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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 19 Set 2006 10:40:06 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[ONG anuncia doação milionária para criar banco de urânio]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[A ONG americana Iniciativa de Ameaça  Nuclear (NTI, sigla em inglês) anunciou hoje em Viena que doará US$  50 milhões à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para  dar início ao primeiro banco de combustível nuclear com base em  urânio pouco enriquecido.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   O anúncio foi feito pelo o ex-senador americano Sam Nunn,  principal representante da NTI, que disse que a doação está  condicionada a que "um ou mais países" doem outros US$ 100 milhões  para comprar uma quantidade mínima de urânio pouco enriquecido para  esse banco.  <br><br>   O depósito estará disponível como "última reserva de combustível"  para aqueles países que tenham decidido não ter um programa próprio  de enriquecimento de urânio, explicou Nunn durante a 50ª conferência  geral da AIEA.  <br><br>   Um dos componentes-chave do combustível nuclear é o urânio  enriquecido, cuja produção é legal para fins pacíficos sob o Tratado  de Não-Proliferação Nuclear (TNP).  <br><br>   No entanto, se a pureza do urânio enriquecido for aumentada, esse  material pode ser usado também para a construção de armas nucleares,  algo que se teme que possa ocorrer no caso do Irã, país que insiste  em desenvolver seu próprio programa de enriquecimento.  <br><br>   Os meios financeiros da NTI provêm de fundos doados pelo  investidor americano Warren Buffet, um dos principais assessores da  ONG, disse Nunn, que acrescentou que será "responsabilidade da AIEA"  dar os passos necessários para estabelecer esta reserva de  combustível.  <br><br>   O ex-senador destacou que sua proposta chega em um momento no  qual cada vez mais países consideram a energia nuclear como forma de  assegurar suas fontes energéticas para o futuro.  <br><br>   Por isso, os riscos de proliferação em relação a este material,  que pode ter também aplicações militares, são "grandes e continuam  crescendo", disse Nunn.  <br><br>   "A pergunta é se queremos viver em um mundo no qual dezenas de  países têm a capacidade e os ingredientes-chave para fabricar armas  nucleares. Em um mundo assim os perigos se multiplicariam",  assegurou o ex-senador do estado americano da Geórgia.  <br><br>   Segundo a NTI, com os US$ 150 milhões iniciais seria possível  estabelecer uma reserva de urânio pouco enriquecido para um núcleo  atômico de três anos de duração de uma usina energética de mil  megawatts de potência.  <br><br>   Isso é "menos de 1%" da demanda anual atual de combustível  nuclear, disse Nunn.  <br><br>   Por enquanto, só nove países controlam o chamado "ciclo de  combustível nuclear" para fins comerciais: Estados Unidos, Rússia,  China, França, Japão, Brasil, Holanda, Alemanha e Reino Unido.  <br><br>   O Irã quer se unir a esses países, enquanto outros, como  Argentina, África do Sul e Austrália, anunciaram que consideram a  retomada de seus respectivos programas.  <br><br>   Coréia do Norte, Índia, Paquistão e Israel, todos não-signatários  do TNP, dispõem de armas nucleares e, portanto, também dominam esta  tecnologia.]]></Texto>

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