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 <Titulo><![CDATA[Novo medicamento deve facilitar controle da glicose]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[<P>Mais de 190 milhões de pessoas têm diabete em todo o mundo. E esse número deve dobrar nos próximos 20 anos, segundo projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS). Com essas previsões, a busca por tratamentos eficazes para a doença tem crescido e, em breve, os pacientes com diabete tipo 2 - que responde por mais de 90% dos casos - devem contar com uma nova opção terapêutica. Trata-se do medicamento sitagliptina, um dos destaques do Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, realizado no início do mês, no Recife.</P>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[A nova droga, do laboratório Merck Sharp &amp; Dohme, se mostrou bastante eficaz no controle dos níveis de glicose no sangue. Seu princípio ativo estimula a ação das incretinas, hormônios produzidos no intestino - em especial o GLP1, que estimula a produção de insulina no pâncreas -, e inibe o glucagon, que faz o fígado liberar o açúcar estocado para o sangue. Embora o glucagon tenha função importante no organismo, os pacientes com diabetes possuem nível elevado deste hormônio, por isso a necessidade de algo que o controle. <BR><BR>Todo esse processo ocorre porque o medicamento (que deve ganhar o nome comercial de Januvia) inibi a ação da enzima DPP-4, que destrói o GLP1. "As incretinas são produzidas durante a refeição e estes pacientes têm baixo nível desses hormônios. O que se quer com esse medicamento é elevar o nível desse hormônio para que os benefícios sejam amplificados", informa Francisco Bandeira, coordenador do Grupo de Pesquisa em Endocrinologia e Diabete da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco. <BR><BR>Um estudo apresentando durante o último Congresso da Associação Americana de Diabete, ocorrido em junho, nos EUA, comparou o uso da sitagliptina com a glipizida. Os pacientes foram divididos em dois grupos aleatoriamente para receber uma das medicações. Após 52 semanas, aqueles que fizeram uso da sitagliptina tiveram bom controle do nível de glicose, além de uma significativa perda de peso. Outro ponto importante foi o número de casos de hipoglicemia (nível de açúcar abaixo do normal). O grupo que utilizou glipizida apresentou número superior desses eventos. <BR><BR>Os especialistas consideram que a sitagliptina é droga completa, pois além de estimular o aumento da produção de insulina e manter sob controle os níveis de açúcar no sangue, não produz ganho de peso - que é mais um dos problemas dos pacientes com diabete. "Ele é um medicamento esperto. Quando a glicose chega ao normal, ele pára de agir. Com isso, o remédio impede que o paciente tenha hipoglicemia, que é uma barreira no tratamento dos diabéticos", diz Antônio Roberto Chacra, professor de Endocrinologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). <BR><BR>Outra vantagem está na dosagem da medicação: de um a dois comprimidos por dia. Ainda não se sabe quanto o medicamento custará no Brasil, mas, nos Estados Unidos, o tratamento mensal deve sair entre US$ 80 e US$ 100. O laboratório prevê que, até o final deste ano, o medicamento tenha sido aprovado. A documentação já foi submetida ao Food and Drug Administration (FDA) - órgão regulador norte-americano - e também à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). <BR><BR><STRONG>MAIS OPÇÕES</STRONG><BR><BR>Além da sitagliptina, do laboratório Merck Sahrp &amp; Dohme, outras drogas inibidoras da DPP-4 estão em estudos avançados. Uma delas, a vildagliptina - cujo nome comercial será Galvus - é do laboratório Novartis e também está em via de aprovação no FDA. "Nos próximos meses teremos muitos lançamentos para diabete, como a insulina inalada através de uma bomba. Sem contar as outras inibidoras da DPP4", lembra Bandeira. <BR><BR>De acordo com o endocrinologista da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e do Hospital Israelita Albert Einstein, João Roberto Sá, as duas drogas agem inativando a DPP-4 e, com isso, promovem o aumento da secreção da insulina. "Essas são as primeiras drogas que você pode ter um controle da secreção do glucagon. Elas também retardam o esvaziamento gástrico, secretam insulina e diminuem a sensação de fome", explica. <BR><BR><STRONG>CONTROLE OBRIGATÓRIO</STRONG><BR><BR>A diabete é uma doença que exige do paciente muita disciplina para que não haja complicações. Mudanças nos hábitos de vida também fazem parte do dia-a-dia do diabético. "Sem o controle da glicose, com o passar do tempo, o paciente terá complicações como retinopatia, insuficiência renal, enfarte do miocárdio e amputação dos membros", lembra Chacra. <BR><BR>O controle não é feito somente à base de medicações. Essa nova classe de drogas contribui para a prevenção das complicações, mas não é tudo. O paciente precisa ter uma alimentação balanceada, para que não haja ganho de peso, e aderir à prática de exercícios físicos. "O alicerce está na mudança do estilo de vida", ressalta Sá. Outro ponto importante é cuidar dos pés, para não ocorrer problemas como gangrena diabética - que pode levar à amputação. <BR><BR><STRONG>ALIMENTAÇÃO TEM PAPEL IMPORTANTE</STRONG> <BR><BR>No Brasil, o Ministério da Saúde estima que pelo menos 11% da população acima dos 40 anos tenha diabete. É um número elevado e que tem preocupado os especialistas. A diabete tipo 2 pode ser prevenida. Sabe-se que há uma relação da doença com a obesidade e o sedentarismo. Estimativas mostram que entre 60% e 90% dos diabéticos sejam obesos. Diante da constatação, os médicos recomendam alimentação balanceada e prática de exercício físico. <BR><BR>É importante manter hábitos saudáveis, que, além de auxiliarem no tratamento, podem evitar complicações e, em alguns casos, quando adotados logo no início, podem adiar o uso de medicamentos. Alguns pacientes, no entanto, encontram dificuldades para seguir uma dieta balanceada ou, por conviverem com alguma outra doença associada, não são capazes de se alimentar. Para eles, o mercado possui uma linha de suplementos alimentares à base de proteína de soja, lipídios monoinsaturados e fibras solúveis. O uso desses suplementos foi tema de debate no "Congresso Paulista de Nutrição Humana". <BR><BR>O simpósio, organizado pela empresa Suport Produtos Nutricionais, abriu a discussão a partir de dois produtos, os suplementos Diason (administrado por infusão) e o Diasip, ambos indicados para diabete. "Esses suplementos são especialmente para aqueles que não conseguem comer o que precisam. O principal benefício é a possibilidade de controle glicêmico. O conjunto dos ingredientes faz isso. O controle acontece na medida em que se usa uma gordura específica, troca-se açúcar por gordura e se usa a fibra, que dificulta a absorção dos açúcares", esclarece Maria Isabel Correia, coordenadora do grupo de nutrição do Instituto Alfa de Gastroenterologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). <BR><BR>Aos pacientes que não têm dificuldades na ingestão de alimentos, no entanto, a especialista recomenda que use os alimentos comuns ao dia-a-dia. "Não dá para se passar uma dieta específica. Existe uma orientação individualizada e, por isso, é importante buscar auxílio médico ou de uma nutricionista", orienta Maria Isabel. <BR><BR><STRONG>MEDICAMENTOS ATUAIS</STRONG> <BR><BR>As drogas atuais estimulam a produção de insulina, independentemente do nível da glicose no sangue. Como o aumento ocorre sem um controle específico, elas favorecem o ganho de peso e também os casos de hipoglicemia. A metmorfina, por exemplo, reduz a produção de açúcar pelo fígado. Existem também as glitazonas, que tem como função melhorar a ação da insulina no músculo e no fígado. Além dessas, o mercado dispõe das sulfoniluréias, que secretam insulina e da insulina injetável. <BR><BR><STRONG>PRINCIPAIS SINTOMAS DA DIABETE TIPO 2</STRONG><BR><BR>Infecções freqüentes, alteração visual (visão embaçada), dificuldade na cicatrização de feridas, formigamento nos pés e furunculose.]]></Texto>

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