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 <Olho><![CDATA[Cuidado com a "coleira eletrônica"]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[Por Kátia Arima<br>Logo quando acorda, antes mesmo de sair da cama, o coordenador de TI Leonardo Bruno Brandileone checa seus e-mails no Blackberry. Em casa, dentro do carro e até nas férias, ele confere na tela do aparelho se chegaram novas mensagens. "Minha namorada reclama, brinca que vai jogar o Blackberry fora", conta.<br><br>Mas ele não se incomoda e vê muitos benefícios no aparelho. "De um jeito ou de outro, a informação terá de chegar, pois tenho um cargo de responsabilidade", afirma. "A diferença é que, com o Blackberry, ela chega antes e posso resolver mais rápido."<br><br>De Brandileone, partiu a idéia de distribuir o Blackberry para funcionários do escritório de Direito Internacional onde trabalha. "Como a empresa é multinacional, o Blackberry facilita a comunicação entre escritórios que ficam em países com diferentes fusos-horários", diz.<br><br>O diretor-geral da Texas Instrument no Brasil, Antônio Motta, considera o Blackberry uma ferramenta muito útil e não se diz "escravo" do aparelho. "Quando faço viagens curtas, levo o Blackberry comigo e deixo o notebook", afirma ele, que passa boa parte do dia longe do escritório.<br><br>Motta conta que, quando começou a usar o aparelho, ficou um pouco "viciado", mas, depois, resolveu impor uma disciplina. "No fim de semana, checo apenas uma vez por dia, para ver se tem algo urgente."<br><br>A vice-presidente da Herbalife do Brasil, Eneida Bini, considera o Blackberry muito amigável. "É fácil de manipular, portátil, você não precisa ligar ou conectar e tem uma bateria que dura bastante", diz. Porém ela não dispensa o notebook. "O Blackberry não serve para desenvolver uma apresentação, uma planilha."<br><br>Por dia, ela recebe cerca de 200 mensagens de e-mail. "Posso checar quando estou no aeroporto, num almoço de negócios, na sala de espera do consultório médico", diz. <br><br>A jornalista de moda Alexandra Farah foi uma das primeiras a adquirir o Blackberry para pessoa física pela Claro. "Desde o ano passado, eu estava louca para ter um", diz ela, que conheceu o aparelho numa viagem a Nova York. Tanto que resolveu comprar um aparelho mesmo antes de o serviço ser oferecido no Brasil. "Vou muito a eventos de moda e nem sempre é fácil conectar meu notebook à internet", diz. "O Blackberry me deu liberdade."<br><br>Os donos de Blackberry precisam de disciplina para não se tornarem "escravos" do e-mail, afirma a presidente do International Stress Management Association do Brasil (Associação Internacional de Gerenciamento de Stress, ISMA-BR), Ana Maria Rossi. "É preciso colocar limites para não perder qualidade de vida", recomenda. Nos Estados Unidos, o apelido do Blackberry é "Crackberry", fazendo referência ao vício ao crack.<br><br>Ana Maria explica que não é o tempo de uso da tecnologia que indica se a pessoa está estressada. "O problema é o efeito que isso causa na pessoa", diz. "Se ela fica desesperada porque perdeu a conexão, por exemplo, é um problema."<br>  ]]></Texto>

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