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 <DataGeracaoArquivo>Sáb, 29 Jul 2006 17:50:19 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Cidade lutando contra imigração fica um pouco mais vazia]]></Titulo>
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 <NomeCanal>NYT - EUA</NomeCanal>
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 <NomeCredito>Jill P. Capuzzo</NomeCredito>
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 <NomeFonte><![CDATA[The New York Times]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[RIVERSIDE, N.J. - As ruas do centro desta cidade operária - normalmente repletas de imigrantes que a escolheram como lar - estavam vazias no dia após a aprovação, pelo Conselho do Distrito, de uma lei proibindo empregadores e proprietários de contratarem ou acolherem imigrantes ilegais. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Numa reunião acalorada na noite de quarta-feira, o conselho formado por cinco membros de Riverside aprovou com unanimidade o Ato de Reparação de Imigração Ilegal, citando como razões apartamentos com lotação excedente, estacionamentos lotados e grande demanda no serviço social e escolar da cidade.</P>
<P>"Eles estão com inveja dos brasileiros pois são trabalhadores e vivem bem", disse Celeste Martiniano, uma portuguesa-americana dona do restaurante Pavilion Barbecue.</P>
<P>As tentativas de contatar o prefeito Charles Hilton e os membros do conselho foram mal-sucedidas.</P>
<P>A nova lei é similar a uma medida passada em Hazleton, Pennsylvania no começo deste mês, além de outras sendo discutidas em municípios por todo o país. No Congresso, a questão explosiva da imigração ilegal está atolada por passes de trabalho temporário e pelo nível de segurança das fronteiras.</P>
<P>As multas de violanção da lei de Riverside começam com US$1000, tornando ilegal contratar, alugar ou arrendar propriedades para pessoas que não possam provar que estão nos EUA legalmente. Quem violar a lei pode ainda perder seu alvará de funcionamento por cinco anos.&nbsp; </P>
<P>Segundo Martiniano, até os brasileiros começarem a se mudar pra a cidade nos últimos cinco anos, o centro comercial da cidade estava em decadência. E agora, a nova lei vai "matar a cidade", disse.</P>
<P>Martiniano vive há 25 anos nesta cidade de 8 mil habitantes, localizada no Condado de Burlington, onde cerca de 2 a 3 mil habitantes vivem hoje em dia. Os negócios tem ido bem desde a inauguração de seu restaurante dois anos atrás, graças a crescente população brasileira do local. Mas neste dia, não haviam clientes para comer as coxas de frango de seu restaurante.</P>
<P>Martiniano disse que os imigrantes da cidade ficaram com medo após a votação, e aqueles que foram a favor da lei contra a imigração "agora estão sem clientes, sem trabalho e não tem coisa melhor para fazer".</P>
<P>Ingrid Reinhold disse que a nova lei tem cheiro de discriminação. Ela e seu marido, Gustav, são donos de três comércios na rua Scott: uma loja de CDs especializada em música latina, um café brasileiro, que no momento passa por uma reforma, e uma movimentada agência da financeira Western Union. No fim do quarteirão existe outro restaurante brasileiro e um salão de manicure, também brasileiro. A bandeira verde e amarela do Brasil aparece em muitas vitrines. </P>
<P>"Há três anos, essa cidade estava morta", disse Reinhold, nascida no Equador. "Agora todas as lojas estão abertas e as pessoas estão nas ruas. Se eles fizerem isso, vai voltar ao que era antes".</P>
<P>Parado em frente a seu estúdio de gravação, Ed Robins falou sobre a reunião do conselho que aconteceu na quarta-feira. Descrevendo a atmosfera de rivalidade entre os membros da audiência, Robins disse "me lembrou o programa de Jerry Springer".</P>
<P>Mesmo que seu negócio dependa muito pouco da crescente população imigrante da cidade, Robins também demonstrou preocupação sobre o impacto da lei na valorização do centro comercial e no preço dos imóveis, que cresceu devido ao fluxo de brasileiros. </P>
<P>"Como comunidade, deveríamos acolher a todos, inclusive os imigrantes ilegais para encontrarmos uma solução inteligente, ao invés de rasgarmos a cidade ao meio", disse.</P>
<P>Certamente, os brasileiros não são a única população imigrante a chamar Riverside de lar. A cidade às margens do rio Delaware foi fundada pelos alemães em 1851, seguidos pelos poloneses, italianos e irlandeses no início do século XX. Como era uma cidade industrial, os imigrantes forneceram sua força de trabalho para as tecelagens de Riverside, que já foi o líder em fabricação de meias do país, além de sediar a Philadelphia Watchcase Co., até seu fechamento em 1956. </P>
<P>Após o fechamento das fábricas, o cinema da cidade pegou fogo e muitos compradores migraram para os shopping centers vizinhos. Sua nova distinção, uma vez reconhecida pelo Guinness Book, era possuir a maior quantidade de bares e licenças para vender álcool para uma cidade tão pequena.</P>
<P>Muitos desses bares ainda existem, e em alguns deles acontecem conversas sobre como desacelerar o crescente fluxo de imigrantes da cidade.</P>
<P>No Big Daddy's Pub, na rua Scott, Dave Dalhman Jr. descreveu a crescente população imigrante como um "enxame de abelhas". Dave, que morou na cidade por 40 anos, disse que se sentiu forçado a se mudar para uma cidade vizinha dois anos atrás.</P>
<P>"Sou minoria aqui agora", disse. "Eu amo essa cidade, nasci e fui criado aqui e gostaria muito de voltar. Mas isso não vai acontecer".</P>]]></Texto>

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