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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 19 Dez 2006 09:20:28 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Indústria de celulares reduz ritmo de expansão]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[Depois da explosão de 2005, quando registrou a impressionante marca de 44% de crescimento, sobre uma produção anual anterior já aquecida, a indústria de telefones celulares arrefeceu este ano. Até outubro, o aumento acumulado no ano havia sido de 0,2%, de acordo com acompanhamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso, depois de inverter o sinal negativo de meses anteriores. Até setembro, foi de queda de 0,6% e em agosto, de 2%.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[A avaliação dos técnicos é de que não há como esperar números muito animadores para 2006. "Há dois fatores neste fenômeno: o efeito estatístico, devido ao grande avanço de 2005, e o reflexo da queda das exportações", diz André Macedo, do IBGE. Ele lembra que o efeito na queda de produção dos celulares pode ser medido no desempenho industrial do Amazonas, que, em outubro, foi a única das 14 regiões pesquisadas pelo instituto a registrar resultado negativo (8,1%). No ano passado, aquele Estado vinha se destacando dos demais com taxas de crescimento que chegaram a se aproximar da casa de 30% em junho.<br><br>Para o chefe do departamento de indústria eletrônica do BNDES, Maurício Neves, a inversão da curva do Amazonas está diretamente ligada à decisão estratégica de algumas empresas de transferir plataformas de exportação para outros países, como México e China.<br><br>Ele lembra, porém, que ainda não foi alcançado o limite de saturação de demanda por aparelhos celulares e ainda há espaço para crescimento.<br><br>Ele concorda que o banco não tem recebido pedidos de financiamento para investimentos no segmento de fabricação de aparelhos celulares, mas lembra que esta é uma indústria já estabelecida, não mais intensiva em capital.<br><br>De outro lado, há o setor mais voltado ao desenvolvimento tecnológico, como a produção de equipamentos para rede e softwares, que vem registrando grande demanda. Este ano, os desembolsos do banco atingirão R$ 2,2 bilhões para esse segmento, patamar semelhante ao obtido após a privatização do sistema de telecomunicações, quando as empresas elevaram investimentos para cumprir as metas traçadas pela Anatel.<br><br>"Está havendo uma corrida em busca da convergência tecnológica. Será natural, num segundo momento, com novas soluções para comunicação em rede, acesso a TV a cabo pelo celular, internet, TV digital, entre outras soluções, a fabricação de aparelhos celulares ainda mais sofisticados. Deve haver um novo ciclo de investimentos no setor", diz Neves. <br><br>Segundo Alan Fischler, chefe do Departamento de Telecomunicações do BNDES, até o ano passado as empresas de telefonia mobilizaram recursos basicamente em infra-estrutura. Agora, o foco é a tecnologia. As informações são de O Estado de S.Paulo/Suplemento Especial Telefonia Móvel. <br>  ]]></Texto>

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