Socialista admite união com tucano para evitar reeleição de governador no primeiro turno do pleito

O candidato ao governo Mauro Mendes (PSB) admitiu hoje a estratégia de se unir ao tucano Wilson Santos para evitar que o governador Silval Barbosa (PMDB) – líder nas pesquisas de intenção de voto – seja reeleito no primeiro turno.

“Seria muita ignorância brigar com terceiro colocado, sendo que precisamos garantir um segundo turno”, declarou.

O socialista é o segundo colocado nas pesquisas e ultrapassou Wilson Santos, estando somente atrás de Silval.

Na última pesquisa Ibope/TV Centro América, o peemedebista apresentou 41% da preferência, Mauro, 20%; e Wilson, 17%. O governador seria reeleito na primeira votação porque possui número de votos superior à soma dos outros adversários.

Mendes avalia tratar-se de uma tática óbvia da política, já que garante ter como único rival o peemedebista.

“Isso é uma coisa óbvia e comum. Ele (Silval) é quem está liderando”, pontuou.

Fazendo críticas, Mendes afirma que o governador tem a vantagem por usar a máquina pública, além disso se aproveita da imagem do ex-governador Blairo Maggi (PR), do presidente Lula (PT) e da candidata ao governo Dilma Rousseff (PT).

A cumplicidade entre Mendes e Wilson ficou evidenciada no debate realizado na noite de ontem pela TV Record, grupo Gazeta de Comunicação, ao elevarem o tom das críticas contra o governador.

Um dos pontos altos do enfrentamento foi o superfaturamento de R$ 44 milhões na compra de 705 maquinários pelo programa "Mato Grosso 100% Equipado" do Governo.

Mauro acusou Silval de ter mais de 20 emissoras de rádios no interior do Estado em nomes de outras pessoas.

Já Wilson afirmou que o governo teria anistiado irregularmente uma dívida de R$ 155 milhões em favor de uma empresa do Paraná.

Por outro lado, Silval alegou estar sendo vítima de calúnias motivadas pelo desespero dos adversários.

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