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 <DataGeracaoArquivo>Qui, 31 Ago 2006 21:11:24 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Disparada de aluguel de Telemar ON em 17/8 chama atenção do mercado]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Uma explosão de 215% no aluguel de ações ordinárias da Telemar, no dia 17 de agosto, chamou a atenção do mercado. O caso envolve a reestruturação societária da companhia, que opõe controladores e minoritários com e sem direito a voto. A disparada no empréstimo de papéis ON da operadora coincidiu com o dia em que a empresa divulgou um fato relevante desistindo da oferta secundária de ações, mas mantendo todos os outros pontos da operação. Esse aumento nas posições também veio um dia antes de a CVM divulgar, após o fechamento do mercado, um parecer que colocou um grande entrave para a aprovação da reorganização e provocou fortes quedas nos papéis ordinários. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[O aluguel de Telemar ON atingiu um total de 621,4 mil papéis no dia 17, ante 197,3 mil no pregão anterior. Em 18 de agosto, houve novo salto, para 905,7 mil ações alugadas. Para se ter uma idéia, a média diária que vinha sendo verificada em agosto, até o dia 16, estava em 182,7 mil unidades. O montante registrado em 18 de agosto estabeleceu na época um novo recorde do papel para o ano. Até então, a maior marca de empréstimo de Telemar ON tinha sido em 13 de abril (878,3 mil) - um pregão anterior ao primeiro comunicado da reestruturação por parte da companhia. <br><br>Os dados sobre o empréstimo do ativo foram compilados pela BlankSys, com base em informações da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), a pedido da Agência Estado. A operação de aluguel de ações é feita normalmente para montar operações de curto prazo (short, no jargão do mercado) na qual se vislumbra uma queda na cotação de determinado papel. Confirmado o movimento, compra-se a ação mais barata no mercado à vista para devolvê-la ao doador. Telemar ON desabou 18,8% no primeiro pregão após a decisão da CVM (21 de agosto) - registrando queda de 23,2% no pior momento daquele dia. Desde então, segue em baixa (28% no acumulado), exceto no dia 22 de agosto, quando houve uma leve reação, de 1%. <br><br>A desvalorização dos papéis ON se justifica por uma mudança relevante na conjuntura ligada à reestruturação da Telemar. Antes do parecer da autarquia, o mercado não via dificuldades para que os controladores aprovassem a reorganização nos moldes originais - pelos quais, na etapa final, haveria um aumento de participação dos ordinaristas e uma diluição dos preferencialistas. Agora, no entanto, sem que os detentores de ON possam votar na assembléia, existem chances reais de que a operação seja cancelada. <br><br>Apesar do forte movimento verificado com o aluguel de ações ON da Telemar, nenhum dos limites previstos no controle de risco da Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC) foi excedido, segundo fontes que acompanham tais operações. O fato não chega a surpreender, pois as margens são elásticas e não se tem notícia de rompimento de limites envolvendo papéis com alta liquidez. <br><br>Em sua página na Internet (www.cblc.com.br), a CBLC informa apenas uma série histórica de 15 dias úteis sobre o aluguel de ações e não detalha sequer as corretoras que realizaram as operações. A entidade afirmou, via assessoria de imprensa, que os negócios realizados por investidores são protegidos pela legislação do sigilo fiscal.<br><br>O órgão regulador, no entanto, recebe diariamente um informe detalhando as operações de aluguel do dia, inclusive com a identificação do cliente final. O procedimento é padrão e supera, por exemplo, as normas de controle vistas em mercados desenvolvidos, como o norte-americano. <br><br>Mesmo sem a identificação dos participantes, chama atenção dos especialistas a ousadia das posições assumidas, ou seja, a aposta firme de que o papel começaria a cair em algum momento. Isso porque operações short como esta são consideradas no mercado como "de alto risco". <br><br>Para se ter uma idéia, os interessados em alugar papéis ON da Telemar têm obrigatoriamente de depositar na CBLC garantias equivalentes a 108% do valor que está tomando emprestado. Atualmente, para participar dessa operação, a ponta doadora exige uma remuneração média de 7,92%. Os tomadores, em média, concordam hoje em pagar uma taxa de 8,04%. A diferença fica para a corretora que intermediou o negócio. <br><br>O risco da operação está exatamente na hipótese de, havendo uma pressão vendedora sobre determinado ativo, o mercado sair comprando e estancar, ou até mesmo inverter, o movimento. Se isso ocorrer, quem ficou "vendido" no curto prazo terá de honrar as chamadas de margem da CBLC. Vale lembrar que as garantias são depositadas antecipadamente. <br>  ]]></Texto>

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