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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 29 Ago 2006 16:06:24 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Suprema Corte absolve mãe em caso de suicídio de filho]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[The New York Times]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[STAMFORD, Connecticut – A Suprema Corte de Connecticut na segunda-feira derrubou a condenação de uma mulher que os promotores públicos afirmaram que mantinha uma casa tão desorganizada que colocava em perigo a segurança e a saúde mental de seu filho de 12 anos, que se suicidou em 2002. O caso incitou um debate nacional sobre a questão da responsabilidade dos pais no caso do suicídio de um filho. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O caso de Judith Scruggs, uma mãe-solteira de Meriden, e seu filho, Daniel, foi o primeiro em que um pai ou mãe do Connecticut foi acusado criminalmente do suicídio de seu filho, segundo os especialistas. O caso também atraiu a atenção nacional para a questão do abuso infantil após ter sido revelado que Daniel havia sido abusado repetidamente por seus colegas de classe.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Suprema Corte foi unânime ao decretar que os promotores públicos não poderiam apontar para “padrões objetivos para determinar o ponto em que o gerenciamento de uma casa se torna tão pobre que uma pessoa comum deveria saber que ela pode ser um risco inaceitável para a saúde mental de uma criança”.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O juiz William J. Sullivan redigiu a opinião da maioria do magistrado, e uma opinião separada de concordância foi assinada por dois juízes.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sentença reverteu a condenação de Scruggs de acusação de cometer um crime capital de colocar seu filho em risco ao criar um lar não-saudável e inseguro. Ela foi condenada a 100 horas de prestação de serviços comunitários em 2004.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Scruggs não retornou as mensagens deixadas com seu advogado e com uma amiga na segunda-feira, mas a amiga, Lisa Toomey, afirmou que ela havia conversado com Scruggs após a decisão ter sido liberada e descreveu-a como “em estado de êxtase”.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante o julgamento, os promotores foram cuidadosos ao separar as acusações contra Scruggs da morte de Daniel, dado que eles não queriam provar que a conduta de Scruggs levou ao suicídio de seu filho. Apesar de tudo, o julgamento apresentou a narrativa da miséria de Daniel, que terminou em 2 de janeiro de 2002, quando ele se enforcou em seu quarto.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Testemunhas afirmaram que Daniel era esmurrado, chutado e insultado na escola e que ele regularmente cabulava aulas e até mesmo defecava em suas roupas para que pudesse ser mandado para casa.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os jurados tiveram acesso à casa de Scruggs através de fotografias e de considerações das testemunhas; os investigadores declararam que roupas, itens domésticos e entulho estavam empilhados por toda a casa, e que não havia uma superfície limpa na cozinha que se pudesse comer ou preparar uma refeição.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">M. H. Reese Norris, advogado de Scruggs, argumentou que no julgamento Daniel era muito mais traumatizado por suas experiências na escola do que pela bagunça que era sua casa.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um relatório posteriormente afirmou que Daniel havia se desapontado com o trabalho de numerosas agências, inclusive o departamento estadual de Crianças e Famílias, que havia arquivado uma investigação sobre a situação de Daniel alguns dias antes de sua morte.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Scruggs está movendo uma ação judicial contra o sistema escolar de Meriden por conexão com a morte de seu filho. O caso, segundo os advogados, está pendente.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante o julgamento, Norris descreveu Scruggs, que está com 50 e poucos anos, como uma mãe solteira esforçada que estava trabalhando 60 horas por semana em dois empregos quando Daniel morreu. O juiz acusou-a de fracassar ao tentar mostrar remorso e por colocar a culpa de seus problemas em outras pessoas.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Norris estava fora de seu escritório na segunda-feira, e um assistente afirmou que ele não responderia a um pedido para que ele comentasse a respeito do caso. Douglas Nash, que representou Scruggs em seu recurso, afirmou que as acusações não eram válidas.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">“Tudo o que havia ali era uma casa bagunçada”, afirmou ele.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Toomey, uma empresária de Wallingford que iniciou um grupo de advocacia antiabuso após ler sobre o suicídio de Daniel, afirmou que a decisão da Suprema Corte mostrou que os promotores públicos haviam “desviado a atenção da raiz do problema”.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O grupo de Toomey trabalhou para que a legislação sobre abusos fosse aprovada na legislação escolar estadual, o que facilita para que os alunos relatem abusos. Ela afirmou que o caso de Daniel fez com que os pais quisessem falar mais sobre abuso com seus filhos.</FONT></P>]]></Texto>

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