28/06 -
06:30
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Mauricio Stycer, repórter especial do iG
Interrompi minha temporada de 17 horas no Twitter para escrever um pequeno texto para o Último Segundo sobre o médico iraniano, com base nas informações divulgadas por Paulo Coelho na rede. Para enviar o texto rompi o compromisso assumido e recorri uma única vez ao e-mail.
Às 11h30, @naraalves, colega do Último Segundo, que sabe do meu compromisso de apenas me comunicar com o mundo via Twitter, ri de mim no microblog: “@mauriciostycer você roubou! Mandou um e-mail hoje!” Pergunto: “Como eu poderia mandar a matéria?” E ela: "@mauriciostycer mandando 500 milhões de twitters com 140 caracteres cada até enviar a matéria inteira! sei lá!"
Nara se refere ao recurso disponível no Twitter de enviar mensagens diretas a usuários com quem você se relaciona (segue e é seguido). A dificuldade é que a mensagem pessoal, assim como a pública, pode conter no máximo 140 caracteres. Para enviar o texto sobre o Irã, teria que mandar cerca de 15 mensagens diretas a Nara, quebrando-o a cada 140 toques.
Há duas maneiras principais de se informar sobre o que está acontecendo no mundo enquanto você está no Twitter. Todos os principais sites de notícias (Último Segundo, G1, UOL e Terra) atualizam o microblog de hora em hora, publicando links para os assuntos mais quentes do momento. A outra opção, é recolher sugestões de outros twitteiros, que colam no microblog as suas sugestões.
Às 12h39, por exemplo, @claudiagiane informa: “Parte do telhado da nave da Igreja de São João dos Militares de Olinda desabou em razão do precário estado de conservação da edificacão. http://bit.ly/13xZkz”. Às 14h07, @Joviano envia: “Cientista japonês cria TOQUE DE CELULAR que aumenta SEIOS das mulheres http://migre.me/2LDF via @vtheodoro”
Curiosamente, uma notícia importante do dia, a liminar obtida contra a lei antifumo no Estado de São Paulo, quase não foi comentada. Só consegui entender direito o que aconteceu no meio da tarde, quando um site de notícias publicou no Twitter o link para a notícia que informava sobre a iniciativa do governo de recorrer da decisão.
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