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 <Codigo>2046257</Codigo>

 <MetaData>14:31:17 13/07/2005</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Qua, 13 Jul 2005 14:33:44 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Sócia da luxuosa butique Daslu pode ficar presa durante cinco dias]]></Titulo>
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 <NomeCanal>O Dia</NomeCanal>
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 <DataMateriaAtualizada>14:33 13/07</DataMateriaAtualizada>

 <NomeCredito>Da Redação do DIA para o iG</NomeCredito>
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 <NomeFonte><![CDATA[]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[RIO - A empresária Eliana Tranchesi foi presa na manhã desta quarta-feira durante uma operação da Polícia e da Receita Federal. Ela chegou à sede da PF às 10h. A proprietária da luxuosa butique Daslu e seu irmão foram detidos no bairro do Morumbi, em São Paulo. Outros dois empresários também foram presos. Um deles é Celso de Lima, dono de uma pequena importadora.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Os quatro tiveram decretada prisão temporária de cinco dias. Segundo o advogado da empresária, Antônio Claudio Mariz, a prisão é arbitrária. A operação, batizada de Narciso, está cumprindo 33 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Santa Catarina, Espírito Santo e Paraná. Os mandados foram emitidos pela 2ª Vara Federal da Justiça Federal de Guarulhos. </P>
<P>Segundo PF, a operação tem como objetivo impedir a continuidade do crime de sonegação fiscal da loja Daslu. Os crimes investigados são: sonegação fiscal, subfaturamento nas importações, formação de quadrilha, falsidade material e ideológica, crimes contra a ordem tributária e formação de quadrilha.</P>
<P>Foram apreendidas caixas com documentos dos últimos quatro anos. A polícia quer saber como Eliana importava seus produtos. Um vestido vendido pela loja à R$ 5 mil, era declarado à receita como R$ 35.&nbsp;</P>
<P>A operação envolveu 240 policiais federais e 80 auditores fiscais da Receita Federal. Pela manhã, policiais se dirigiram até a nova loja da Daslu, inaugurada em São Paulo, para recolher documentos, CPUs, CDs e disquetes. O material apreendido até o momento encheu uma van. Não foram recolhidas mercadorias e a loja não foi fechada para o público. </P>
<P>De acordo com informações do procurador-geral da República Matheus Baraldi Magnani, a ação desta quarta-feira foi precedida de uma investigação da Polícia Federal de cerca de 10 meses. Segundo ele, há "fortes indícios" de importação fraudulenta de produtos. De acordo com as investigações da PF, a Daslu usaria uma empresa "laranja" nos Estados Unidos, que enviaria produtos para a loja brasileira. A suspeita surgiu porque a empresa dá prejuízo constantemente, o que seria indício da ilegalidade. </P>
<P>As investigações começaram em 2004, quando a Receita Federal apreendeu em aeroportos de São Paulo e Curitiba, junto a mercadorias da loja, notas fiscais subfaturadas e as notas fiscais com os valores verdadeiros das mercadorias. A partir de então foram iniciadas as investigações.</P>
<P>A primeira suspeita surgiu em 2003, quando produtos da empresa Multi Import foram apreendidos no aeroporto de Guarulhos. Entre eles, um contêiner da grife Donna Karan, com as notas fiscais em nome da Daslu. O dono da empresa Multi Import está entre os presos.&nbsp;&nbsp; </P>
<P>"Há indícios de que as operações na Daslu eram feitas através de empresas consideradas inaptas pela Receita Federal porque não existiam de fato, não existia um endereço", disse o procurador. A operação investiga um "esquema maior", de acordo com Magnani. </P>
<P>Segundo a PF, os produtos vendidos na Daslu eram adquiridos de empresas importadoras que subfaturavam as mercadorias estrangeiras para diminuir a incidência de Imposto de Importação. O subfaturamento acontecia quando o importador substituía a fatura comercial verdadeira por outra com preço inferior. O procedimento, além de diminuir o imposto de importação, fazia com que o IPI sobre o produto importado também ficasse diminuído, mecanismo que justificava a revenda do produto importado à Daslu, por preço inferior à real transação comercial.</P>
<P>Luxo, muito luxo</P>
<P>A nova loja da Daslu, inaugurada há 60 dias na zona sul de São Paulo, tem uma área superior a 4 mil metros quadrados e vende desde roupas e jóias até helicópteros. A Daslu foi criada em 1958 e hoje reúne 120 marcas (80 internacionais) e 680 empregados. </P>
<P>A Daslu começou na casa da mãe de Eliana, Lucia Piva de Albuquerque, em sociedade com a amiga Lourdes Aranha dos Santos, as "Lu". Após a morte da mãe, em 1983, a empresária assumiu o controle e transformou a loja em sinônimo de requinte. </P>
<P>Além de Chanel, Louis Vuitton, Prada e Christian Dior, dezenas de outras grifes de roupas e sapatos dividem espaço com joalherias, antiquários, perfumarias, tabacaria, agência bancária, salão de cabeleireiros, spa, agência de viagens, bar, restaurante, galeria de arte. Sem esquecer livraria, papelaria, farmácia, imobiliária. E de um andar todo pensado para ganhar os homens, com ofertas de carros das marcas Maseratti, Jaguar, Volvo e Mitsubishi, além de barcos, celulares e computadores. </P>
<P>Uma funcionária informou ao Último Segundo que a loja funciona normalmente nesta quarta-feira e as clientes, todas cadastradas, aproveitam a liquidação promovida nos último dias. </P>
<P>Operações da PF</P>
<P>A Polícia Federal deflagrou recentemente grandes ações em conjunto com a Receita Federal. O caso mais comentado foi da Schincariol, já que os cinco proprietários e três diretores da cervejaria passaram dez dias presos na custódia da PF em São Paulo. Eles foram acusados de sonegação fiscal, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção ativa. </P>
<P>A "Operação Cevada", como ficou conhecida, prendeu no total 68 acusados de participar do esquema em cervejarias. </P>]]></Texto>

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