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 <Titulo><![CDATA[China: Ex-membro do PCCh alerta sobre venda de cargos públicos]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[A venda de cargos públicos se tornou uma  das principais manifestações da corrupção no Governo chinês, alertou  um ex-representante da organização do Partido Comunista da China  (PCCh), citado hoje pela agência estatal "Xinhua".  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   Zhang Quanjing, ex-diretor do departamento de organização do  PCCh, disse que "há pessoas dispostas a tudo, inclusive a matar,  para ascender em sua carreira profissional" dentro do partido  comunista, que tem 70 milhões de membros.  <br><br>   "É horrível ouvir que um oficial chinês matou seu superior só  para conseguir um posto mais alto", disse Zhang à revista "Southern  Weekly".  <br><br>   Zhang assumiu altas responsabilidades dentro do PCCh entre 1994 e  1999 e disse que, desde 1982, uma nova geração de membros do partido  menos ideológicos, porém mais qualificados, substituiu os antigos  quadros de comando, que chegaram a seus postos após lutar durante  anos pela causa socialista.  <br><br>   "Os antigos oficiais do PCCh, que sobreviveram aos tempos de  guerra, eram diferentes dos jovens de hoje, que tendem a pensar  (mais) neles mesmos e buscam, além de todo poder, salário, status,  alojamento e atendimento médico", lamentou Zhang, em entrevista ao  veículo.  <br><br>   "Esta forma de pensar é um caldo de cultura para inveja e promove  a compra de cargos para conseguir a promoção", acrescentou Zhang,  que também apelou por uma maior transparência na contratação de  funcionários para deter a compra e venda de postos governamentais.  <br><br>   Em 2005, 334 oficiais do PCCh receberam duras críticas por tentar  se promover ilegalmente dentro do partido e 97 foram punidos, de  acordo com as normas disciplinares em vigor.  <br><br>   Zhang avaliou a ajuda do público para abordar o problema e  lembrou que o envio de cartas e as delações ajudaram a revelar  vários casos de corrupção durante os últimos anos, o que mostra a  importância da sociedade na luta contra a corrupção.  <br><br>   Até o momento, pelo menos 85 mil funcionários públicos já foram  punidos em uma campanha implementada em 2003 e destinada a recuperar  a imagem ruim do Partido Comunista, construída pela corrupção  praticada por que seus comandantes.  <br><br>   O último escândalo de corrupção na China, o maior em dez anos,  revelou o desvio de 10 bilhões de iuanes (cerca de US$ 1,25 bilhão)  dos fundos de pensões de Xangai destinados a fazer empréstimos e  investimentos ilícitos.  <br><br>   Este episódio provocou a queda do mais alto funcionário político  da cidade em setembro, o secretário-geral do Partido Comunista da  China em Xangai, Chen Liangyu, e do responsável pelo Escritório de  Estatística nacional, Qiu Xiaohua, entre muitos outros altos  funcionários.  <br><br>   Desde sua chegada ao poder, o presidente da China, Hu Jintao,  defende o fim desta praga política que gera insatisfação entre a  população e descrédito para o partido que governa a China desde  1949.]]></Texto>

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