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 <DataGeracaoArquivo>Ter, 5 Set 2006 01:40:02 -0300</DataGeracaoArquivo>

 <Titulo><![CDATA[ONU analisará caso de jornalista condenado como espião na China]]></Titulo>
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 <NomeFonte><![CDATA[Agência EFE]]></NomeFonte>
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 <Olho><![CDATA[O caso do jornalista Ching Cheong, de Hong  Kong, condenado a cinco anos de prisão por espionagem, será levado  ao Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, do qual a China faz  parte, diz hoje o jornal "South China Morning Post".  ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[   Law Yuk-Kai, diretor do grupo Hong Kong Human Rights Monitor,   anunciou que enviará "em breve" uma queixa formal ao CDH. O órgão  substituiu em junho a obsoleta Comissão de Direitos Humanos e  aceitou como membro a China, despertando críticas de ativistas e  grupos de defesa dos Direitos Humanos.  <br><br>   Ching, correspondente-chefe do jornal de Cingapura "The Straits  Times", foi condenado na semana passada a cinco anos de prisão por  um tribunal de Pequim. Ele foi considerado culpado de colaborar com  agentes dos serviços taiuaneses quando trabalhava para o jornal.  <br><br>   Segundo Law, o grupo levará o caso ao grupo de trabalho da ONU  sobre detenções arbitrárias e ao enviado especial sobre liberdade de  expressão.  <br><br>   "A China terá a obrigação de responder à comunidade  internacional, com um relatório claro mostrando como Ching  descumpriu a lei sobre espionagem. Também terá que demonstrar se o  julgamento foi justo", disse Law.  <br><br>   A mulher do repórter, a também jornalista Mary Lau, anunciou que  apelará esta semana. Seu principal argumento será de que a Fundação  sobre Estudos Internacionais dos Dois Lados do Estreito, organização  à qual supostamente o jornalista forneceu informação de inteligência  e sobre segredos de Estado, não é uma instituição dedicada à  espionagem.  <br><br>   O bispo católico de Hong Kong, o cardeal Joseph Zen Ze-kiun,  participará esta tarde de uma oração conjunta, pedindo a libertação  do jornalista.   <br><br>   Os advogados do jornalista Zhao Yan, que colaborava com o "The  New York Times" e foi condenado, também na semana passada, a três  anos por fraude, apelaram ontem, segundo o "South China Morning  Post".  <br><br>   "Acreditamos que o veredicto foi errado", disse um de seus  advogados, Guan Anping. "A lei foi aplicada de forma equivocada pelo  tribunal. Ele não recebeu dinheiro, e aceita passar por um detector  de mentiras", acrescentou.  <br><br>   Os casos de Ching e Zhao fizeram aumentar a onda de protestos  pela preocupante falta de liberdade de expressão na China. Segundo a  organização Repórteres Sem Fronteiras, o país é "a maior prisão" de  jornalistas e ciberdissidentes do mundo, com cerca de 50 repórteres  detidos por publicar informações contrárias à linha oficial.]]></Texto>

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