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 <Titulo><![CDATA[Mais mulheres do que homens no Líbano]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[The New York Times]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[BEIRUTE - Essa é uma cidade de boates, mas a vida noturna daqui virou algo mais, e não somente pelos acontecimentos da guerra no verão passado. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Lá pelas 20h, mulheres na faixa dos 20 e 30 anos se juntam em turmas de cinco ou seis, lançando olhares para qualquer homem que passe. Nos bares, as mulheres dançam por horas - muitas vezes, em cima do balcão - e pernas, barrigas, ombros de fora e decotes são oferecidos para admiração pública.</P>
<P>Samir Khalaf, professor de sociologia na Universidade Americana de Beirute, disse que a cena surpreendeu seus colegas americanos. "Eles estão extremamente chocados", disse. "Tem certeza que aqui é o Líbano, no Oriente Médio?", perguntaram. Eles não conseguem parar de falar sobre os umbigos, desses corpos altamente erotizados. Você vê de tudo aqui, essa combinação de consumismo e pós-modernismo e competição feminina". </P>
<P>Por algumas semanas, duas vezes ao ano, após o Ramadã e antes do Natal, milhares de homens jovens libaneses retornam de seus empregos no exterior - e vão de encontro a uma das culturas mais agressivas no que diz respeito às mulheres. As jovens moças passaram semanas se arrumando e planejando como conhecer o maior número de homens no menor espaço de tempo possível. O austero mês do Ramadã terminou há uma semana.</P>
<P>A alta taxa de desemprego do país empurra os jovens homens a procurarem emprego em outros lugares, muitas vezez em países ocidentais como França e Canadá, mas principalmente nos Emirados Árabes, Arábia Saudita e outros países petrolíferos do Golfo Pérsico. As mulheres, inibidas pelas pressões familiares, são deixadas para trás.</P>
<P>"A realidade demográfica é realmente alarmante", disse Khalaf. "Não existem empregos para os recém-formados, e com os garotos deixando o país, a desigualdade entre os sexos está fora de controle. É quase cinco para um: cinco jovens mulheres para cada homem. Quando os homens da idade de meu filho retornarem ao Líbano, não conseguem evitar a quantidade de mulheres se atirando contra eles".</P>
<P>Para os homens, que voltam ao país com os bolsos cheios e muita esperança, as boas-vindas são gratificantes.</P>
<P>"Em Doha é completamente impossível, porque não podemos conversar com as mulheres no golfo", disse Wisam Hamdan, 35, retornando do Catar, onde gerencia salões de cabelereiro. "Porém, as garotas libanesas são muito simpáticas. Espero conhecer muitas delas para poder escolher uma".</P>]]></Texto>

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