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 <Titulo><![CDATA[Correspondente iG: Uma era de guerras sem fim]]></Titulo>
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 <NomeCredito>Nahum Sirotsky, correspondente iG em Israel</NomeCredito>
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 <Olho><![CDATA[ISRAEL - Começam a surgir estudos tentando decifrar as guerras da atualidade. E concluem que elas não têm fim previsível devido a culturas militares incompatíveis com as novas realidades. ]]></Olho>
 <Texto><![CDATA[<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Jeffrey Record, professor do departamento de Estratégia e Segurança Internacional da Escola da Força Aérea americana, escreve que, “salvo profundas mudanças nas culturas políticas e militares, os Estados Unidos tenderão a grandes riscos de fracasso nas chamadas pequenas guerras de sua escolha”. É o que se lê num noticiário do Instituto Cato, centro de pesquisa que pensa problemas e questões existentes para entendê-los, explicá-los e sugerir soluções. Apenas como exemplo do alcance de tais instituições, quase sempre de civis, uma delas, a Rand, que imaginou o Internet como meio de comunicação quando realizava trabalhos para a Força Aérea durante a Segunda Guerra Mundial. O instituto explica que o trabalho do professor Record parte da análise das guerras do Afeganistão e Iraque, entre outros conflitos da atualidade que parecem não ter fim. </FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></FONT>&nbsp;</P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A revista “The American Conservative” destaca a observação do professor de História e Relações Internacionais da Universidade de Boston Andrew Bacevich, afirmando que “os muçulmanos deixaram de lutar nos termos ocidentais- o modelo de guerra adotado pela maioria das forças armadas dos estados existentes no mundo - e começaram a ganhar”.Eles compreenderam o meio ocidental e adotaram um meio próprio, compatível com os seus recursos. Os que estão vencendo - grupos insurgentes ou também chamados terroristas - abandonaram a tentativa de competirem em armamentos com os exércitos poderosos, passando a táticas de intimidação da população civil, como: subversão, agitação das massas, guerra contra economias, desgastar a moral tanto pelo medo como provocando reações excessivas com as conseqüências sobre a imagem do inimigo.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /><o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em síntese: eles estão evitando confrontar a força do inimigo e explorando vulnerabilidades dela. Eles sabem que não podem ganhar, mas que podem negar vitória ao lado supostamente mais forte. As Forças Armadas americanas não estão conseguindo derrotar os cerca de 30 mil insurgentes no Iraque. O Taleban volta a lutar no Afeganistão. Não se pode qualificar Israel de vitorioso na guerra com o Hezbollah.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns afirmam que o Hamas palestino prepara força, táticas e estratégias semelhantes ás do Hezbollah.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><FONT size=2><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sudha Ramachandran, de Bangalore, Índia, escreve no “Asia Times” que “há um acentuado crescimento no número de manuais de treinamento de jihads, os guerreiros santos, na Internet. ‘Oh,irmão mujahid (guerreiro) para se associar ao grande campo de treinamento você não precisa viajar a outros paises’”, diz, grifando frase de al-Battar (a espada) da Al Qaeda.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><FONT size=2><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Associated Press afirmou num rápido comunicado, reportando-se ao Pentágono que a violência no Iraque estava se espalhando e poderia levar a uma guerra civil. <SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A secretária americana de Estado, Condoleeza Rice, declarou na quinta-feira que “segurança, instituições democráticas e o emprego de uma política contra a violência para solução de conflitos, são os principais critérios para um fim bem-sucedido da guerra no Iraque." Ela acredita que está chegando o dia em que os iraquianos aplicarão suas novas instituições democráticas para resolverem suas diferenças. O sucesso no Iraque acontecerá quando os iraquianos puderem governar e se proteger.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><FONT size=2><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O professor Bacevich, da Universidade de Boston, escreve que “chegou a hora de reconhecermos que não há como se ganhar na nova guerra, que o poder militar não é o antídoto para todos os problemas e que urge ser forte e atento, porém que também é necessário ser mais astuto, o que se traduz em acabar com a enfatuação, inclinação pela guerra como meio de se resolver tudo, e redescobrir as possibilidades dos meios políticos”.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Acontece que as organizações insurgentes, por se sentirem invencíveis, só admitem meios políticos quando implicam na aceitação de suas demandas. Ainda não chegaram ao estágio de compreenderem que a solução política implica em concessões mútuas e criação de confiança mútua.</FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><FONT size=2><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></FONT></SPAN></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tropa americana no Iraque aumentará de 127 mil para 140 mil soldados. E três anos e meio depois de terem invadido o Iraque e derrubado Saddam Hussein, as perdas americanas somam cerca de 2.700 mortos e perto de 20 mil feridos. Há cerca de 56 ataques diários de milícias muçulmanas em Bagdá, a capital. Apenas no dia 1, morreram várias dezenas de iraquianos em atentados contra a população civil e lutas entre as seitas sunita e xiita. Não há sinais de um fim no conflito no Iraque, nem em outros campos de luta.<SPAN style="FONT-SIZE: 14pt"><o:p></o:p></SPAN></FONT></P>
<P class=MsoNormal style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"><FONT size=3><FONT face="Times New Roman">&nbsp;<o:p></o:p></FONT></FONT></P>]]></Texto>

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