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 <Titulo><![CDATA[Vivo tem estratégia para manter liderança com "Projeto Impulso"]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[A Vivo não pretende perder a liderança do mercado brasileiro de telefonia celular. "De jeito nenhum", afirmou o presidente da operadora, Roberto Lima. O executivo destacou que a companhia fará "tudo aquilo que puder ser feito" para que isto não aconteça, mesmo que a Claro mantenha o apetite pelo topo deste segmento como vem mostrando. O grupo mexicano declarou que almeja ser o nº 1 do Brasil, tanto em base de assinantes como em faturamento. Atualmente, ocupa a terceira posição, atrás da Vivo e da TIM, respectivamente.]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[Lima destacou que a companhia sabe muito bem quais são suas prioridades e já está trabalhando fortemente nisso. As questões urgentes a serem solucionadas, segundo o executivo, são a busca pela cobertura nacional, a integração de sistemas, a unificação societária, e a eliminação de fraudes e clonagens, que já foram reduzidas em 90%. Ele contou que desde abril foram formadas oito frentes de trabalho dentro da Vivo para atuar na melhoria de eficiência da empresa, naquilo que foi recebeu o nome de "Projeto Impulso". Cada frente possui um líder e diversos projetos, num total de 25, com recursos específicos e metas a serem cumpridas. Lima realiza reuniões semanais com os líderes dessas frentes para acompanhar o desenvolvimento dos projetos. <br><br>O executivo afirmou que a redução de custos para ganho de rentabilidade é o próximo grande desafio a ser focado pela companhia, embora já seja alvo constante de atenção da administração. "Custo é como unha: tem que cortar sempre", disse Lima, utilizando a velha máxima empresarial. A rede GSM e o projeto comercial do novo padrão é um dos oito grupos de trabalho.<br><br>A receita para manter a liderança, segundo ele, é a garantia da qualidade do serviço prestado ao cliente. O caminho até essa satisfação passa pelo enfrentamento dos desafios do grupo. O contentamento da Vivo, por sua vez, virá quando a margem Ebitda for superior aos 30%, meta da concorrente Claro. <br><br>Na opinião do presidente da empresa, no Brasil, esse porcentual não é adequado, pois não representa fluxo de caixa livre realmente. Para ele, o nível razoável está entre 30% e 40%, pois aqui no País há muitos gastos com impostos e taxas do setor, bem como investimentos necessários e inerentes à operação. O executivo reforçou que a Vivo também se beneficiária da escala de seus controladores e chamou a atenção para o fato de que GSM na faixa de 850 Mhz terá uma grande escala na América Latina. É nesta freqüência que a companhia implementará a maior parte da rede no padrão europeu. <br><br>Lima afirmou que todos estes esforços somente estão sendo realizados porque o clima entre os sócios está muito bom. "O cenário atual exige decisões fortes." Segundo ele, nunca houve um momento na Vivo em que a governança estivesse tão positiva. "Não se faz um projeto do tamanho do nosso em GSM se os acionistas não estiverem muito alinhados." <br><br>O discurso do executivo completa o posicionamento do presidente da Portugal Telecom, Henrique Granadeiro. Segundo ele, o foco atual da empresa portuguesa é a nova rede da Vivo, no padrão tecnológico europeu e que colocará a operadora em um novo patamar de competitividade no Brasil. De acordo com ele, a administração atual da companhia portuguesa não tem nenhuma intenção de vender sua participação. O executivo da Portugal Telecom destacou que o assunto não está em discussão entre os sócios. <br><br>Granadeiro não vê necessidade de integração de rede fixa e móvel como essencial. Lima afirmou que a Vivo já vem ampliando as sinergias com a Telefônica e deve continuar fazendo-o. Ele contou que desde outubro do ano passado - três meses após assumir a liderança da empresa, portanto - foi criado um grupo de integração com a operadora fixa paulista. De acordo com ele, os temas são tratados entre ele e Stael Prata, diretor geral da Telefônica, que ocupa o cargo deixado por Manoel Amorim, executivo que iniciou a formação deste grupo para sinergias.<br><br>De acordo com o presidente da Vivo, os esforços já trouxeram resultados na área de circuitos, pois a operadora utilizada a infra-estrutura fixa da companhia espanhola no Estado de São Paulo, o que implica em redução de investimentos, e também na parte comercial. Ele destacou que a força de vendas da Telefônica já oferece as placas de banda larga sem fio da Vivo, bem como as lojas de atendimento da operadora têm serviços para os clientes da rede fixa. Lima preferiu, entretanto, não falar em projetos futuros, mas admitiu que por maior que seja a integração as contas não deverão ser conjuntas, como os modelos alcançados pelas integradas Brasil Telecom e Telemar. <br>  ]]></Texto>

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