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 <Titulo><![CDATA[Assassinato de uma dirigente revela a vulnerabilidade das mulheres afegãs]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[<p>O assassinato de Safia Hama Jam, encarregada dos assuntos femininos no Afeganistão, mostra a condição precária das mulheres que persiste neste país após quase 10 anos de regimes repressivos dirigidos pelos mujahedines e pelos talibãs.</p>]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<p>Safia Hama Jam foi morta por dois homens de moto quando saída de sua casa em Kandahar, o antigo feudo talibã no sul do país. Os assassinos fugiram logo em seguida.</p><p>O ministério dos Assuntos femininos em Cabul confirmou a morte desta responsável na administração da província, um cargo que ocupava desde a criação do ministério, em 2002. "Ela foi morta na manhã desta segunda-feira, quando estava indo ao trabalho", disse outra responsável, Karima Salek.</p><p>A situação das afegãs melhorou muito após a queda do regime dos talibãs (1996-2001), que as impedia de freqüentar a escola, de trabalhar ou de sair sem a "burqa", o vestido longo que cobre o corpo inteiro.</p><p>De forma simbólica, o presidente Hamid Karzai levou com ele a única mulher do governo, Hosn Banu Ghazanfar, encarregada da Condição feminina, à Assembléia Geral das Nações Unidas em Nova York e depois em visita oficial no Canadá.</p><p>Uma mulher, Habiba Surobi, foi nomeada pela primeira vez em março de 2005 governadora de uma das 36 províncias afegãs, a de Bamiyan (centro).</p><p>Graças a um sistema de cotas no Parlamento, inaugurado em dezembro de 2005, as mulheres ocupam 25% das cadeiras na Assembléia Nacional (Wolesi Jirga) e pelo menos um sexto das cadeiras do Senado (Meshrano Jirga).</p><p>Uma mulher, Massuda Jalal, chegou a se apresentar para as eleições presidenciais de outubro de 2004. Nas legislativas de setembro de 2005, 10% dos candidatos eram mulheres. Na mesma votação, as mulheres representaram 41% dos eleitores.</p><p>Apesar desses sinais de esperança, a situação da maior parte das mulheres afegãs permanece difícil. Muitas candidatas sofreram ameaças e agressões.</p><p>Em maio de 2005, uma mulher e suas duas filhas foram mortas por supostos rebeldes no norte do Afeganistão porque trabalhavam em projetos de microcréditos para o Comitê para o desenvolvimento rural, uma ONG de Bangladesh.</p><p>Seus corpos foram descobertos junto a uma carta atribuída a um braço do grupo fundamentalista Hezb-e-Islami do ex-chefe de guerra e ex-primeiro-ministro Gulbuddin Hekmatyar explicando que elas haviam sido assassinadas "porque trabalhavam com ONG e eram consideradas como prostitutas".</p><p>Em um relatório publicado no dia 6 de março por ocasião do Dia da Mulher, a comissão independente afegã dos direitos humanos (AIHRC) afirmou que 10% das mulheres afegãs correm o risco de morrer durante o parto, o que é a porcentagem mais alta do mundo. </p><p>Mais de 80% das afegãs são analfabetas e menos de 10% das meninas de mais de 12 anos vão à escola, segundo este relatório.</p>]]></Texto>

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