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 <DataGeracaoArquivo>Seg, 25 Set 2006 09:21:11 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Tablaturas de graça podem sumir da Internet]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Depois dos programas para compartilhar arquivos, a indústria da música elegeu agora um novo oponente: os músicos. Nos últimos meses, representantes das editoras de música - que detêm os direitos autorais sobre as composições - têm ameaçado fechar sites de tablaturas com ações judiciais.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[Tablaturas são partituras facilitadas, só com cifras, que ensinam a tocar uma música, geralmente para violão ou guitarra.<br><br>A batalha é parecida com a guerra entre as gravadoras e programas de troca de músicas, como o Kazaa, e seus usuários. Mas agora ela envolve sites gratuitos como o Olga.net, GuitarTabs.com, o MyGuitarTabs.com e grupos de discussão do Google, usados por internautas para trocar tablaturas.<br><br>"Pegar partituras de graça na internet prejudica os autores", diz Lauren Keiser, presidente da Associação de Editoras de Música dos EUA e executivo-chefe da uma editora. Segundo ele, o custo total para colocar uma tablatura legalmente na internet seria de US$ 800. <br><br>As ações não distinguem se as tablaturas foram feitas pelos músicos ou copiadas de algum livro ou revista de música. As editoras, que dividem o dinheiro dos direitos autorais com as publicações, alegam que mesmo as tablaturas erradas estão protegidas pela lei.<br><br>Até agora, a associação de Lauren fechou diversos sites e pressionou outros a remover todas as tablaturas, mas os usuários logo migraram para outros endereços. As editoras disseram que, se os sites não retirassem o material, poderiam encarar ações legais ou até forçariam os provedores que mantêm as páginas a fechá-las.<br><br>Os sites removeram as tablaturas com má vontade, mas argumentam que são apenas um espaço de discussão sobre técnicas de guitarra. Além disso, dizem que ajudam a indústria musical. "Tocar guitarra só ganhou popularidade por causa de sites como o meu", diz Robert Balch, que faz o Guitar Tab Universe (guitartabs.cc).<br><br>Balch retirou as tablaturas no final de julho por ordem das editoras. "Os sites criam novos consumidores para as editoras. Pensava que isso fosse de interesse delas."<br><br>Anthony DeGidio, advogado do site Olga.net, tirado do ar, ainda não tem uma estratégia legal e não se decidiu se o site vai pagar por licenças.<br><br>A renda das páginas de tablaturas é desconhecida porque são sites privados que não informam números. Mas, com o crescimento do mercado de propaganda, um site com bom número de visitantes poder gerar lucro razoável.<br><br>Steve Langdon, um porta-voz do Google, diz que a empresa removeria os grupos de troca de tablaturas se as editoras pedissem e se o Google considerasse que elas tem razão.<br><br>O presidente da associação de editoras, Lauren Keiser, afirma que no começo dos anos 90, quando os sites não existiam, as revistas e livros de tablaturas vendiam 25 mil exemplares por ano nos EUA. Agora, a mais popular vende 5 mil, no máximo.<br><br>Mas Mike Happoldt, que tocava guitarra na banda Sublime nos anos 90, é a favor dos sites. "Isso é ganância por parte das editoras", afirma Mike, o guitarrista da música What I Got. "Posso estar perdendo dinheiro por causa dos sites, mas, como um músico, eles me dão um serviço útil."<br><br>Jonathan Zittrain é professor de regulação na internet da Universidade de Oxford e diz que "não está claro" se os argumentos das editoras seriam aprovados na Justiça porque não existe nenhuma legislação sobre tablaturas. <br><br>Segundo ele, os sites poderiam se enquadrar na defesa pela liberdade de expressão. Mas a Suprema Corte dos EUA não tem uma posição clara. "Essa pode ser a única razão da enorme quantidade de tablaturas que podem ser encontradas na internet livremente".<br><br>Já Doug Osborn, vice-presidente executivo da Ultimate-Guitar.com, diz que não violou as leis porque o site está registrado na Rússia e está de acordo com as regras de lá.<br><br>Um usuário de um site de discussão não duvida que as editoras vão ganhar a disputa, mas acha que, ironicamente, os beneficiários serão os músicos porque terão acesso, por um preço acessível, "às notas originais, ao contrário das porcarias que estão hoje na web".<br><br>Para Tim Reiland, do site de partituras licenciado Musicnotes, menos de 25% das músicas se tornam tablaturas. A maioria não tem valor comercial. "É importante que as pessoas transcrevam as músicas que gostam, mas as tablaturas podem ser uma boa fonte de renda para os autores das músicas", afirma. As informações são de O Estado de S.Paulo/Link. <br>  ]]></Texto>

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