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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 5 Dez 2006 11:46:06 -0200</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[PMA pede ajuda para operação urgente na República Centro-Africana]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[O Programa Mundial de Alimentos das  Nações Unidas (PMA) pediu hoje ajuda da comunidade internacional  para operações de assistência alimentar na República  Centro-Africana, que está em uma difícil situação devido ao conflito  entre o Chade e o Sudão.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   Segundo um comunicado divulgado em Johanesburgo, a organização  está preocupada com a situação que atinge as áreas mais povoadas,  "onde se acredita que 150 mil pessoas vivem nas florestas e  sobrevivem com pouco mais que alimentos silvestres".  <br><br>   O noroeste era o "celeiro da República Centro-Africana" até o  início da guerra. Desde então, a escassez e o preço dos alimentos  mais básicos, como a mandioca, aumentaram e estenderam a miséria a  todo o país.  <br><br>   "Uma missão recente do PMA na região, perto de Paoua, viu as  pessoas correndo, em pânico, ao ouvirem os veículos se aproximar",  diz o relatório.  <br><br>   "Vários povoados foram queimados, outros estão desertos. Os  moradores fugiram para as florestas, a dieta é extremamente pobre,  as pessoas adoecem rapidamente e virtualmente não há cuidados  médicos, e muitas escolas estão fechadas ou funcionam mal", afirma.  <br><br>   "O mundo deve despertar para a realidade até o ponto de perceber  o sofrimento aqui na África Central", ressaltou o diretor do PMA no  país, Jean-Charles Dei.  <br><br>   "É duro compreender o trauma e o desespero de muitos dos afetados  por uma guerra que os alcançou. É uma crise humana muito real em uma  das mais esquecidas esquinas do mundo", lamentou.  <br><br>   O PMA precisa de US$ 11 milhões para garantir as operações na  região e assegurar que a situação não se deteriorará.  <br><br>   Durante quatro anos, o conflito no noroeste da República  Centro-Africana obrigou mais de 50 mil pessoas a atravessar as  fronteiras para viver em campos de refugiados no sul do Chade, mas o  PMA está preocupado com aqueles que permanecem no país.  <br><br>   Os que conseguiram voltar a seus povoados se depararam com novos  ataques, que destruíram os estoques de alimentos semanas após a  colheita e os deixaram com quase nada para sobreviver até a próxima  temporada de colheita, no final de 2007.  <br><br>   O conflito armado na República Centro-Africana, vizinha do Chade  e do Sudão, começou em 2004, pouco depois que o presidente François  Bozizé chegou ao poder através de um golpe de Estado.  <br><br>   O grupo rebelde União de Forças Democráticas pela Unidade ocupou  no final de novembro a cidade de Birao, perto da fronteira com o  Sudão, e avança rumo ao povoado de Bria, na metade do caminho para  Bangui, a capital da República Centro-Africana.  <br><br>   A região onde ocorrem as hostilidades está próxima a Darfur, uma  região do oeste do Sudão onde explodiu um conflito armado em  fevereiro de 2003, e perto do leste do Chade, onde opera um grupo  rebelde que quer derrubar o Governo.]]></Texto>

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