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 <Titulo><![CDATA[Nicarágua inicia "silêncio eleitoral" 72 horas antes das eleições]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[A Nicarágua inicia hoje "o silêncio  eleitoral", período de 72 horas que antecipa a votação de domingo no  qual não é feita campanha e a mídia fica à disposição do Conselho  Supremo Eleitoral.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   A campanha eleitoral, que começou no dia 19 de agosto, terminou  na noite de quarta-feira com diversas atividades, inclusive  carreatas em Manágua, atividade utilizada pela maioria dos cinco  candidatos que concorrem nestas eleições.  <br><br>   O candidato da Frente Sandinista de Libertação Nacional (FSLN),  Daniel Ortega, liderou nesta quarta-feira uma caravana que encerrou  sua campanha, cruzando a capital do oeste ao centro da cidade.  <br><br>   Ortega, que lidera as pesquisas de intenções de votos, mostrou-se  confiante na vitória. Ao mesmo tempo, acredita que seus adversários  continuarão com o que chama de "campanha suja" contra ele.  <br><br>   Entre terça e quarta-feira, os outros candidatos dirigiram à  população mensagens pelo rádio e pela televisão com o objetivo de  conseguir votos.  <br><br>   O candidato à Presidência do Movimento Renovador Sandinista  (MRS), Edmundo Jarquín - em quarto lugar nas pesquisas -, disse que  caso ganhe apoiará os milhares de pequenos e médios empresários do  país.  <br><br>   Por sua vez, o candidato pela Aliança Liberal Nicaragüense (ALN),  Eduardo Montealegre - em segundo lugar nas pesquisas -, pediu aos  nicaragüenses que votem nele para que o país "avance rumo a uma vida  melhor", focando suas prioridades na criação de empregos e no  combate à pobreza - este, o principal problema do país.  <br><br>   O candidato pelo Partido Liberal Constitucionalista (PLC), José  Rizo Castellón - em terceiro lugar nas pesquisas -, mostrou-se  igualmente confiante em que os nicaragüenses o levarão à Presidência  do país.  <br><br>   Além disso, Castellón pediu a seus seguidores que não permitam  que haja um segundo turno e que compareçam maciçamente no próximo  domingo para a votação. Seu objetivo é fazer um Governo baseado no  "liberalismo social".  <br><br>   O candidato a presidente da Alternativa para a Mudança (AC, em  espanhol), Éden Pastora - também conhecido como "Comandante Zero" e  em último lugar nas pesquisas -, encerrou sua campanha na  quarta-feira em um pequeno avião com alto-falantes que sobrevoou o  norte e o oeste do país para pedir votos.  <br><br>   Segundo observadores e analistas políticos, a campanha eleitoral  de 75 dias transcorreu sem nenhum incidente relevante. Nesse  período, os partidos e as alianças desenvolveram 3 mil atividades de  campanha.  <br><br>   O diretor do Instituto para o Desenvolvimento e a Democracia  (Ipade), Mauricio Zúñiga, disse hoje à imprensa que a campanha  eleitoral na Nicarágua "foi exemplar".  <br><br>   "Não tivemos mortos, feridos ou confrontos de grupos partidários,  embora tenhamos visto no domingo caravanas de veículos de três  partidos que se cruzaram nas estradas, no fim das contas, sem  incidentes. Por isso, parabenizamos a cidadania", disse Zúñiga.  <br><br>   Nas eleições do próximo domingo, 3.665.141 nicaragüenses  comparecerão a mais de 11 mil seções eleitorais para escolher o  presidente, o vice-presidente, 90 deputados nacionais e 20  representantes para o Parlamento Centro-Americano (Parlacen).  <br><br>   Enquanto isso, o Governo americano garantiu hoje que não tomou  nenhuma posição a respeito das eleições na Nicarágua, nem tentou  influenciar o processo eleitoral.  <br><br>   "Não tentamos moldar a opinião nem tomar posições", disse hoje à  imprensa o porta-voz do Departamento de Estado, Sean McCormack.  <br><br>   Em resposta a perguntas sobre as declarações de alguns dirigentes  americanos que falavam sobre as "conseqüências negativas" que a  eleição do sandinista Daniel Ortega poderia trazer, o porta-voz  americano insistiu em sua imparcialidade.  <br><br>   "Não tomamos posições e não tentamos influenciar estas eleições.  Quem será o presidente da Nicarágua é decisão dos nicaragüenses",  disse McCormack, que acrescentou que o importante é que as eleições  sejam "livres, justas e transparentes".  <br><br>   O processo será acompanhado por cerca de 900 observadores  estrangeiros da Organização dos Estados Americanos (OEA), pelo  Centro Carter, pela União Européia e por um grupo de especialistas  latino-americanos em observação eleitoral.  <br><br>   As eleições serão acompanhadas também por cerca de 16 mil  observadores nacionais de organizações como Ética e Transparência e  o Instituto para o Desenvolvimento e a Democracia (Ipade), além  membros de universidades e da Igreja Católica.]]></Texto>

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