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 <DataGeracaoArquivo>Seg, 4 Set 2006 09:21:50 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Stuhlberger diz que vendeu Telemar ON p/realizar lucro e nega insider]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Uma venda para realizar lucro de um investimento antigo. Foi assim que Luis Stuhlberger, sócio e diretor da Hedging-Griffo, justificou a decisão de alugar e vender ações ON da Telemar no dia 17 de agosto. Uma disparada de 215% no empréstimo do ativo nessa data chamou a atenção do mercado e é o estopim de uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre o vazamento de informações ligadas à reestruturação da Telemar. O episódio já resultou no pedido de afastamento do diretor da autarquia Sérgio Weguelin, que trocou e-mails com um investidor estrangeiro, nesse mesmo dia, a respeito da atuação da autarquia no caso. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[Stuhlberger nega o uso de informação privilegiada e diz que suas operações fizeram parte de uma estratégia de gestão dos fundos de investimento sob sua responsabilidade. "Tudo foi em benefício dos clientes. Vendi muito (Telemar ON). Tomei emprestado e vendi."<br><br>Em entrevista à Agência Estado, durante quase duas horas, o executivo mostrou documentos, gráficos e tabelas, sempre acompanhado de um analista de telecomunicações e de uma advogada. Segundo ele, a iniciativa de explicar-se e tornar público seus argumentos (inclusive no site da Griffo - www.griffo.com.br) é para deixar transparente sua atuação e a da asset, além de poupar "gente inocente". "Dou esses esclarecimento para dizer que não há nenhum gringo. O gringo soy yo."<br><br>Stuhlberger diz que não teve contato com nenhum fundo estrangeiro e nem com a CVM. "Nem sei o nome dele, não conheço essas pessoas. Vendi pela minha lógica de gestor", afirma. "Essa história é um mero acaso."<br><br>Ele defende a apuração do episódio e diz que irá depor na CVM quando for chamado. "Estou com a consciência tranqüila."<br><br>O diretor conta que possui em carteira ações ON da operadora da Telemar (TMAR3), uma posição que vem montando desde 2003 e que, desde então, acumula valorização de aproximadamente 150%. O ativo, disse, começou a ser adquirido quando havia um desconto de aproximadamente 20% em relação aos papéis PN da Telemar holding (TNLP4) e serviria de "proteção", na hipótese de o controle da companhia vir a ser vendido - gerando uma oferta de tag along. Como TMAR3 tem pouca liquidez, explicou, as operações da Griffo são feitas por meio da "irmã" TNLP3 (Telemar holding ON). <br><br>O executivo afirma ter chegado cedo ao escritório no dia 17 de agosto e, tomando conhecimento do fato relevante da Telemar cancelando a oferta pública de ações ON, ordenou: "Aluga tudo que puder (em Telemar ON) e vamos vender. Metade da posição." A estratégia, destacou, teria sido montada a partir do seguinte raciocínio: como Telemar ON já havia subido bastante e estava valendo 2,4 vezes a PN, a chance de ganho com um possível sucesso da reestruturação e a confirmação da relação de troca (2,6 vezes), lucro esse estimado em 8%, não valeria a pena. <br><br>Na avaliação de Stuhlberger, a possibilidade de lucrar mais 8% embutia um risco de perda superior a 30%, caso a operação não fosse concluída e a relação entre os papéis voltasse para o nível anterior ao anúncio (abaixo de 1,6 vez). Diante desse cenário, afirmou, ele teria optado por realizar o lucro - via operação de empréstimo de Telemar ON (TNLP3) para vendê-la -, sobretudo após consultar advogados e convencer-se de que existe a possibilidade de grandes entraves jurídicos à reorganização. <br><br>Ele detalhou que as vendas de Telemar ON, no dia 17, somaram aproximadamente R$ 27 milhões, menos da metade do que os fundos da Griffo contabilizavam em TMAR3 na mesma data (R$ 60 milhões). <br><br>O diretor garante que não repetiu a estratégia no pregão no dia 21 de agosto, o primeiro após a divulgação de um parecer da CVM que se aplica à reestruturação Telemar, e que, na prática, colocou um enorme entrave para a aprovação do processo - provocando fortes quedas nos papéis ordinários da empresa (Telemar ON desabou 18,8%). "Nesse dia perdi dinheiro", afirmou. <br><br>Pelas contas de Stuhlberger, as transações ligadas ao empréstimo de Telemar ON geraram lucro contábil de cerca de R$ 6 milhões, ante uma perda próxima de R$ 12 milhões com a posição comprada de TMAR3. Dessa forma, o saldo da operação teria ficado negativo, em R$ 6 milhões, entre a quinta e a segunda-feira. <br><br>O executivo também afastou qualquer ligação dos fatos com as decisões internas da Associação dos Investidores do Mercado de Capitais (Amec), da qual também é diretor. Em reunião no dia 17 de agosto, a entidade havia decidido divulgar um comunicado na imprensa contestando a operação da Telemar, fato que poderia pesar contra as ações ON. Segundo o diretor, as operações da Griffo foram feitas antes do encontro, no qual estava presente. "Quando a Amec se reuniu eu já tinha vendido tudo", garantiu. <br><br>O anúncio da associação seria feito na terça-feira (22), após o vencimento de opções na Bovespa. No entanto, como a decisão da CVM de certa forma atendia aos anseios da entidade, a publicação foi cancelada. <br>  ]]></Texto>

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