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 <MetaData>15:27:04 22/08/2006</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Ter, 22 Ago 2006 15:27:07 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Esperança para pacientes com históricos de sintomas não explicados pela Medicina]]></Titulo>
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 <NomeCanal>NYT - Ciência</NomeCanal>
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 <NomeFonte><![CDATA[The New York Times]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Pessoas com um longo histórico de sintomas não explicados pela Medicina – dores contínuas ou esporádicas, fadiga, tontura, entre outras reclamações para as quais os médicos não conseguem encontrar uma causa física – finalmente devem encontrar algo em que se apoiar. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dois novos estudos realizados por pesquisadores especializados na instável síndrome da somatização (a <SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt">transferência para o corpo de situações e sentimentos que deveriam ser vividos no plano psíquico), que afeta cerca de 3% dos adultos, sugere que a busca por uma explicação física pode ser capaz de destruir uma vida por si só. Ao invés disso, aqueles que possuem a síndrome devem focar em estratégias práticas para recuperar as funções normais do corpo e aliviar os sintomas, afirmam os pesquisadores.<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um estudo, feito por cientistas alemães, procurou explicar por quê as afirmações positivas dos médicos normalmente não surtiam efeito em alguns pacientes. Os pesquisadores mostraram uma fita de vídeo com comentários de um médico sobre um paciente hipotético para dois grupos de participantes, um com pessoas que possuíam a síndrome e outro com as que não possuíam. Aqueles que possuíam a síndrome de somatização tinham três vezes mais chances de acreditar erroneamente que no decorrer dos comentários o médico havia dito que o sintoma possuía uma perturbadora causa física.<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As descobertas, encontras na edição de agosto do periódico online Public Library of Science Medicine, oferecem pelo menos uma explicação parcial para o porquê de os pacientes normalmente irem de médico em médico, fazendo testes e mais testes em uma procura por respostas que nunca dá frutos. As afirmações dos médicos não estão sendo compreendidas.<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um segundo estudo, realizado por pesquisadores de Nova Jersey, provê a primeira evidência publicada de um tratamento clínico eficaz. O estudo, encontrado na edição de 24 de julho do periódico The Archives of Internal Medicine, descobriu que os pacientes beneficiados com 10 sessões de terapia comportamental cognitiva especificamente organizada para ajudar no alívio do estresse, aumentar a consciência emocional, fazer com que eles se tornem mais ativos socialmente e que pensem de modo diferente sobre seus sintomas.<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">“Para os pacientes que têm esses sintomas, suas vidas estão resumidas em irem ao médico, sendo que eles não precisam se preocupar com sua capacidade física”, afirmou uma das autoras do estudo, dra. Lesley A. Allen, professora associada de Psiquiatria da Universidade de Medicina e Odontologia de Nova Jersey.<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">“Eles param suas aulas de dança, não vão trabalhar e não passam muito tempo jogando bola com os filhos”, afirmou Allen. “Nosso tratamento enfatiza a mudança de seus comportamentos, tentando mudar o foco de suas vidas de se preocuparem com seus sintomas para voltarem às atividades que eles estavam evitando”.<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo feito com 84 pacientes, comparou com a terapia comportamental com o tratamento tradicional. No estudo, os clínicos gerais evitaram dizer aos pacientes que os sintomas eram “fruto da cabeça dos indivíduos”, não tentaram dispensá-los ao mandar exames desnecessários ou mandá-los a um especialista. Ao invés disso, os médicos examinaram as partes do corpo que preocupavam o paciente, confirmaram que tudo estava dentro do padrão, trataram de problemas como ansiedade e depressão subjacentes e marcaram consultas de retorno regulares.<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Allen, cujo livro sobre o novo tratamento será lançado em outubro, trata os pacientes no departamento de sintomas não-explicados medicinalmente da universidade, um dos poucos centros nos Estados Unidos.<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><SPAN lang=EN-US style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt; mso-ansi-language: EN-US">O dr. </SPAN><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt">Arthur J. Barsky, psiquiatra em Harvard, considerou que as descobertas eram muito úteis. Em 2004, Barsky publicou um estudo mostrando que a terapia comportamental cognitiva era similarmente útil para o tratamento de hipocondria, uma desordem relacionada com a síndrome na qual os pacientes têm certeza de que possuem uma doença específica apesar de nenhuma evidência da doença ser encontrada. “Estamos começando a juntar evidências de que com essas abordagens, as pessoas realmente podem lidar com isso e se sentirem melhor”, afirmou Barsky.<o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="COLOR: black; mso-bidi-font-size: 10.0pt"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></FONT></P>]]></Texto>

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