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 <DataGeracaoArquivo>Seg, 30 Out 2006 12:36:02 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Centenas de policiais evitam manifestação estudantil na China]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Centenas de policiais antidistúrbios  evitaram uma manifestação estudantil em protesto contra as  irregularidades das universidades privadas, na província oriental de  Jiangxi, segundo a edição de hoje do jornal "South China Morning  Post", de Hong Kong.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   A manifestação, que esperava a participação de dezenas de  milhares de estudantes, foi convocada para este domingo na cidade de  Ganjiang. Além do posicionamento policial, as autoridades proibiram  os estudantes de deixar o campus e interromperam a comunicação via  telefone e internet.  <br><br>   Os protestos dos estudantes do Instituto Tecnológico de Ganjiang  e da Escola de Moda de Jiangxi começaram há poucos dias por causa de  um documentário da televisão estatal, que denunciou que os dois  centros privados prometem formação e diploma para os quais não têm  autorização estatal.  <br><br>   A reportagem fez com que milhares de estudantes saíssem às ruas e  provocassem distúrbios, nos quais pelo menos cinco pessoas foram  detidas, de acordo com o jornal.  <br><br>   Em meio ao caos, alguns moradores aproveitaram a situação para  roubar computadores, acrescentou o "South China Morning Post".  <br><br>   O diretor do Instituto Tecnológico disse que acabava de retornar  de uma viagem e não sabia nada sobre os protestos. O departamento de  educação municipal não confirmou a notícia do jornal e se limitou a  dizer que também não sabia de nada.  <br><br>   Não é o primeiro incidente deste tipo no país, onde a situação da  educação superior enfrenta vários problemas, como o excessivo  elitismo, o surgimento de centros privados de baixa qualidade e o  alto preço e a incerteza diante do mercado de trabalho.  <br><br>   Em junho, cerca de dez mil estudantes fizeram greves e protestos  violentos em uma faculdade do centro do país, os quais não foram  comentados pela imprensa oficial, assim como este último.  <br><br>   Segundo analistas, o Governo teme que este tipo de protesto  estudantil devolva o espírito das manifestações de 1989 na Praça da  Paz Celestial, em Pequim, que terminaram com o massacre  indiscriminado de civis.  <br><br>   Apenas 20% dos estudantes (os que obtém melhores notas ou têm  alguma recomendação) têm direito a entrar nas universidades  estatais, cujos diplomas costumavam assegurar realização pessoal,  social e econômica.  <br><br>   A percentagem restante de jovens que querem ter acesso à educação  superior se vê obrigada a recorrer ao ensino privado, que é mal  regulamentado, cobra preços exagerados que não costumam corresponder  a sua qualidade acadêmica e onde houve incontáveis casos de venda de  diplomas falsos.]]></Texto>

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