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 <Codigo>2236286</Codigo>

 <MetaData>12:42:51 10/01/2006</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Ter, 10 Jan 2006 12:42:59 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Células que lêem mentes: um novo olhar através dos neurônios espelho]]></Titulo>
 <PalavrasChave><![CDATA[]]></PalavrasChave>
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 <NomeCanal>NYT - Ciência</NomeCanal>
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 <NomeCredito>Sandra Blakeslee</NomeCredito>
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 <NomeFonte><![CDATA[The New York Times]]></NomeFonte>
 <URLFonte>http://www.nytimes.com</URLFonte>
 <ImagemFonte>http://image.ig.com.br/ultimosegundo/site/fontes/nyt.jpg</ImagemFonte>
 <DescricaoFonte><![CDATA[]]></DescricaoFonte>

 <Olho><![CDATA[<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em um dia quente de verão há 15 anos em Parma, Itália, um macacão se sentou em uma cadeira especial de laboratório esperando que os pesquisadores voltassem do almoço. Finos fios foram implantados na região do seu cérebro envolvida em planejar e realizar os movimentos.</FONT></P>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Toda vez que o macaco pegava e movia um objeto algumas células naquela região do cérebro se queimavam e um monitor registrava um som: brrrrrrip, brrrrrrip, brrrrrrip.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um estudante de graduação entrou no laboratório com um sorvete na mão. O macaco olhou para ele. Então, algo impressionante aconteceu: quando o estudante levou o sorvete aos lábios o monitor soou – brrrrrrip, brrrrrrip, brrrrrrip – apesar do macaco não ter se movido, mas simplesmente observado o estudante levar o sorvete à boca.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pesquisadores, liderados por Giacomo Rizzolatti, um neurocientista da Universidade de Parma, havia notado anteriormente o mesmo fenômeno com amendoins. As mesmas células cerebrais se queimavam quando o macaco via humanos ou outros macacos levarem amendoins à boca que quando ele mesmo o fazia.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mais tarde os cientistas descobriram células que queimavam quando o macaco abria um amendoim ou escutava o amendoim ser quebrado. O mesmo com bananas, uvas passas e todo tipo de objetos.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">“Levou diversos anos para que acreditássemos no que víamos”, disse Rizzolatti em uma entrevista recente. O cérebro do macaco contém uma classe especial de células chamadas neurônios espelho, que queimam quando o animal vê ou ouve uma ação ou realiza a mesma ação.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas se a descoberta, publicada em 1996, surpreendeu a maioria dos cientistas, uma pesquisa mais recente os deixou pasmos. Descobriu-se que os humanos têm neurônios espelho muito mais inteligentes, mais flexíveis e mais altamente desenvolvidas do que aquelas encontradas nos macacos, um fato que os cientistas afirmam refletir a evolução das habilidades sociais sofisticadas da raça humana.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O cérebro humano tem sistemas de neurônios espelho múltiplos que se especializam em realizar e entender não apenas as ações dos outros, mas suas intenções, o significado social de seu comportamento e suas emoções.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">“Nós somos criaturas primorosamente sociais”, diz Rizzolatti. “Nossa sobrevivência depende da compreensão das ações, intenções e emoções dos outros.”</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ele continua: “Os neurônios espelho nos permitem entender a mente de outros não através do nosso raciocínio conceitual, mas através de simulações diretas. Pela sensação, não pelo raciocínio.”</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A descoberta está abalando diversas disciplinas cientificas, mudando a compreensão da cultura, empatia, filosofia, linguagem, imitação, autismo e psicoterapia.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Experiências cotidianas também estão sendo vistas sob uma nova luz. Os neurônios espelho revelam como as crianças aprendem, porque as pessoas respondem a certos tipos de esportes, danças, musicas e artes, porque assistir violência na mídia pode ser prejudicial e porque muitos homens gostam de pornografia.</FONT></P>]]></Texto>

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