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 <MetaData>16:04:34 07/01/2006</MetaData>
 <DataGeracaoArquivo>Sáb, 7 Jan 2006 16:06:28 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Os dadaístas já diziam: "ande com um martelo e acabe com a arte"]]></Titulo>
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 <NomeCanal>NYT - Cultura</NomeCanal>
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 <NomeCredito>Alan Riding</NomeCredito>
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 <NomeFonte><![CDATA[The New York Times]]></NomeFonte>
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 <DescricaoFonte><![CDATA[]]></DescricaoFonte>

 <Olho><![CDATA[PARIS – O movimento dadaísta ficou famoso no início do século 20 ao tentar destruir a noção convencional de arte. Literalmente inspirados nos seus preceitos, um neo-dadaísta pegou um martelo nesta semana e levou até a “Fonte” de Marcel Duchamp, o mictório pré-fabricado que é considerado a pedra fundamental da Arte Conceitual. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O assaltante, um performer chamado Pierre Pinoncelli, foi imediatamente preso depois do ato de vandalismo na quarta-feira, durante os últimos dias da exposição “Dadá” no Centro Pompidou. O mictório de porcelana perdeu uma lasquinha no ataque e já foi levado para o conserto. (A exposição vai até segunda-feira).</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pinoncelli, 77, urinou na mesma peça e a atingiu com um martelo em um show em 1993. Os policiais disseram que ele chamou sua ação de obra de arte, um tributo à Dada e outros dadaístas.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na verdade, a própria “Fonte” não foi considerada arte quando Duchamp propôs que ela entrasse em uma exibição na Sociedade de Artistas Independentes de Nova York em 1917. A “Fonte” do Pompidou é uma das oito réplicas assinada por Duchamp em 1964.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Depois do ataque na quarta-feira, Pinoncelli passou a noite inteira na delegacia. Foi solto na quinta-feira e chamado a comparecer no tribunal em 24 de janeiro para responder às acusações de atentar contra a propriedade alheia. Ele poderia ir à prisão ou ser obrigado a pagar uma multa. Depois do primeiro ataque de 1993, ele ficou preso durante um mês e multado com o equivalente a U$ 37.500.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O vandalismo aumenta a persistente questão sobre como obras de arte valiosas podem ser guardadas em museus que recebem milhões de visitantes diariamente. Muitas pinturas em exibição hoje são protegidas por vidro. No Louvre, a “Monalisa”, que foi roubada em 1911 e atingida por uma pedra em 1956, agora está fechada detrás de um vidro de 39 centímetros.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O ataque de Pinoncelli também retoma a questão sobre o que define arte. A pergunta, que foi levantada pelo movimento dadaísta há quase um século, refrescou-se desde a década de 80 por várias correntes de arte conceitual, de performances e instalações. Como no caso desta semana, tais protestos são feitos pelos próprios artistas.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde o início da década de 60, Pinoncelli, que mora em Nice, tem se ocupado daquilo que ele chama de “les happenings de rue”, ou “os happenings da rua”.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Talvez o seu ato mais conturbador foi em 2002 em um festival de performances na cidade colombiana de Cali. Lá, em protesto contra o seqüestro de uma política colombiana, Ingrid Betancourt, pelas guerrilhas de esquerda do país, cortando a metade do dedo mindinho da sua mão esquerda. Então ele usou o sangue para escrever “FARC”, o nome do grupo guerrilheiro (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), em uma parede branca.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><o:p><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;</FONT></o:p></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">“A idéia era falar sobre a violência na Colômbia”, ele disse a repórteres naquela época. No entanto, aparentemente não impressionou a guerrilha: Betancourt permanece seqüestrada.</FONT></P>]]></Texto>

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