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Polaróides da quermesse: uma tarde na Parada Gay

14/06 - 19:59 - Mauricio Stycer, especial para o Último Segundo

Celebração da diversidade, a Parada Gay de São Paulo é uma festa única, divertida, uma quermesse que reúne todo tipo de gente disposta a contar alguma história, mostrar alguma coisa ou simplesmente se divertir. Abaixo, alguns polaróides da festa:

 

Um grupo de adolescentes de Taboão da Serra faz a festa com pequenas folhas de papel que, colocadas em sequência, formam a palavra “heteros”. Como assim? “Para mostrar que vem todo tipo de pessoa”, explica Carlinhos, 17 anos, ao lado da namorada, Iasmim.

Mauricio Stycer/iG
Carol e a camiseta da "tangerina"
Carol Menezes, 18 anos, estudante, desfila com uma camiseta onde se lê: “Tangerina cheira tangerina”. No verso, a frase se completa: “Se for entendida, explique para os outros”. Peço para Carol explicar: “A gente conhece tangerina pelo cheiro. Igual mulher que gosta de mulher”. E segue animada atrás do trio elétrico.

O cabeleireiro e aderecista “Theffany”, 32 anos, está fantasiado de “górgola”, explica. “Ela só tem vida à noite”, diz, enquanto é fotografado por dezenas de pessoas. “Não é fantasia de Carnaval. Fiz especialmente para a parada”, conta. Sobre o seu nome artístico, esclarece: “É o nome daquela loja de jóias nos Estados Unidos” (refere-se à Tiffany, provavelmente).

Mauricio Stycer/iG
Cabeleireiro “Theffany” fantasiado na Parada
Como na Virada Cultural, a bebida mais vendida pelos camelôs na avenida Paulista é uma garrafa plástica de vinho, das marcas Cantina do Vale e Tonel Velho, gelada no isopor. Sai por R$ 5, R$ 6 ou R$ 7, dependendo da sua cara e do humor do vendedor.

A estilista Claudia sai fantasiada de fada. Todo mundo quer fazer foto com ela. “É a minha homenagem ao homossexual poder viver a vida sem problemas”.

O designer Leonardo Lima segura um pequeno cartaz oferecendo “free hugs” – abraços grátis, em inglês. Não faz muito sucesso, talvez, por conta da opção de apregoar os seus serviços em outra língua. Em todo caso, está feliz. “Abraçar os outros é muito bom”, diz.

Maurício Stycer/ iG
"Branca de Neve" desfila pela 10ª vez
Cartazes espalhados ao longo da avenida Paulista dão instruções, em português e em inglês, para os participantes da parada. “Cuidado com a Elza: celulares, câmeras e filmadoras são alvos preferenciais”. Que Elza? Em inglês, a mensagem é mais direta: “Tome cuidado com...” O que a Elza tem a ver com furtos?

Antonio Girafa, educador social de Caçapava, comparece à parada pelo décimo ano seguido. Sempre fantasiado de Branca de Neve. Ao seu lado, seu “sobrinho” distribui cartões, nos quais Antonio pede que as fotos feitas com ele sejam enviadas para o seu Orkut. “Me divirto”, diz a Branca de Neve. Como todo mundo aqui.








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