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 <DataGeracaoArquivo>Sex, 26 Mai 2006 03:21:49 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Lost: Muitas almas perdidas na ilha misteriosa]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[The New York Times]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[<P>By KATE AURTHUR</P>
<P>No episódio que encerra a segunda misteriosa temporada de “Lost” o desenvolvimento de uma trama crucial se entrelaça a uma cópia do romance de Charles Dickens “Our Mutual Friend”. (Leitores que não querem saber detalhes sobre o último episódio devem parar por aqui!)<BR></P>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P>Em flashback Desmond (Henry Ian Cusick), personagem que o público conhece como o homem que vivia dentro do abrigo, diz a um carcereiro que carrega consigo uma cópia de “Our Mutual Friend” por desejar que este seja o último livro que leia antes de morrer. Mais tarde, na ilha, quando Desmond pensa que sua morte está próxima, ele encontra uma carta do amor da sua vida, Penny, dentro do livro. A carta o inspira a sair em uma aparente missão suicida para salvar a ilha e, como indica o episódio, possivelmente o mundo.</P>
<P>Durante uma visita à cidade de Nova York na semana passada, Damon Lidelof e Carlton Cuse, os produtores executivos da série disseram ter tido esta idéia do leito de morte ao ler sobre “Our Mutual Friend” em uma entrevista do escritor John Irving na qual ele dizia ter guardado o livro para seus últimos dias. Mas além de pagar tributo a Irving, eles estão se ávidos para usar Dickens para seus próprios propósitos narrativos. </P>
<P>“Ele escreveu capítulo por capítulo para jornais”, disse Cuse. “Nós sempre nos perguntamos: ‘Quanto Dickens sabia enquanto escrevia suas histórias? Quanto já estava planejado e quanto foi feito de supetão por que ele precisava entregar outro capítulo?’”. Ele pausa, então diz com uma risada, “Nós temos que respeitar o que ele passou”.</P>
<P>Mais marcante do que o tamanho da audiência de “Lost”, que gira em torno de 15.3 milhões de telespectadores, é a devoção. A série inspirou infinitos debates na internet e a solícita participação dos telespectadores, que interagem com seu jogo multi-plataforma,o Lost Experience.</P>
<P>Quando Cuse e Lindelof iniciaram o processo de criação do último episódio do ano eles sabiam que um enorme número de fãs fervorosos estava amargamente desapontado com o final da temporada anterior. A grande mudança naquele episódio foi o seqüestro de Walt (Malcolm David Kelley) pelos sinistros habitantes da ilha, conhecidos como “os outros”, e que já viviam por lá antes do acidente de avião que deu inicio à série. Os roteiristas trabalharam duro para manter o seqüestro de Walt um mistério, até mesmo para os sites estraga prazeres, apelidando a cena de “the bagel” (o pãozinho) para que seu conteúdo não pudesse ser casualmente roubado. (A cena crucial deste ano foi chamada de “the challah” – o chalá, um outro tipo de pão.)</P>
<P>Aquela mudança surpreendente não finalizou a primeira temporada. Ao invés disso, nos últimos momentos, o mítico Locke (Terry O'Quinn) e o prático Jack (Matthew Fox) olharam para dentro de uma misterioso abrigo que Locke havia descoberto anteriormente e tentado abrir. Mas os fãs ficaram irritados: o que poderia haver dentro do abrigo que valha uma espera de quatro meses?</P>
<P>Quando a final foi transmitida Lindelof estava no Havaí prestes a se casar. “Nós sentimos que todos estavam satisfeitos e mentalmente envolvidos”, ele disse. “Nunca nos ocorreu a repercussão que causaria”.</P>
<P>Cuse disse: “Os debates tiveram início na internet. Nós levamos aquelas opiniões a sério. Até agosto a sensação havia mudado para uma imensidão de pessoas insatisfeitas por não termos entrado no abrigo”.</P>
<P>O primeiro episódio da segunda temporada tentou remediar esta frustração imediatamente. No abrigo estava Desmond, que havia chego à ilha três anos antes. Ali também havia uma grande quantidade de provisões, móveis antiquados e, mais importante, um botão que precisa ser apertado a cada 180 minutos para dissipar uma poderosa descarga eletromagnética que pode causar conseqüências catastróficas.</P>
<P>Quando falam sobre a construção de “Lost”, Lindelof e Cuse geralmente se referem aos livros de Harry Potter. Eles querem que cada temporada, como cada livro da série de J.K. Rowling, proponha questões e respostas enquanto mantém um grande mistério que prende a audiência. “A história desta temporada foi sobre o abrigo”, disse Cuse. “Estávamos muito dispostos a tentar criar um final de temporada mais satisfatório do que o do ano passado. Queríamos responder muitas perguntas”.</P>
<P>O último episódio solucionou dois importantes quebra-cabeças de “Lost”, que no final tinham relação entre si. O que aconteceria se o botão não fosse pressionado? (Houve uma enorme explosão e se Desmond não tivesse ativado o sistema de emergência, afirmou Cuse, “Poderia ter levado, no final das contas, a que tudo na Terra fosse sugado por ele”.) E o que derrubou o avião? (Uma causalidade de um outro momento no qual o botão não foi apertado.)</P>
<P>Por não saberem qual será a duração da série, Lidelof e Cuse têm que ritmar suas revelações. “Se respondermos perguntas demais, a audiência não irá mais ligar para o programa”, disse Cuse. “Tivemos que terminar a série com um poderoso mistério que sugere como será a próxima temporada e deixará a audiência curiosa sobre para onde estamos indo”.</P>
<P>Quanto à temporada seguinte, a cena que Lindelof e Cuse chamaram de “the challah” ofereceu uma prévia. Nos últimos minutos do episódio final, a ação na ilha terminou, mas em uma continuidade em local desconhecido, Penny, a namorada rica que Desmond há muito perdeu, recebeu a informação, “Acreditamos ter encontrado”. A indicação deixada aos fãs é que a explosão na ilha finalmente a tornou visível, pelo menos temporariamente, a alguém em busca dela.</P>
<P>Haverá uma tentativa de resgate na terceira temporada? Lindelof e Cuse não dizem, mas confirmam que se esta temporada foi sobre o abrigo, a próxima será sobre “os outros”, como sugerido pelo oblíquo Henry Gale (Michael Emerson). Cuse listou o que os telespectadores descobrirão sobre “os outros” no próximo ano: “Quem são essas pessoas. Quantas são. Qual é sua história. O que tentam conseguir.”</P>
<P>Além de servir como uma provocação, os últimos minutos do episódio final foram incrivelmente importantes para a história como um todo, disse Lindelof, particularmente por que foi a primeira vez em 49 horas de série que “Lost” saiu da ilha no presente, ao invés de em flashback.</P>
<P>“Já é hora de explodirmos diversas teorias sobre o programa”, ele disse. “As pessoas que acreditam que eles estão no purgatório ou que são cobaias de algum experimento irão repensar estas teorias baseadas no fato do mundo lá fora literalmente aparecer na trama”.<BR></P>]]></Texto>

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