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 <DataGeracaoArquivo>Sex, 15 Set 2006 10:40:28 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[Mulher recebe braço artificial que se move com pensamento]]></Titulo>
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 <Olho><![CDATA[A primeira "mulher biônica" pode  cortar um pedaço de carne ou lavar pratos apenas com a ajuda de seu  pensamento e de uma prótese artificial, apresentada hoje e que hoje  foi conectada a seus nervos.  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   O "braço biônico" usado pela jovem Claudia Mitchell, de 26 anos,  representa um grande avanço dentro no campo das tecnologias de  reabilitação, ao dar aos amputados a possibilidade de usar uma  prótese com uma forma semelhante a de um braço natural.  <br><br>   A conquista se deve à revolucionária conexão que os especialistas  do Instituto de Reabilitação de Chicago conseguiram estabelecer  entre o cérebro e a máquina.  <br><br>   O doutor Todd Kuiten, junto com o cirurgião plástico Gregory  Dumanian, deslocaram as extremidades dos nervos responsáveis pelo  movimento dos braços para o peito de Mitchell, onde eletrodos  recebem as ordens que o cérebro emite e as transmitem para a  prótese.  <br><br>   O "braço biônico" conta com seis motores, que fazem com que os  movimentos do aparelho sejam bem mais amplos e naturais do que os de  uma prótese comum.  <br><br>   Nem mesmo o peso do aparelho - cinco quilos - representa uma  dificuldade para Mitchell.  <br><br>   Há dois anos, a ex-marine sofreu um acidente de motocicleta e  teve seu braço amputado, mas nunca se acostumou à prótese normal que  recebeu.  <br><br>   "Era estranho. Tinha que pensar: 'Bom, esta é minha mão, qual  músculo quero movimentar? Para isto, tinha que flexionar o músculo  peitoral ou o tríceps. Agora faço isto apenas com a mente", afirmou  Mitchell em entrevista coletiva no Clube da Imprensa de Washington.  <br><br>   Claudia Mitchell é a quarta pessoa - primeira mulher - a receber  uma destas máquinas. O pioneiro foi Jesse Sullivan, um técnico que  trabalhava com a manutenção de cabos telefônicos que perdeu os dois  braços em um acidente de trabalho em maio de 2001.  <br><br>   Entretanto, o aparelho produz alguns efeitos curiosos em seu  portador. Mitchell disse que quando alguém toca no seu peito, onde  estão os eletrodos conectados aos nervos, sente uma sensação como se  estivessem tocando em suas mãos.  <br><br>   O próximo passo, segundo Kuiken, será conseguir fazer com que a  mão artificial possa sentir e enviar sensações táteis para o  cérebro.  <br><br>   Esta invenção significa uma nova esperança para soldados que  perderam extremidades do corpo em conflitos armados.  <br><br>   Segundo a Coalizão de Amputados da América, apenas no transcurso  das operações "Liberdade Duradoura", em 2001 no Afeganistão, e  "Liberdade Iraquiana", em 2003, quase 200 soldados sofreram  amputações.  <br><br>   A maior parte das lesões traumáticas são fruto de tiros de  pequenas armas de fogo e de explosões, de bombas improvisadas, de  minas antipessoais e de granadas.  <br><br>   Esta situação deu novos ares para a indústria paramédica, que não  vivia uma situação parecida desde a Guerra do Vietnã, nos anos 70.]]></Texto>

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