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 <DataGeracaoArquivo>Qui, 14 Dez 2006 09:04:05 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Editorial: uma boa e rara notícia sobre a Aids]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[The New York Times]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[O anúncio feito na quarta-feira sobre os resultados de dois estudos africanos sobre circuncisão masculina pode ser o mais importante desenvolvimento das pesquisas de Aids desde a chegada das drogas antiretrovirais na década passada. Os Institutos Nacionais de Saúde conduziram estudos em Uganda e no Quênia quando ficou extremamente claro de que a circuncisão reduzia significativamente as chances do homem contrair o HIV. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Os estudos recrutaram homens dispostos a serem circuncisados e os designaram randomicamente para cirurgia imediata ou um grupo de controle. Em ambos estudos, os homens circuncisados contraíram metade do número de infecções por HIV do que seus colegas não-circuncisados. Os estudos confirmam os resultados de um teste que acabou ano passado na África do Sul, onde a circuncisão preveniu entre 60 e 70% novos casos de Aids.</P>
<P>Até agora, esforços na prevenção da Aids falharam repetidamente. Não é surpresa. Isso requer que pessoas resolvam - todos os dias - a não fazer sexo ou usarem camisinha. A circuncisão, entretanto, é um procedimento único. É comum e largamente aceito em todo o mundo, até mesmo por grupos que não tem a praticam. E a circuncisão segura não requer um médico. Funcionários de postos de saúde e curandeiros tradicionais podem ser treinados para realizar a operação com segurança se fornecidos as ferramentas corretas.</P>
<P>Baseados nos resultados sul-africanos, grupos como o programa de Aids da ONU e a Organização Mundial de Saúde já iniciaram discussões sobre como promoveriam a circuncisão em países pelo mundo. As organizações deverão agilizar o processo o mais rápido possível.</P>
<P>Governos e doadores internacionais também deveriam trabalhar urgentemente no fornecimento de novos financiamentos para ajudar no treinamento de voluntários da comunidade em países de alto risco. Notícias dos resultados sul-africanos já levaram ao aumento da demanda pelo procedimento na África, e as clínicas agora possuem longas listas de espera. </P>
<P>Qualquer campanha futura deverá ser combinada com avisos de que a circuncisão oferece apenas proteção parcial contra o HIV, e não deverá se tornar uma licença para a prática do sexo sem proteção. Os governos devem continuar promovendo o uso de preservativos e o sexo seguro.</P>
<P>Por anos, o Santo Graal da prevenção da Aids era a vacina, que é somente entre 50 e 60% eficaz. Uma vacina real está muito longe de ser desenvolvida. Mas no dia de hoje, sabemos que seu equivalente próximo existe. Doadores internacionais e governos deveriam se juntar para espalhar a boa notícia sobre a circuncisão e tornar o procedimento disponível em todos os lugares.</P>
<P>&nbsp;</P>]]></Texto>

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