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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 7 Fev 2006 07:30:44 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Internet e celular abrem porta para desenvolvedor de jogos]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência Estado]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Ninguém fabrica videogames no Brasil. Os PlayStations, Nintendos e X-boxes, desejados por muitos brasileiros, só chegam por importação ou por contrabando. "E a maioria vem por contrabando", lamenta o vice-presidente da Associação Brasileira de Desenvolvedores de Games (Abragames), Scylla Costa. Isso deixa o Brasil de fora de 70% do comércio mundial de jogos eletrônicos, que compreende a produção de jogos para esses aparelhos. "Por outro lado, estamos nos desenvolvendo muito em outras frentes."]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[O faturamento das desenvolvedoras de jogos brasileiras é de R$ 20 milhões e cresce na faixa de 30% ao ano, atuando em dois mercados que estão em expansão: telefonia celular e internet. "Jogos para celular e advergames (jogos promocionais) estão sendo produzidos aqui com a qualidade exigida mundialmente. Nestes segmentos estamos muito bem," diz Costa.<br><br>A Délirus, empresa incubada em Campinas, fechou uma parceria com a Tec Toy para desenvolver jogos para celular. "Temos tecnologia para isso e, a curto prazo, já devemos ver os primeiros resultados", conta um dos sócios da empresa, André Penha. "Devemos também abrir um escritório em Paris para entrar no mercado europeu e a longo prazo continuaremos a fazer jogos para outras plataformas." Desde janeiro de 2004 a Délirus desenvolve jogos em cinco línguas para PC, celulares, PDAs e smartphones.<br><br>A Dev Works trabalha com advergames, jogos que servem como marketing para as empresas que solicitam o serviço. "Já fizemos jogos para os sites da Nestlé, Coca-Cola e Telefônica", diz o sócio-diretor Marcelo Carvalho. "Uma vez uma empresa nos pediu um joguinho bobinho, e fizemos. Pois o joguinho bobinho foi o item mais clicado do site! Hoje as empresas sabem que esses jogos atraem as pessoas, e pedem produtos bem mais complexos."<br><br>Carvalho diz que a empresa exportou o jogo Bears and Bees para vários países e investe também na criação de jogos online. "Nosso produto que mais cresce é o portal www.gametrack.com.br." No site, internautas podem jogar online com outras pessoas versões de War, Imagem e Ação e Super Trunfo.<br><br>"Percebemos que havia internautas querendo jogar de vez em quando alguns jogos diferentes dos Counter Strike e Ragnarök que se encontram nas lan houses", conta o diretor. "Resolvemos investir nos jogos casuais, fizemos uma parceria com a Grow e já temos 35 mil assinantes." Por valores entre R$ 8 e R$ 35 reais por mês, o internauta - com idade média de 28 anos - tem acesso aos jogos do site. "Eles já organizaram até campeonatos de War sozinhos. Como são assinantes, acessam com freqüência e criaram comunidades no Orkut para combinar jogos."<br><br>Na recifense Jynx, o trabalho gira em torno dos advergames e dos "jogos para compreensão de conceitos". "Não são como os jogos educativos tradicionais", diz o executivo-chefe André Araújo. "É um jogo normal, 3D, com obstáculos e tarefas, mas que ensina algo ao jogador ao longo do trajeto." Ele cita como exemplo um jogo de skate lançado para a escola de idiomas Yázigi. "A pessoa joga, desvia dos obstáculos, e enquanto isso grava palavras e expressões." A Jynx está também criando um jogo para o Sebrae, em que o jogador precisa montar um restaurante self-service. "Ele vai ter de escolher ponto, comprar equipamentos e atender clientes."<br><br>Costa, da Abragames, acredita que a qualidade dos jogos brasileiros ainda deve crescer. "Estão surgindo cursos técnicos e de extensão em desenvolvimento de jogos." Já há pólos de destaque em São Paulo, Rio, Paraná, Rio Grande do Sul e Recife.<br><br>Além da falta de mão-de-obra, os custos de produção dificultam o desenvolvimento deste mercado no Brasil. Um jogo para celular custa em média R$ 40 mil para ser desenvolvido. Para PC, R$ 400 mil. Já um jogo online de grande porte pode ultrapassar os R$ 20 milhões. "E é raro encontrar financiamento para estes projetos", diz. "O mercado de jogos eletrônicos movimenta R$ 30 bilhões por ano no mundo, e o Brasil precisa se inserir com mais força." As informações são de O Estado de S.Paulo. <br>  ]]></Texto>

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