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 <DataGeracaoArquivo>Sex, 22 Set 2006 23:20:01 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Morre ex-guerrilheiro que passou metade da vida foragido ou preso]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Uma doença cardíaca levou hoje à  morte, aos 65 anos, o ex-guerrilheiro argentino Enrique Gorriarán  Merlo, quem passou quase metade da sua vida foragido ou na prisão e  foi um dos protagonistas da luta armada na América Latina.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   Líder do grupo que assassinou no Paraguai o ex-presidente  nicaragüense Anastasio Somoza, em 1980, ele morreu quando ia ser  submetido a uma operação num hospital público de Buenos Aires,  informaram fontes oficiais.  <br><br>   Segundo o Ministério da Saúde da capital argentina, o homem que  durante anos se esquivou dos serviços secretos e forças de segurança  de todo o continente sofreu "um aneurisma de aorta torácica  abdominal" que causou "uma parada cardio-respiratória".  <br><br>   Nascido na cidade de São Nicolás, em 1989 Gorriarán Merlo  comandou o assalto ao quartel militar da Tablada, nos arredores de  Buenos Aires. Foi condenado à prisão perpétua pelo ataque. Numa  entrevista à Efe, em 2002, quando tinha 60 anos e cumpria pena, ele  disse que acumulava "32 anos consecutivos entre a clandestinidade e  a prisão".  <br><br>   Gorriarán Merlo foi um dos chefes do grupo guerrilheiro argentino  Exército Revolucionário do Povo (ERP) nos anos 70 e depois da última  ditadura militar (1976-1983) formou o partido político de esquerda  Movimento Todos pela Pátria (MTP).  <br><br>   Homem de ação, encarregou-se da primeira incursão armada do ERP  no norte da Argentina, em 1971. Foi preso mas no ano seguinte fugiu  para o Chile, e depois para Cuba. Mais tarde, uniu-se à guerrilha da  Frente Sandinista de Libertação Nacional, na Nicarágua.  <br><br>   Em 1985, dois anos depois do restabelecimento da democracia  argentina, fundou o MTP, cujo primeiro pronunciamento incluiu uma  "autocrítica" sobre o uso da violência e uma defesa da participação  política pacífica. No entanto, quatro anos depois, atacou uma  unidade do Exército, para "evitar um novo golpe de Estado", quando o  país era governado por Raúl Alfonsín.  <br><br>   Gorriarán Merlo foi capturado em 1995, no México, de onde foi  expulso por ter entrado com um passaporte falso.  <br><br>   Condenado à prisão perpétua na Argentina, o ex-guerrilheiro  passou oito anos na prisão. Fez três greves de fome para reivindicar  sua liberdade e denunciou Argentina e México à Comissão  Interamericana de Direitos Humanos.  <br><br>   Em 2003, recebeu um indulto do então presidente da Argentina,  Eduardo Duhalde, que beneficiou 25 civis e militares. No ano  passado, fundou o Partido para o Trabalho e o Desenvolvimento, com o  propósito de "renovar os dirigentes" e fazer a política "deixar de  ser uma carreira para se transformar num serviço à comunidade".  <br><br>   Apesar dos vários pedidos de perdão pelos atentados e crimes que  cometeu, Gorriarán Merlo nunca se mostrou arrependido "de haver  resistido às ditaduras e aos militares".]]></Texto>

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