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 <DataGeracaoArquivo>Seg, 2 Out 2006 12:10:25 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[ONU pede ação internacional contra migrações irregulares]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[O alto comissário das Nações Unidas para  os refugiados, António Guterres, pediu hoje uma ação internacional  conjunta para fazer frente às migrações irregulares, à recuperação  pós-conflito e à premente situação de milhões de deslocados em seus  próprios países.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   "Enfrentamos o momento da verdade" diante dos desafios internos e  externos da instituição, disse Guterres na abertura da reunião anual  do Comitê Executivo do Alto Comissário da ONU para os Refugiados  (Acnur), realizada em Genebra até 6 de outubro e da qual participam  representantes de 70 países.  <br><br>   Como desafio prioritário, o ex-primeiro-ministro português  destacou o que considerou "um dos maiores fracassos" da comunidade  internacional, o esquecimento de milhões de deslocados internos que,  "por estarem dentro das fronteiras de seus países, não se beneficiam  das medidas de salvaguarda e assistência aos refugiados fora de sua  pátria".  <br><br>   O Acnur contabiliza 24 milhões de deslocados no mundo todo, que  vivem nesta situação devido a conflitos em seus próprios países.  <br><br>   A instituição iniciou um programa em que assume a  responsabilidade de proteção, refúgios de emergência, coordenação e  gestão dos acampamentos de refugiados.  <br><br>   "As lições aprendidas em quatro países, Uganda, República  Democrática do Congo, Libéria e Somália, nos servirão de exemplo",  disse Guterres, informando que a instituição já contribuiu com o  retorno de mais de 300 mil deslocados internos em Uganda.  <br><br>   Neste momento, a agência dirigida por Guterres reavalia seu  trabalho sobre os deslocados internos na Colômbia, no Sri Lanka, na  região do Cáucaso e na Costa do Marfim.  <br><br>   No entanto, a área que mais preocupa o Alto Comissariado é a  região sudanesa de Darfur, onde "cerca de dois milhões de deslocados  internos necessitam de proteção e assistência desesperadamente".  <br><br>   "Diante de uma situação como a de Darfur, a ação de organizações  como o Acnur enfrenta sérios problemas", afirmou Guterres,  acrescentando que, embora isso lhe pareça "intolerável, não é nada  comparado à desesperança das vítimas e dos milhões de deslocados" do  conflito civil no Sudão.  <br><br>   Guterres disse ainda que, diante da ausência de um claro marco  para o exercício da responsabilidade de proteção, a comunidade  internacional se vê "impotente". O comissário acrescentou que "a  insegurança reinante em Darfur já se estendeu ao Chade e ameaça a  República Centro-Africana".  <br><br>   Perante a situação de insegurança, milhares de deslocados de  Darfur cruzaram a fronteira em direção ao Chade, onde estabeleceram  acampamentos de refugiados e recebem ajuda das agências  especializadas da ONU.  <br><br>   Guterres mencionou também o problema dos pedidos de asilo e  afirmou que, em uma época na qual "a intolerância aumenta,  alimentada pelas preocupações de segurança e pela confusão da  opinião pública entre migrantes e refugiados, é preciso preservar o  asilo e restabelecer a confiança nos sistemas" de proteção dos  Estados.  <br><br>   O alto comissário lembrou que surgiram situações "inquietantes,  freqüentemente incentivadas de forma deliberada pelo populismo na  política e na imprensa, o que leva para a má direção".  <br><br>   Guterres disse que preservar o asilo inclui se opor a toda forma  de rejeição ou expulsão forçosa de refugiados e garantir o respeito  ao direito internacional dessas pessoas. Isto "não deve estar  sujeito às legislações nacionais, aos tratados de extradição ou ser  redefinido por disposições bilaterais".  <br><br>   O comissário também mencionou os esforços realizados pelos  Governos para atender às necessidades de proteção dos refugiados que  estão entre as dezenas de milhões de migrantes que se deslocam no  mundo.  <br><br>   "Sabemos as diferenças entre um migrante e um refugiado e não  queremos ser uma instituição que administre as migrações", afirmou.  <br><br>   No entanto, Guterres disse que o Acnur "é testemunha de que cada  vez são mais numerosos os casos mistos, como ocorre com os  refugiados, com as mulheres vítimas de tráfico de pessoas para  prostituição e com crianças".  <br><br>   Em relação às situações pós-conflito, Guterres disse que a  República Democrática do Congo, o sul do Sudão, o Burundi, o  Afeganistão e a Libéria estão em situação de preocupação  "dramática".  <br><br>   O comissário também explicou que as contribuições anuais dos  Estados-membros, que somam US$ 1 bilhão, não são suficientes para  que o Acnur enfrente todas as situações que lhe são apresentadas.]]></Texto>

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