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 <Titulo><![CDATA[Pequim aumentará restrições às adoções de crianças chinesas por estrangeiros]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[A China imporá mais barreiras a  estrangeiros que queiram adotar crianças chinesas e estuda proibir a  adoção por pessoas solteiras, com mais de 50 anos ou obesas, através  de uma nova lei que pode entrar em vigor em 2007, informaram hoje  fontes do Ministério de Assuntos Civis.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   A nova regra, uma emenda à Lei de Adoções de 1992, é debatida na  Assembléia Nacional Popular, principal órgão legislativo da China,  afirmou o porta-voz do ministério.  <br><br>   Espera-se também que a lei impeça a adoção por pais com problemas  de ansiedade e depressão, ou com renda inferior a um certo nível,  entre outros.  <br><br>   Levando em conta o processo legislativo chinês, a lei poderia  entrar em vigor durante a primeira metade de 2007.  <br><br>   Uma agência americana de adoção (o país que mais adota crianças  chinesas, com cerca de 8.000 ao ano) afirmou que a lei entrará em  vigor em 1º de maio, de acordo com informações da imprensa  americana.  <br><br>   O Centro Chinês de Adoções, organismo que regula as adoções  estrangeiras, preferiu não comentar a nova lei.  <br><br>   A China assinou na segunda metade deste ano um convênio bilateral  com a Itália para adoção de menores e a Alemanha está prestes a  conseguir um acordo similar.  <br><br>   A maioria das crianças adotadas na China é do sexo feminino,  meninas muitas vezes abandonadas por famílias rurais. Os abandonos  de meninas são conseqüência da "política do filho único", que proíbe  os pais chineses de ter mais de um descendente.  <br><br>   Por causa dela, as famílias do campo - onde há ainda a  mentalidade de que as filhas são "menos valiosas" que os filhos -  recorrem às vezes a medidas desesperadas.  <br><br>   A política do filho único, em vigor há 25 anos, tenta reduzir os  abandonos, permitindo às famílias rurais ter um segundo filho se o  primeiro for menina.  <br><br>   Com a política do filho único, Pequim conseguiu deter em grande  medida seu crescimento demográfico e espera que sua enorme população  (1,3 bilhão de habitantes) comece a diminuir por volta de meados  deste século, quando a China será superada pela Índia como o país  mais populoso do mundo caso esta não tome medidas de controle  populacional.  <br><br>   Apesar do aumento das barreiras, a China ainda é um dos países  mais transparentes nos processos de adoção, em comparação com países  do leste europeu, africanos ou latino-americanos.  <br><br>   Na China, nem todos os orfanatos são credenciados para oferecer  crianças para adoção a estrangeiros: apenas os que reúnem melhores  condições sanitárias e de higiene.  <br><br>   As autoridades sanitárias chinesas tentam melhorar, no entanto,  as condições dos orfanatos, o que poderia aumentar no futuro o  número de meninos e meninas passíveis de serem adotados por  estrangeiros.  <br><br>   Um dos grupos que mais poderiam ser atingidos com a eventual  aprovação da lei é o dos homossexuais. No caso, seria levada em  conta a proibição aos solteiros, já que o casamento entre pessoas do  mesmo sexo é legalizado em poucos países.  <br><br>   Além disso, o site oficial do Centro Chinês de Adoções afirma que  os homossexuais não podem adotar porque são considerados pessoas com  "desordem mental".  <br><br>   Trata-se de uma informação chocante, uma vez que em 2001 o  Governo chinês - cujo site também inclui o comentário anterior -  aboliu as leis que proibiam o homossexualismo e o consideravam um  problema médico.]]></Texto>

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