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 <Titulo><![CDATA[Serviço facilita dia-a-dia de idosos]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[Serviço facilita dia-a-dia de idosos ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[Por Vítor Cavalcanti, Especial para a Agência Estado<BR>A enfermeira Aneri Tioka tem uma rotina bastante corrida. Os pais dela são idosos e moram no bairro do Tatuapé, zona leste da capital paulista. A mãe sofre mal de Alzheimer e o pai é hipertenso. Moradora do município de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo, Aneri vivia preocupada com a situação dos dois. Ela lembra que, quando acontecia algum problema, saía desesperada de sua casa em direção à residência dos pais, "dirigindo como louca". Hoje as coisas mudaram. Aneri contratou um serviço de telecare (socorro domiciliar à distância) e garante que vive mais tranqüila.<BR><BR>Popular e disseminado nos EUA e em países europeus, o produto existe fora do Brasil há mais de 20 anos. Trata-se de um serviço onde, ao acionar um dispositivo (que é conectado a linha telefônica), uma central de atendimento recebe o sinal e tem acesso a uma ficha com as informações do cliente, como: doenças, se faz ou não uso de algum medicamento, além de uma lista com cinco telefones de pessoas conhecidas. A partir desse contato, dependendo do caso envia-se uma ambulância ao local.<BR><BR>A novidade foi trazida ao País pela empresa Telehelp, que há quatro meses comercializa o produto por aqui. "O botão de acionamento pode ser usado como relógio, colar ou pingente e pode ser disparado de onde você estiver em sua residência (o aparelho funciona por radiofreqüência e atende até um limite de 250 metros). A tecnologia da central de atendimento é similar ao de uma central de alarme", informa Felipe Wright, diretor comercial da Telehelp.<BR><BR>Estudos europeus mostram que receber ajuda rapidamente após uma queda pode reduzir o risco de hospitalização em 26% e em 80% o risco de morte. Os números também apontam que 70% das entradas de pessoas idosas em prontos-socorros são devido a quedas. "Todo sinal recebido pela central é tratado como emergência. Ligamos para a casa do cliente e, caso ele não consiga atender o telefone, o equipamento instalado tem um viva voz, por isso recomendamos instalá-lo no local onde a pessoa passe a maior parte do tempo", explica Felipe. <BR><BR>A mãe da enfermeira Aneri já precisou utilizar o serviço, foi no início do mês de agosto. Por conta dos problemas de saúde, às vezes ela tem convulsão e foi preciso acionar. "Era aniversário de um sobrinho meu e minha mãe estava acompanhada da cuidadora e da minha cunhada", lembra Aneri. Ela explica que o atendimento foi rápido - entre o acionamento e a medicação dada à mãe dela, gastou-se cerca de 50 minutos. "Ainda fizeram um exame de hipoglicemia. Se não tivéssemos o serviço, com certeza seria diferente. Sei que alguém vai cuidar dela até que eu chegue", encerra. <BR><BR>Esse tipo de serviço tem perto de 850 mil usuários só nos EUA. "O telecare acelera o processo de atendimento, especialmente em uma cidade como São Paulo. Nós não temos a cultura do médico de família que mora no mesmo bairro", avalia o clínico geral Dario Munin, da Delta Saúde Medicina do Trabalho.<BR><BR>POPULAÇÃO ESTÁ ENVELHECENDO<BR><BR>O envelhecimento da população brasileira pede uma infra-estrutura de serviços adequada para indivíduos desta faixa etária. São pessoas mais propensas a acidentes domésticos e que, geralmente, sofrem com a presença de alguma patologia relacionada ao envelhecer. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Brasil possui hoje 17,7 milhões de habitantes com mais de 60 anos. As projeções dão conta de que, em 2050, o número de homens e mulheres com mais de 80 anos poderá ser superior ao de jovens entre 20 e 24 anos. <BR><BR>São números que dão a dimensão do problema a ser enfrentado. A aposentada Sônia Melo Faro, de 62 anos, adquiriu o serviço de telecare como forma de prevenção. Ela lembra que a mãe, de 84 anos, já teve problemas para acionar o socorro em situação de emergência. "Ela desmaiou e a cuidadora não conseguia segurá-la e ligar para um ambulância ao mesmo tempo, quando soubemos desse serviço contratamos na mesma hora", conta.<BR><BR>Apesar de saudável, Sônia mora sozinha - assim como muitos idosos. Com os filhos casados, ela recorda que já sofreu um susto devido a uma queda. "Estava sozinha e não conseguia levantar, fiquei muito insegura no momento. Agora, com o aparelho, me sinto bem. Até o momento, nem minha mãe e nem eu precisamos usar, mas a tranqüilidade é maior", conclui. <BR><BR>A importância desse tipo de serviço pode ser traduzida em números. Dados da Polícia Militar do Estado de São Paulo mostram que mais de 4 mil quedas são registradas por mês no Estado. Além disso, segundo informações do Sistema Único de Saúde (SUS), um terço dos atendimentos por lesões traumáticas nos hospitais brasileiros é feito em pessoas com mais de 60 anos. A grande maioria dessas lesões acontece dentro de casa (85%) e um percentual significativo das quedas (34%) provoca algum tipo de fratura. Pessoas como Sônia, que moram sozinha, têm um risco ainda maior. Dependendo de como foi a queda, dificilmente consegue-se chegar a um telefone e discar para o serviço de emergência. <BR><BR>ENTENDA O FUNCIONAMENTO DO SERVIÇO<BR><BR>O telecare é composto de um painel (aparelho similar a uma secretária eletrônica instalado próxima à linha telefônica) e um botão de acionamento que o usuário deve carregar junto consigo. O funcionamento é bastante simples. Em caso de emergência, basta apertar o botão para que o painel emita um sinal para a Central de Atendimento que funciona 24 horas. Um profissional atenderá o chamado, conversará com o cliente - por um sistema de viva voz do painel - e tomará as providências necessárias (ajuda, aviso a parentes ou amigos e envio de ambulância). <BR><BR>A empresa disponibiliza os seguintes serviços: básico (que dá direito a avisar pessoas conhecidas em caso de emergência), pacote médico (onde um profissional da saúde fica à disposição para dar orientações por telefone), ambulância (uma unidade é enviada à casa do cliente caso seja necessário), e contato telefônico diário ou semanal (um funcionário da empresa liga para saber se a pessoa está bem). O valor varia conforme o pacote contratado. Mais informações no site www.telehelp.com.br. <BR><BR><BR>]]></Texto>

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