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 <DataGeracaoArquivo>Sex, 8 Dez 2006 16:05:31 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA["Apocalypto":  a paixão do maia]]></Titulo>
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 <NomeCanal>NYT - Cultura</NomeCanal>
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 <NomeFonte><![CDATA[The New York Times]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA["Eu irei arrancar a pele dele e farei ele me olhar usando-a". Essa ameaça terrível é feita por um dos pricipais vilões no filme "Apocalypto", de Mel Gibson. A promessa nunca é cumprida, mas os espectadores que têm o mesmo apetite ilimitado que o diretor por sangue, não irá se desapontar, até porque não há muito mais para a imaginação em relação à tormentos corporais. Há muita arranca de tripa, coisas empaladas, cortes de cabeça. Corações são arrancados, ainda batendo, de peitos abertos retalhados. O rosto de um homem é mastigado por um jaguar. O pescoço de outro é furado por flechas com veneno de sapo. Mas a mais perturbadora, talvez, é a visão de centenas de corpos empilhados por acaso em uma sepultura aberta:uma excursão provocadora e mal avisada nas imagens do holocausto por parte do diretor. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Violência se tornou o eixo central na prática de Gibson em fazer filmes, é seu maior tema e seu interesse estético chefe. A brutalidade em "Apocalypto" é tão extrema que ás vezes passa do terror para algum tipo de comédia grotesca, mas chamar isso de excesso ou desnecessário seria subestimar a seriedade de Gibson. E diga o que quiser sobre ele _ sobre seu problema com bebida ou com judeus&nbsp; _ ele é um produtor sério.</P>
<P>Isso não é dizer que "Apocalypto" é um ótimo filme, ou até que pode ser levado a sério o quanto quer ser. A técnica de comando de Gibson nunca foi mais certa; na maioria de suas 2 horas e 18 minutos de filme, "Apocalypto", escrito por Mel Gibson e Farhado Safinia é um modelo de narrativa econômica, sua maneira de ir pra frente e contar sua história com claridade e força. É, acima de tudo, um filme de ação muscular e cinemático, um drama de resgate e vingança com muito pouca relação orgânica com o seu contexto histórico. Sim, o diálogo é em vários dialetos maias, que vai soar no mínimo estranho para os ouvidos americanos assim como foi o latim e o aramaico de "A paixão de Cristo", mas a linguagem real&nbsp;do filme e a língua nativa de Gibson é Hollywood.</P>
<P>Quando eu ouvi sobre esse projeto, e depois quando eu vi os primeiros trailers, eu até que esperei que&nbsp; Gibson viesse a ser uma versão americana (ou meio australiana) de Werner Herzog, indo para a selva para explorar as complicadas e escuras regiões da natureza humana. Depois que você se acostuma com as fantasias e legendas, apesar da coisa mais surpreendente em "Apocalypto" é como ele se encaixa confortavelmente dentro das convenções das produções de filme. Não é tão obsessivo quanto: "Aguirre: a fúria de Deus" de Herzog, mas mais um épico pop como "Gladiador" ou "Coração Valente", e muito menos interessado na sua autenticidade histórica e cultural do que impor uma trama acessível em um lugar e tempo distantes.</P>
<P>O cenário é a América Central, antes da chegada dos espanhóis, quando o império Maia, na versão de Gibson, já estava no processo de colapso interno. O conflito básico moral - assim como foi em "Coração Valente", dirigido e estrelando Mel Gibson, e no "O patriota", um veículo para ele dirigido por Roland Emmerich - é entre um pequeno grupo de pessoas tentando ter uma vida simples, decente e tradicional e ter maiores e mais poderosas instituições,guiadas por derramamentos de sangue e vingança. Esse tipo de anti-imperialismo conservador é consistente com o trabalho de Gibson; quer o império em questão seja o romano, o britânico ou o americano, e qualquer que seja sua repercussão política, permite ao espectador torcer por um nada ambíguo e virtuoso azarado.</P>
<P>"Apocalypto" começa com um grupo de homens jovens em uma caçada e prolongam por um tempo em sua feliz vila, um lugar que pode se passar como uma visão nostálgica de uma pequena cidade na América se não fosse pelas roupas de animais, as nádegas tatuadas e os piercings no rosto. Blunted (Jonhathan Brewer) vive com sua sogra importunando-o e seus amigos tirando sarro porque ele ainda não engravidou sua mulher, mas ele aceita essa humilhação com bom humor, como o gordinho alegre de um seriado familiar. </P>
<P>Enquanto isso, Jaguar Paw (Rudy Youngblood), cujo pai (Morris Birdyellowhead) é um caçador e guerreiro admirado, faz carinho em sua mulher grávida, Seven (Dalia Hernandez), e em seu filho pequeno, Turtle run (Carlos Emilio Baez). A carne fresca de porco na grelha e um velho contador de histórias perto do fogo. A vida é boa.</P>
<P>Sem precisar falar, esse idílio pastoral não pode durar. A terrível póntuação de James Horner indica assim. Muito antes da vila ser invadida por temerosos saqueadores, guiados por Zero Wolf (Raoul TRujillo), que estupra, queima e mata com disciplina sem dó e alegria nítida. OS locais resistem valentemente, mas os sobreviventes são levado para um destino incerto. Seven e Turtle Run ficam para trás, escondidos em um buraco no chão.</P>
<P>A missão de Jaguar Paw será resgatá-los e também vingar seus amigos e família. Primeiro, ele irá nos acompanhar em um tour de Cecil B. DeMille da capital do império decadente, um lugar de miséria, luxúria e corrupção, onde padres e nobres tentam manter a escassez e a epidemia na baía com sacrifícios humanos constantes.</P>
<P>Nem os fãs ou críticos de Gibson irão acusar ele de sutileza excessiva e a efetividade de "Apocalypto" é inseparável de sua crueza. Mas as caracterizações duras e as pistas enfáticas emocionais são uma prova dos talentos do diretor. </P>
<P>Talvez porque ele esteja mirando para um público desconfiado com legendas, Gibson dificilmente usa diálogos como uma maneira de exposição, e ele prova ser um hábil e terrivelmente original e visual contador de histórias. Ele não tem medo de clichês - a câmera lenta, com a cabeça perto da câmera; o pulo da cachoeira no rio - mas ele executa isso com muito bom gosto.</P>
<P>E é, tirando tudo, um bom programa. Há uma tendência, pelo menos entre jornalistas, de ver Gibson ou como um monstro ou como um gênio, uma escolha falsa que ele tenta encorajar. Ele é um louco ou um visionário? Ele deve ser afastado ou abraçado? Censurado ou perdoado?</P>
<P>Essas são as questões erradas, mas a persistência deles revela a verdade sobre esse produtor perspicaz e cheio de sangue. Ele é do entretenimento. Ele será publicado e será pago.</P>
<P>Informações de produção:</P>
<P>"APOCALYPTO" </P>
<P>Dirigido por Mel Gibson; escrito por0 (em Maia, com legendas em inglês)por Gibson e Farhad Safinia; diretor de fotografia, Dean Semler; editado por John Wright; música de James Horner; programador de produção, Tom Sanders; produzido por Gibson e Bruce Davey; lançado por Touchstone Pictures. Tempo de duração: 138 minutes. <BR>Elenco: Rudy Youngblood (Jaguar Paw), Dalia Hernandez (Seven), Jonathan Brewer (Blunted), Raoul Trujillo (Zero Wolf), Gerardo Taracena (Middle Eye), Rodolfo Palacios (Snake Ink), Fernando Hernandez (High Priest), Maria Isidra Hoil and Aquetzali Garcia (Oracle Girls) and Abel Woolrich (Laughing Man). </P>
<P>"Apocalypto" é para acima de 18 (abaixo de 17 deve estar acompanhado dos pais ou um guardião adulto). <BR></P>]]></Texto>

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