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 <DataGeracaoArquivo>Qua, 23 Ago 2006 21:16:02 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Candidatos usam novos artifícios na campanha via web]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Por Maurício Moraes e silva<BR><BR>Foi-se o tempo em que a propaganda eleitoral na internet ficava restrita a home pages com as propostas dos candidatos. De olho no potencial da rede e por economia, muitos políticos resolveram apostar em novas ferramentas para tentar conquistar eleitores pela web na campanha deste ano. A panfletagem online inclui colocar vídeos no site YouTube, adicionar eleitores na comunidade virtual Orkut e fazer propaganda usando mensageiros instantâneos, entre outros artifícios.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[Até o telefone móvel foi "convocado". No site de campanha do deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ), por exemplo, existe uma ferramenta que permite aos eleitores enviar torpedos SMS, dizendo que o apóiam, para amigos. Outro link leva a folders e adesivos prontos para imprimir, recortar e distribuir. Dá ainda para ligar para um número de telefone, deixar uma mensagem e, depois, ouvi-la via internet. Há a intenção de, em breve, incluir depoimentos em vídeo.<BR><BR>Segundo Gabeira, ainda não dá para dizer que essas ferramentas se tornaram essenciais para quem quer ser eleito. "Não se pode definir o mesmo caminho para todos, mas, para nós, são indispensáveis." Ele afirma que, em 2002, a web serviu como instrumento de organização da campanha. "Agora, é de organização e de descentralização do trabalho. Todo o nosso material pode ser multiplicado." O deputado tem ainda uma comunidade oficial no Orkut e pensa em abrir um site semelhante, dentro da sua home page, reunindo seus apoiadores.<BR><BR>Aproveitando a fama crescente do YouTube (www.youtube.com), vários candidatos a deputado estadual ou federal colocaram vídeos de campanha no site. A maioria pôs no ar o trecho em que aparece no programa eleitoral da TV e, talvez por isso, obteve audiência próxima de zero. Exceção à regra, a vereadora Soninha Francine (PT-SP), candidata a deputada federal, gravou sozinha um depoimento de 4 minutos em casa e jogou na página. Deu certo. Mesmo com o áudio fora de sincronia, o vídeo já teve mais de 2.800 espectadores.<BR><BR>Uma das razões que a levaram a optar pelo YouTube foi a economia - ninguém paga nada para usar o serviço. "Me faz mal saber o quanto se gasta em uma campanha." Pesou também a facilidade de atingir muitas pessoas por meio do site. "A capacidade de propagação de um negócio desses é absurda", diz. "Outro motivo é que não é impositivo. O cara que não quiser não clica." Ela pretende incluir novos depoimentos para responder a dúvidas comuns dos eleitores.<BR><BR>Outros políticos decidiram fazer corpo-a-corpo em comunidades virtuais. O candidato Jorge Batista Bento, o Jorginho d’Orkut (PRONA - MG), criou mais de 50 perfis no site de relacionamentos e conta com milhares de "amigos". Seu site pessoal tem aparência idêntica à do Orkut. A idéia de buscar eleitores usando o serviço surgiu como forma de contornar a falta de recursos. "Se eu vencer, será muito mais fácil me fiscalizarem." <BR><BR>O Orkut também tem servido de outdoor online. Contratado pela campanha do candidato a governador de Pernambuco Mendonça Filho (PFL), o programador Beto Toledo criou um sistema que cola um adesivo virtual do candidato a qualquer foto. Depois, seus apoiadores exibem a imagem com a propaganda no site de relacionamentos. "Já foram feitas 8.000 fotos." Ele criou até emoticons eleitorais para o MSN. Será que tudo isso vai dar certo? A resposta virá em 1º de outubro. <BR><BR><BR>VEJA CENAS MEMORÁVEIS DA POLÍTICA BRASILEIRA<BR><BR>"Pobre vota em pobre." "Bote fé no velhinho, que o velhinho é demais. Bote fé no velhinho que ele sabe o que faz." "Lá-lá-lá-lá-lá-Brizoooo-la..." "Aqui você vê o que não vê na outra TV. Rede Poooo-vo!" Lembrou? Quem tem 30 anos ou mais provavelmente saberá que essas frases fazem parte de jingles e slogans da campanha à Presidência de 1989. Mas mesmo quem era muito jovem para se recordar pode conhecer algumas cenas imperdíveis daquela disputa, uma das mais marcantes e acirradas da história nacional. Vários vídeos extraídos do horário político daquela época estão disponíveis no YouTube.<BR><BR>Foi a primeira eleição direta para o cargo após mais de duas décadas de ditadura militar e havia mais de 20 candidatos, como o impagável Marronzinho - até Silvio Santos tentou concorrer. Para encontrar essas pérolas, entre em www.youtube.com e digite Eleições 1989. Nas coletâneas de vídeos você vai perceber como as coisas mudaram. Hoje, dificilmente a Justiça Eleitoral permitiria vários trechos daqueles programas.<BR><BR>Como não dá para viver só do passado, basta digitar Horario politico (assim mesmo, sem acentos) para ver alguns dos momentos mais engraçados do horário eleitoral deste ano. Cortesia do professor Rogério Maciel, que seleciona os trechos mais bizarros e põe no ar quase todos os dias. "Tem candidato que diz o mesmo texto há 20 anos", conta.<BR>]]></Texto>

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