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 <DataGeracaoArquivo>Qua, 30 Ago 2006 16:02:34 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Oferta de paz italiana assinala mudança em política exterior]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[The New York Times]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[ROMA - Ao se encontrar num navio na terça-feira, que carregava 800 enviados de paz ao Líbano - o maior envio de tropas estrangeiras até hoje - o primeiro-ministro Romano Prodi deveria ter orgulho do papel que sua nação desempenhou ao superar a hesitação européia e colocar seus soldados em risco no Oriente Médio. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>"Bush foi muito simpático ao me agradecer pela liderança e ter impulsionado o time europeu", disse Prodi durante uma entrevista na segunda-feira, lembrando de uma recente conversa telefônica com o presidente americano.</P>
<P>Mas para todos os pontos de coragem que a Itália marcou - prometendo um total de 3 mil enviados de paz para o Líbano na semana passada, enquanto a oferta inicial da França era de apenas 200 - os líderes do país também usaram o momento para declarar um novo distânciamento de Washington.</P>
<P>Após cinco anos de relações muito próximas entre Bush e o ex-primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, a nova liderança centro-esquerdista vem recuperando o lugar da Itália na Europa - e, ao mesmo tempo, trabalhando por uma Europa mais forte e unida, como contraponto aos EUA.</P>
<P>"Quando as Nações Unidas decidiram iniciar suas ações na área, na Europa já era claro", disse Prodi, presidente por cinco anos da União Européia, durante uma entrevista por telefone.</P>
<P>"Era uma questão moral e política" para a Europa liderar o fim dos conflitos no Líbano, além de cavar um papel internacional mais forte para a Europa no explosivo - e vizinho - Oriente Médio. Com os EUA em baixa no Iraque e recebendo a desconfiança das nações árabes, não havia mais ninguém para liderar a ação fora a Europa.</P>
<P>"Minha política é, acima de tudo, européia", disse. "Não acredito que nenhum país europeu consegue ter um papel no mundo por si só. Portanto quero criar um tipo de cooperação européia".</P>
<P>Por conta de toda a oposição local contra a guerra no Iraque, a Itália permanece próxima dos EUA. Porém, com o Iraque atolado em violência, o governo de Prodi parece sentir uma certa liberdade em se distanciar de Washington, sem pagar um preço com os eleitores ou com a própria administração Bush. No momento, por conta do sucesso da escalação das tropas de paz, líderes italianos, especialistas políticos e até mesmo diplomatas americanos falam de um novo "multilateralismo efetivo" testado pela Itália.</P>
<P>"Berlusconi se encontrava em outro lugar, com uma maior divisão da Europa e um unilateralismo da América", disse o ministro do exterior italiano, Massimo D'Alema, durante uma entrevista. "Vivemos uma fase diferente, e temos sorte, porque hoje em dia o unilateralismo está claramente em crise. Já acabou".</P>
<P>&nbsp;</P>]]></Texto>

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