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 <Titulo><![CDATA[Reforma na saúde gera maior crise no Governo de coalizão alemão]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[O projeto de levar adiante uma grande  reforma na saúde sumiu da pauta da grande coalizão da chanceler  democrata-crsitã Angela Merkel, que vive sua maior crise até agora,  levando seu parceiro de Governo, o Partido Social-Democrata (SPD, na  sigla em alemão), a começar a avaliar outras alianças.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   Em um momento em que o casamento de conveniência entre  democrata-cristãos e social-democratas ainda não completou seu  primeiro aniversário as fissuras começam a aparecer e os dois  começam a se olhar de forma áspera.  <br><br>   O paradoxo da crise é que os principais inimigos de Merkel não  estão em seu gabinete, nem no SPD, mas entre os chefes de Governo  regionais de seu próprio partido, a União Democrata-Cristã (CDU, na  sigla em alemão) e de seu irmão mais novo, a União Social-Cristã  (CSU, também na sigla em alemão), da Baviera.  <br><br>   Em vez de desfrutar da cômoda e atípica situação que permite o  Governo ter maioria em ambas as câmaras - inclusive no Bundesrat  (Câmara Alta do Parlamento alemão), em que os "länder" (estados  federados) estão representados -, os barões regionais da CDU e da  CSU estão colocando problemas.  <br><br>   Alguns deles, como o eterno rival interno de Merkel, o bávaro  Edmund Stoiber, deixaram claro que não estão dispostos a aceitar um  dos componentes financeiros que fazem parte do projeto da reforma da  saúde.  <br><br>   O curioso do caso é que foi o próprio Stoiber quem assinou o  compromisso - que inclui a proposta dos social-democratas de limitar  e determinar um teto à potencial alta das cotações do seguro médico  - junto com Merkel e o presidente do SPD, Kurt Beck, em julho.  <br><br>   Merkel e Beck tentaram reverter a crise parando o relógio e  encomendando sua solução a especialistas.  <br><br>   No entanto, desde a reunião de ambos na sexta-feira passada, a  imprensa continua disparando conjeturas sobre o futuro da coalizão e  o casal também lança dardos entre si.  <br><br>   Enquanto Beck afirmou que se trata de um problema a ser resolvido  pela CDU e pela CSU, o chefe do Governo regional do Sarre, Peter  Müller, por exemplo, diz hoje nas páginas do dominical "Bild am  Sonntag" que a coalizão não pode levar adiante uma grande reforma na  saúde.  <br><br>   "Eu já não acredito na grande reforma sanitária. As posições dos  partidos são muito diferentes a esse respeito. Agora, o que temos  que fazer é nos esforçar para aprovar uma lei que agüente alguns  anos", comentou Müller, que alimenta assim os argumentos dos que  dizem que uma grande coalizão não pode realizar grandes projetos por  ter visões muito diferentes.  <br><br>   Merkel, por outro lado, insiste, também no "Bild am Sonntag", em  que os membros da coalizão querem a grande reforma da saúde. "De  minha parte farei tudo que estiver em minhas mãos para alcançá-la",  diz.  <br><br>   Os observadores, no entanto, começam a pôr em dúvida o poder  interno de uma chanceler que melhorou sua imagem no exterior.  <br><br>   Neste momento, nem a CDU nem o SPD estão interessados em convocar  eleições antecipadas, pois ambos estão em baixa nas pesquisas de  opinião. A imprensa afirma hoje, no entanto, que as duas formações  estão analisando formas de mudar de aliado sem passar por um pleito.  <br><br>   Se as análises estiverem corretas, a situação mais cômoda, neste  caso, seria a do SPD, que estaria estudando uma coalizão com os  liberais e os verdes.  <br><br>   Os foram aliados do SPD durante os oito anos do Governo de  Gerhard Schröder, que convocou eleições antecipadas, principalmente  por problemas em sua própria formação, ou seja, em posição similar a  de Merkel agora.  <br><br>   Após várias reuniões com representantes dos verdes, os  social-democratas tinham previsto um encontro com os liberais para  os próximos dias. A reunião foi adiada para outubro após ser  divulgada pela imprensa.  <br><br>   Já o vice-presidente do Partido Liberal (FDP, na sigla em  alemão), Rainer Brüderle, flerta abertamente com uma coalizão e em  entrevista que a revista "Der Spiegel" publicará amanhã sustenta que  o voto de fidelidade com os conservadores só teve vigência durante a  campanha e que se poderia imaginar uma aliança com o SPD.  <br><br>   Apesar de os liberais terem sido parceiros dos democrata-cristãos  durante os 16 anos do Governo de Helmut Kohl, anteriormente tinham  formado Governo com o SPD e o próprio Brüderle foi, durante anos,  aliado de Beck no Executivo da Renânia-Palatinado, de onde este  último ainda é chefe de Governo.]]></Texto>

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