22/06 -
15:17
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Mauricio Stycer, repórter especial do iG
As imagens da morte da jovem iraniana Neda Agha Soltan, que teria sido baleada durante protestos de rua contra a reeleição do presidente Mahmoud Ahmadinejad, rapidamente se transformaram num símbolo da luta da oposição contra o governo.
Diante da dúvida se a imagem é verdadeira ou se a cena ocorreu de fato durante um protesto contra o governo, o escritor Paulo Coelho afiança tratar-se exatamente disso. Uma das pessoas que socorre a moça, segundo Coelho, é um médico amigo seu. “Neda morre dois minutos depois de ser atendida. Meu amigo, o médico que tenta ajudá-la no vídeo, não pôde fazer nada”, escreveu Coelho no Twitter.
O escritor afirma que não pode divulgar o nome do médico, por razões de segurança, mas mostrou um e-mail, escrito em inglês, enviado por ele. “Estou em Teerã, lutando por nossa liberdade. O vídeo do assassinato de Neda foi feito por um amigo meu. Eu sou o médico que tenta salvá-la e fracassa. Ela morreu nos meus braços. Estou escrevendo com lágrimas nos olhos. O governo está massacrando o povo que apenas quer os seus direitos básicos. Por favor, apoie-nos. O massacre é insustentável. Por favor, não fiquem em silêncio diante desta crueldade, deste banho de sangue. Não temos mais nada a perder”.
Segundo Coelho, o médico esteve, quando jovem, no front da guerra entre Irã e Iraque (1980-88), tratando de soldados feridos. “Imagine como eu estou me sentindo. Sou amigo da família inteira”, diz Coelho.
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