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 <Titulo><![CDATA[AIEA preparará projeto para fornecimento de combustível nuclear]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[A Agência Internacional de Energia Atômica  (AIEA) recebeu a missão de preparar nos próximos meses o projeto de  um sistema internacional que garanta o fornecimento seguro de  combustível nuclear e que evite crises no futuro, como a que envolve  o Irã.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   Esta é a conclusão de um encontro especial que terminou hoje,  após três dias de deliberações, em Viena, durante a 50ª conferência  geral da entidade responsável por garantir a segurança nuclear  mundial.  <br><br>   "Devemos tentar amadurecer progressivamente as diferentes  propostas que foram apresentadas e estudar se elas podem ser  melhoradas", disse à imprensa Charles Curtis, que presidiu o  encontro, que teve a participação de mais de 300 especialistas.  <br><br>   Curtis acrescentou que o secretariado da AIEA deverá estudar  "vários detalhes técnicos, legais e políticos nos próximos meses"  para apresentar a questão ao Conselho de Governadores do organismo  "ao longo de 2007".  <br><br>   Curtis se referia às várias propostas que surgiram nos últimos  meses e que têm o objetivo de garantir o fornecimento seguro de  combustível nuclear para todos os países que cumprirem as obrigações  de controle da AIEA.  <br><br>   Sobre a mesa está, por exemplo, a proposta de seis grandes  produtores de urânio enriquecido - matéria-prima da energia nuclear  - que prevê um complexo mecanismo multilateral para evitar o desvio  desta tecnologia.  <br><br>   Alemanha, Holanda, França, Reino Unido, Rússia e Estados Unidos  querem garantir a venda de urânio enriquecido para países que se  comprometerem a não produzir a substância em seus respectivos  territórios.  <br><br>   A Rússia propõe, paralelamente, o estabelecimento de um centro  internacional de urânio enriquecido na Sibéria, enquanto a Alemanha  defende que este tipo de instalação tenha um status de  extraterritorialidade.  <br><br>   Por outro lado, a ONG "Iniciativa de Ameaça Nuclear" (NTI),  dirigida por Curtis, anunciou na última terça que doará US$ 50  milhões para que a AIEA compre urânio enriquecido que permita a  criação de uma espécie de banco independente da substância.  <br><br>   "O que todas as propostas têm em comum é que qualquer que sejam  os mecanismos criados, eles sempre deverão ser supervisionados pela  AIEA", declarou Curtis.   <br><br>   Além disso, ele afirmou que as propostas existentes não se  excluem mutuamente e são "compatíveis".  <br><br>   Dominar o chamado "ciclo do combustível nuclear" com fins  pacíficos é um direito garantido pelo Tratado de Não-Proliferação  Nuclear (TNP).  <br><br>   Dependendo do grau de pureza do urânio enriquecido, o material  tem aplicações civis na geração de energia, mas também serve para a  fabricação de bombas nucleares.  <br><br>   O Tratado determina que apenas as cinco potências nucleares  declaradas - Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido -  podem ter bombas nucleares e exige que se comprometam a não  transferirem conhecimentos e materiais para a produção destas armas.  <br><br>   Por causa da insistência do Irã em desenvolver tecnologias para o  enriquecimento de urânio, EUA e União Européia (UE) temem que Teerã  tenha, na verdade, intenções militares.  <br><br>   Exigir a renúncia deste direito é o aspecto mais delicado da  busca por um mecanismo multilateral, pois muitos Estados temem  perder a soberania sobre como garantir fontes energéticas no futuro.  <br><br>   Esta é a alegação do Irã, que acusa os países que controlam a  tecnologia de tentarem manter este "privilégio" apenas entre eles.  <br><br>   A AIEA calcula que, diante do previsível esgotamento dos  hidrocarbonetos fósseis, a energia nuclear voltará a ganhar  importância nas próximas décadas.  <br><br>   Por isto, alguns países que no passado realizaram enriquecimento  de urânio, como Argentina, África do Sul e Austrália, anunciaram nas  últimas semanas que cogitam a possibilidade de retomarem estas  atividades.  <br><br>   Segundo Curtis, uma das possibilidades estudadas é a de permitir  aos países o desenvolvimento de uma limitada capacidade científica  de enriquecimento, desde que eles se comprometam a satisfazer suas  necessidades de combustível no mercado.  <br><br>   Atualmente há nove países que produzem urânio enriquecido para  fins civis: China, Japão, Brasil, Alemanha, Holanda, França, Reino  Unido, Rússia e Estados Unidos.  <br><br>   O Irã quer se juntar a este grupo, enquanto Coréia do Norte,  Índia, Paquistão e Israel - os quatro não signatários do TNP -  dispõem de armas nucleares ou estão a ponto de consegui-las, o que  leva a crer que dominem esta tecnologia.]]></Texto>

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