PF levam suspeito durante operação. Foto: AEoperacao pf rio transplante orgaos fila. Foto: WILTON JUNIOR/AEEm seu perfil, M.V.P. compartilha fotos mostrando pilhas de maços com notas de dólar e real . Foto: Reprodução


A transferência do dinheiro foi realizada sem que houvesse comprovação do bilhete premiado, de acordo com informações da Polícia Federal. O gerente-geral de uma agência em Tocantinópolis, Robson Pereira do Nascimento, estava de férias quando passou na agência sob a justificativa de cobrar dívidas de contratos inadimplentes.

Ele acessou o sistema e desviou o valor da conta reservada para o pagamento dos prêmios para a conta aberta com documentos falsos. “Por incrível que pareça, o gerente tinha poderes para isso”, afirma o delegado responsável pela abertura do inquérito, Gustavo Bubolz, da Polícia Federal de Araguaína.

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A Caixa informou que seus gerentes possuem uma senha de acesso para incluir no sistema informações sobre ganhadores de loterias e que os valores são auditados com frequência. O desvio foi descoberto três dias depois que o dinheiro foi depositado em uma conta aberta com dados fornecidos pelo suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA), com a anuência do gerente.

No dia seguinte, a instituição cobrou do substituto do gerente a validação do bilhete premiado como justificativa da movimentação. Procurado pelos colegas, Nascimento disse que havia enviado os documentos por malote. “Com essa desculpa, ele ganhou uns três ou quatro dias”, conta o delegado. Neste intervalo, o gerente viajou para o Ceará, onde encontrou um suspeito que havia conseguido sacar parte do dinheiro em São Luís, no Maranhão. O inquérito foi concluído na sexta-feira (18).

O gerente  foi preso na Operação Éskhara da PF no último sábado (19), quando Carvalho Neto (PMDB-MA) também foi detido.

Reprodução/TV Anhanguera
Avião que, segundo a PF, foi comprado pelo suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto (PMDB-MA) com dinheiro de desfalque na Mega-Sena

Erros "grosseiros"

Uma série de erros "grosseiros" cometidos por integrantes da quadrilha facilitou o trabalho de investigação, na avaliação da PF. Além do suplente de deputado, que comprou um avião de pequeno porte dias após o golpe, outro participante da fraude adquiriu seis carros da marca Corolla e uma caminhonete Hilux no mesmo dia, numa concessionária de Goiânia.

A aeronave de prefixo PT-VBU adquirida pelo político é um Embraer 720D Minuano originalmente registrado na cidade paulista de Barretos. Fabricada nos anos 90, a aeronave não custa menos de R$ 600 mil.

A quadrilha utilizou um comprovante de endereço real para a abertura da conta corrente na qual o dinheiro foi depositado. A conta foi aberta em nome de uma funcionária de Carvalho Neto, que admitiu ter cedido o nome.

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