24/06 -
11:03
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Mauricio Stycer, repórter especial do iG
Chama-se Arash Rejazi o médico que tenta acudir, sem sucesso, a jovem Neda Agha Soltan, que teria sido baleada durante protestos de rua contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, e cuja morte foi documentada num vídeo que correu o mundo.
| Reprodução |
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| Paulo Coelho e Arash Rejazi, em foto de 2000 |
Coelho tornou pública a troca de e-mails que manteve com Rejazi nos últimos dias. O médico manifesta temor por sua vida num e-mail enviado pouco antes de conseguir deixar o Irã. “Tentando deixar o país amanhã de manhã. Se eu não chegar a Londres às 14h, alguma coisa aconteceu comigo”, escreve. “Se alguma coisa acontecer comigo, tome conta da minha mulher e do meu filho. Eles estão lá, sozinhos, e não tem ninguém mais no mundo”.
Em e-mail enviado de Teerã, na última segunda-feira, como relatado no Último Segundo, Rejazi escreveu para Coelho: “estou em Teerã, lutando por nossa liberdade. O vídeo do assassinato de Neda foi feito por um amigo meu. Eu sou o médico que tenta salvá-la e fracassa. Ela morreu nos meus braços. Estou escrevendo com lágrimas nos olhos. O governo está massacrando o povo que apenas quer os seus direitos básicos. Por favor, apoie-nos. O massacre é insustentável. Por favor, não fiquem em silêncio diante desta crueldade, deste banho de sangue. Não temos mais nada a perder”.
O escritor também divulgou em seu blog uma foto em que aparece com o médico, em 2000.
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