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 <DataGeracaoArquivo>Sáb, 16 Set 2006 12:40:03 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Coréia do Norte reafirma sua rejeição a negociar com os EUA]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[O "número dois" do regime norte-coreano,  Kim Yong Nam, afirmou hoje que a Coréia do Norte não voltará  "jamais" às negociações multilaterais sobre seu armamento nuclear  até que os Estados Unidos suspendam suas sanções a Pyongyang.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   "Não existe nenhuma justificação para pedir à República Popular  Democrática de Coréia que volte às conversações incondicionalmente.  Nosso país jamais voltará às conversações sob as sanções dos EUA",  afirmou o presidente da Assembléia Suprema Popular norte-coreana.  <br><br>   Kim Yong pronunciou estas palavras na assembléia plenária da  última jornada da 14ª Cúpula do Movimento de Países Não-Alinhados  (Noal) em Havana.  <br><br>   As conversas de seis lados que a Coréia do Norte mantém com EUA,  Coréia do Sul, Japão, China e Rússia estão bloqueadas por Pyongyang  desde novembro em protesto contra as sanções financeiras impostas  por Washington em outubro de 2005.  <br><br>   Esta semana houve rumores de que os EUA estão preparados para  impor à Coréia do Norte novas sanções sobre transferência de  material e tecnologia suscetível de ser empregada na fabricação de  mísseis.  <br><br>   Os EUA consideram que não houve nenhum avanço no diálogo com a  Coréia do Norte e que este país não tem vontade de retornar à mesa  de negociações sobre seus programas de armas nucleares e mísseis  balísticos.  <br><br>   Segundo estimativas americanas, a Coréia do Norte dispõe de duas  ou três armas nucleares, conta com 20 instalações nucleares e  armazena entre 2.500 e 5 mil toneladas de armas químicas e dez tipos  diferentes de bacteriológicas.  <br><br>   Além disso, conta com 600 mísseis Scud de 300 quilômetros de  alcance e 100 Rodong-1 de 1.300 quilômetros, que poderiam  transportar ogivas nucleares.  <br><br>   Também se considera que a Coréia do Norte desenvolveu o míssil  balístico Taepodong I, com um alcance de entre 2 mil e 2.500  quilômetros, e que estariam desenvolvendo o míssil intercontinental  Taepodong II, de 6.700 quilômetros de alcance, capaz de chegar ao  Alasca.  <br><br>   "Com os anos, a Coréia viu como sua segurança nacional corre  risco devido à chantagem dos ataques nucleares dos EUA. E nestas  circunstâncias tão críticas não lhe restou outra opção a não ser  possuir armas nucleares como uma dissuasão autodefensiva",  justificou Kim Yong.  <br><br>   "Como já se repetiu várias vezes, nosso país não necessita de  nenhuma arma nuclear. E não a necessitaria se não existisse esta  ameaça dos EUA com sua política hostil frente ao processo de  construção da confiança entre ambas as partes", acrescentou.  <br><br>   O dirigente norte-coreano assinalou ainda que os problemas entre  Pyongyang e Washington serão resolvidos apenas "se os EUA  respeitarem a soberania e direitos" da Coréia do Norte, "se mudarem  sua política hostil" e "se eliminarem todas as armas nucleares na  península coreana".]]></Texto>

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