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 <Titulo><![CDATA[TV Digital: governo quer incentivar produção de telas pequenas]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[O governo brasileiro quer incentivar a produção de telas pequenas no País, para serem usadas em modelos menores de TV digital e em projetos como o de laptops de baixo custo para estudantes. "Temos que ser ousados", afirmou o diretor de Política Tecnológica do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Manuel Fernando Lousada Soares, que participou hoje da 13ª edição do evento InfoDisplay, no Centro de Pesquisas Renato Archer (Cenpra). ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[Ele destacou que a indústria internacional está voltada para telas grandes, o que pode abrir uma oportunidade para o País. "Podemos seguir a mesma lógica da indústria automobilística, onde o Brasil se tornou um pólo de produção de carros menores."<br><br>A difusão dos computadores de telas planas, com tecnologias de plasma ou cristal líquido, terá um impacto ruim na balança comercial dos eletrônicos. O Brasil tem duas fábricas de tubos de raios catódicos, usados na geração anterior de televisores. Nenhuma de telas de cristal líquido ou plasma. Nos próximos anos, a tecnologia deve perder espaço. <br><br>Em 2005, já foram vendidos, em todo o mundo, mais televisores de cristal líquido e plasma que de tubo. Os televisores convencionais têm um índice de mais de 60% de nacionalização no Brasil, enquanto que, no cristal líquido, este índice fica entre 15% e 20%.<br><br>"Todas as fábricas de telas planas estão na Coréia, Taiwan, Japão e China", destacou o holandês Daniel den Engelsen, professor das universidades chinesas de Nanjing e Chengdu, que trabalhou por muitos anos no laboratório de telas da Philips. Ele não enxerga muito espaço para o Brasil nas tecnologias que já estão maduras no mercado, mas apontou algumas oportunidades. <br><br>Uma delas está em telas reflexivas de cristal líquido, que podem ser usadas em aplicações como livros eletrônicos e alguns tipos de telefones celulares. Outra está em lâmpadas que são usadas para iluminação de fundo (backlight) em telas de cristal líquido. O Cenpra, que pertence ao Ministério da Ciência e Tecnologia, tem projetos nessa área. No ano passado, o mercado de unidades de backlight movimentou US$ 13 bilhões no mundo.<br><br>"Seria inteligente o Brasil começar agora um projeto de televisão tridimensional", afirmou Engelsen. Ele destacou que a tecnologia de cristal líquido é a que mais cresce no mundo, compensando o declínio dos tubos de raios catódicos. O plasma vai sendo empregado em telas cada vez maiores. Para telas pequenas, como os celulares, a tecnologia que ganha mais espaço se chama Oled, sigla de Organic Light-Emitting Diode. <br><br>"O cristal líquido de matriz ativa será a tecnologia dominante na próxima década", apontou o professor. Para ele, existem oportunidades para o Brasil em Oled, apesar do alto investimento. Uma fábrica para telas pequenas exigiria investimento de centenas de milhões de dólares.<br><br>"Muitos se preocupam com a fabricação de telas, mas é muito mais lucrativa a produção de insumos", disse Victor Mammana, pesquisador do Cenpra. Ele enxerga espaço para a inserção do Brasil em projetos internacionais. "O panorama de pesquisa e desenvolvimento mudou muito desde a década de 1990." Há dois anos o Cenpra participa de um projeto de pesquisa de telas para a HP, com mais sete instituições internacionais. <br>  ]]></Texto>

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