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 <Titulo><![CDATA[Blair: Retirada do Iraque significaria entregar país à Al Qaeda]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[O primeiro-ministro do Reino  Unido, Tony Blair, defendeu hoje a presença britânica no Iraque e no  Afeganistão, e disse que a retirada das tropas significaria entregar  esses países à rede terrorista Al Qaeda ou aos talibãs.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   "Não estaremos mais seguros, cometeremos um ato de rendição que  colocará nossa segurança futura no maior dos perigos", disse Blair  em Manchester (norte da Inglaterra), em seu último discurso em um  congresso trabalhista como primeiro-ministro e líder da formação.  <br><br>   "O terrorismo não é culpa nossa. Nós não o causamos, não é  conseqüência de nossa política externa. É um ataque à nossa forma de  vida. É global e tem uma ideologia", disse Blair, lembrando que  quase 3.000 pessoas morreram em Nova York nos ataques de 11 de  setembro de 2001 antes que as guerras no Afeganistão ou no Iraque  fossem sequer planejadas.  <br><br>   Blair reconheceu que era "duro algumas vezes ser o maior aliado  dos Estados Unidos" e que a Europa podia ser "uma dor de cabeça  política" para uma nação como o Reino Unido.  <br><br>   "A verdade é que não há nada pelo que lutar, desde as conversas  para a liberalização do comércio mundial até o aquecimento do  planeta, o terrorismo e a Palestina, que possa ser solucionado sem  os Estados Unidos ou sem a Europa", acrescentou Blair, que admitiu  que havia pessoas que só viam o preço dessas alianças.  <br><br>   Em discurso de quase uma hora, após o qual foi muito aplaudido  pelos delegados, Blair disse que muitas das vítimas do terrorismo  internacional são "principalmente" muçulmanos.  <br><br>   "É uma guerra na qual lutam extremistas que distorcem a  verdadeira fé do Islã", acrescentou o primeiro-ministro, que  destacou a necessidade de "tolerância" entre as diferentes  comunidades para derrotar o terrorismo.  <br><br>   Blair anunciou sua decisão de se dedicar, de agora até deixar o  poder, "com o mesmo compromisso" dedicado ao conflito na Irlanda do  Norte, e a tentar conseguir a paz entre israelenses e palestinos.  <br><br>   "Posso não ter êxito. Mas vou tentar, porque a paz no Oriente  Médio é uma derrota para o terrorismo", disse Blair.  <br><br>   "Não devemos nunca permitir que o Líbano se transforme em um  campo de batalha para um conflito que nem os israelenses nem os  libaneses queriam, embora foram eles que pagaram o preço por isso",  acrescentou.  <br><br>   Blair insistiu em que a paz no Líbano e a ajuda à África "é uma  derrota do terrorismo", e destacou a gravidade da situação na região  sudanesa de Darfur.]]></Texto>

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