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 <DataGeracaoArquivo>Qua, 6 Set 2006 11:50:01 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[ONU pede que mundo defenda direitos das mulheres imigrantes]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[Quase a metade de todos os imigrantes  internacionais são, atualmente, mulheres, mas suas necessidades  continuam sendo ignoradas, segundo um relatório apresentado hoje em  Londres pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   "Este relatório pede que os Governos e os particulares reconheçam  e valorizem as contribuições das mulheres imigrantes, além de  promoverem e respeitarem seus direitos humanos", afirmou a diretora  do UNFPA, Thoraya Ahmed Obaid.  <br><br>   O UNFPA dedicou este ano seu relatório anual sobre o estado da  população mundial ao fenômeno da imigração feminina, ao impacto dos  fundos que elas enviam para manter suas famílias e suas comunidades  e a sua vulnerabilidade diante do tráfico de pessoas, da exploração  e dos maus tratos.  <br><br>   Do total de imigrantes internacionais, 49,6% - 95 milhões - são  mulheres que abandonam seus países para se casar, se unir a suas  famílias ou trabalhar.  <br><br>   "São as empregadas domésticas, as criadas, as cuidadoras de  doentes, as agricultoras, as garçonetes e as trabalhadoras do sexo",  afirma o relatório, que destaca que muitas delas emigram com seus  filhos, enquanto outras se vêem obrigadas a "deixá-los para trás".  <br><br>   Em 2005, as remessas dos imigrantes chegaram a cerca de US$ 232  bilhões. Nos países em desenvolvimento, essa quantia é  consideravelmente maior que a ajuda oficial ao desenvolvimento.  <br><br>   Segundo o relatório, mesmo que as somas totais enviadas pelas  mulheres tendam a ser inferiores aos totais enviados pelos homens,  os estudos destacam que elas enviam uma parte maior de sua renda -  que é menor - às famílias que ficaram no país de origem.  <br><br>   O estudo ressalta que, a cada ano, entre 600 mil e 800 mil  mulheres, homens e crianças são vítimas das redes de tráfico de  pessoas e, deles, 80% são mulheres e meninas.  <br><br>   Segundo o relatório, que indica que o tráfico de pessoas é o  terceiro comércio ilegal mais lucrativo que existe - após o  contrabando de drogas e o de armas -, essas mulheres são normalmente  usadas na exploração sexual, obrigadas a fazer tarefas domésticas ou  empregadas em trabalho abusivo em fábricas.  <br><br>   Muitas delas morrem devido a essa "servidão", em conseqüência da  violência ou por contraírem doenças, como a aids.  <br><br>   "O relatório pede uma maior cooperação nacional e internacional  para levar os traficantes de pessoas à Justiça e para proteger suas  vítimas", disse Obaid.  <br><br>   As mulheres também representam quase metade dos 12,7 milhões de  refugiados do mundo, embora sua proporção seja menor entre os  solicitantes de asilo, já que, segundo o relatório, denúncias contra  a perseguição por motivos de gênero freqüentemente não são  formalizadas.  <br><br>   O serviço doméstico é um dos maiores setores trabalhistas a  promoverem a emigração internacional de mulheres e, todo ano,  milhões delas emigram para Europa, América do Norte, países do Golfo  e nações industrializadas da Ásia por esse motivo.  <br><br>   No entanto, as leis trabalhistas raramente as protegem, diz o  relatório, que destaca também que o fato de o trabalho ser feito a  portas fechadas pode colocar essas mulheres em situação de alto  risco.  <br><br>   O relatório menciona também "o êxodo de profissionais" sofrido  por países em desenvolvimento, principalmente na área de saúde, o  que seria um dos problemas mais complicados trazidos pela migração  internacional.  <br><br>   Por um lado, as pessoas qualificadas cada vez mais optam por  emigrar para melhorar suas vidas e, por outro, seus países enfrentam  uma crise dos serviços de saúde sem precedentes. O estudo ressalta  que, atualmente, há na cidade inglesa de Manchester mais médicos  oriundos de Malauí que no próprio país.  <br><br>   Junto ao relatório, o UNFPA apresentou um estudo especial no qual  destaca o número cada vez maior de jovens que abandonam seus países.  Atualmente, os jovens entre 10 e 24 anos constituem quase a terça  parte de todos os imigrantes internacionais.  <br><br>   A apresentação do relatório é feita uma semana antes da  realização do "Diálogo de alto nível sobre migração internacional e  desenvolvimento" na sede central da ONU em Nova York.]]></Texto>

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